Comando Vermelho usa drones com explosivos contra polícia no Complexo do Alemão durante a guerra no Rio de JaneiroPor Luís Henrique Costa
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Comando Vermelho lança bombas com drones contra policiais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação ocorre em retaliação à Operação Contenção, que mobiliza 2.500 agentes para cumprir 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão. Traficantes ergueram barricadas em chamas e reagiram com tiros para impedir o avanço das forças de segurança.
A operação resulta de investigações de mais de um ano pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Pelo menos 30 criminosos investigados são oriundos do Pará. Quatro pessoas morreram nos confrontos, com origem na Bahia e no Espírito Santo.
- Dois fuzis, uma pistola e nove motocicletas foram apreendidos.
- 23 traficantes foram presos nas primeiras horas.
- Um policial do Bope foi ferido de raspão na perna.
Ataques com drones
Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) receberam os ataques com explosivos lançados por drones. Os artefatos visavam impedir a progressão das tropas na região.
Bandidos utilizaram a tecnologia para retaliar a entrada das forças em áreas controladas pelo Comando Vermelho. Os complexos do Alemão e da Penha abrangem 26 comunidades.
Megaoperação no Alemão e Penha mira 100 do Comando Vermelho e resulta em 4 mortes em cenário de guerra no Rio de Janeiro https://t.co/MHk88ZGQL4 pic.twitter.com/jTkl6vgb3u
— MixVale (@Mixvale) October 28, 2025
Apreensões e prisões
Agentes apreenderam armamento pesado durante as incursões iniciais. As prisões ocorreram em diversos pontos das favelas.
Motocicletas usadas por traficantes foram recolhidas para análise. As ações continuam em andamento para localizar alvos restantes.
Investigações apontam expansão territorial do grupo criminoso. Lideranças de outros estados estão entre os procurados.
Vítimas nos confrontos
Quatro suspeitos morreram em trocas de tiros com as forças policiais. Os feridos recebem atendimento no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
Um homem em situação de rua foi atingido nas costas e internado sob custódia. Três civis inocentes também sofreram ferimentos durante a operação.
Uma mulher treinava em academia quando foi baleada e socorrida pelo marido. Outro homem trabalhava em ferro-velho ao ser atingido.
Um policial militar permanece em observação após ferimento leve. As vítimas civis não têm relação com o crime organizado.
Apoio tecnológico às forças
A operação emprega drones para monitoramento aéreo e dois helicópteros para suporte. 32 blindados terrestres facilitam o acesso a ruas estreitas.
12 veículos de demolição removem barricadas instaladas pelos traficantes. Ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate atendem emergências no local.
Declarações oficiais
Governador Cláudio Castro afirmou que as ações demonstram o poder do Estado. As forças integradas incluem unidades do Comando de Operações Especiais (COE).
Policiais de delegacias especializadas e distritais participam da mobilização. Promotores do Ministério Público acompanham o cumprimento dos mandados.
Barricadas e resistência
Traficantes incendiaram obstáculos para bloquear vias de acesso. Tiros intensos marcaram o início da operação nas comunidades.
As barreiras visam atrasar o avanço de blindados e tropas. Agentes utilizam equipamentos para remover os entraves rapidamente.







