Governo Lula nega apoio a megaoperação no Alemão e Penha com 24 mortos e 81 presos na guerra do Rio de JaneiroPor Luís Henrique Costa
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Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro deflagram ação nos complexos do Alemão e da Penha nesta terça-feira (28), resultando em 24 mortes e 81 prisões.
O governador Cláudio Castro afirma que o governo federal negou três pedidos de auxílio para a operação, deixando o estado atuar sozinho contra o Comando Vermelho (CV).
A iniciativa, parte da Operação Contenção, mobiliza 2.500 agentes para cumprir 100 mandados de prisão e busca.
Foram apreendidos 31 fuzis, 2 pistolas e 9 motos durante os confrontos.
Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação, parte da Operação Contenção, mobilizou 2.500 agentes para cumprir 100 mandados de prisão e resultou em 81 detenções. Traficantes reagiram com tiros, barricadas incendiadas e uso de drones com explosivos, fechando vias expressas como Linha Amarela e Grajaú-Jacarepaguá.
A operação iniciou pela manhã e continuou até o fim da tarde, com apreensões de 31 fuzis, duas pistolas e nove motos. Três civis foram baleados por balas perdidas, sem óbitos entre eles. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, confirmou que o planejamento ocorreu sem auxílio federal.
- Dois policiais civis mortos: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral.
- Dois policiais militares do Bope: Cleiton Searafim Gonçalves e Herbert.
- 20 suspeitos abatidos em trocas de tiros, incluindo indivíduos de Bahia e Espírito Santo.
Detalhes dos confrontos
Agentes enfrentaram resistência armada intensa nas comunidades. Vídeos registraram centenas de disparos em minutos, com colunas de fumaça de barricadas.
Criminosos fugiram em fila pela parte alta do morro, similar a cenas de 2010. Drones lançaram bombas contra policiais no Complexo da Penha.
Lideranças capturadas
Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Quitungo, foi preso como chefe local do CV. Nicolas Fernandes Soares, operador financeiro de Edgar Alves de Andrade (Doca), também foi detido.
Outros alvos incluíam 30 foragidos do Pará. A investigação durou um ano pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes.
Serviços afetados
Escolas e unidades de saúde suspenderam atendimentos nas áreas impactadas. Secretaria Municipal de Educação fechou 28 escolas no Alemão e 17 na Penha.
Uma escola estadual interrompeu aulas. Cinco unidades de atenção primária avaliavam reabertura gradual.
Vias bloqueadas
Traficantes ergueram barricadas com veículos e entulho em retaliação. Linha Amarela teve pistas interditadas no início da tarde.
Rua Dias da Cruz, no Méier, registrou obstruções. Doze linhas de ônibus desviaram rotas para evitar riscos.
Recursos mobilizados
Forças incluíram Comando de Operações Especiais, Bope e delegacias especializadas. Helicópteros, blindados e veículos de demolição apoiaram a ação.
Grupamento de Salvamento e Resgate forneceu ambulâncias. Ministério Público denunciou 67 por associação ao tráfico e três por tortura.
Áreas de expansão do CV
Complexo da Penha serve como base para escoamento de drogas próximo a vias expressas. Facção avança em comunidades como Gardênia Azul e Juramento.
Lideranças emitem ordens para vendas, escalas e execuções. Gerentes controlam contabilidade e abastecimento.
Cerca de 280 mil moradores vivem nas regiões afetadas. Operação abrange 9 milhões de metros quadrados de territórios controlados.







