Guerra no RJ: 2 policiais do bope mortos em operação no Alemão e Penha com 81 prisõesPor Jeronimo Santos
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Dois policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) morreram durante megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação mobilizou 2.500 agentes para cumprir 100 mandados de prisão contra o Comando Vermelho, que domina 26 comunidades na área. Outros dois policiais civis também foram mortos, totalizando quatro baixas nas forças de segurança.
O balanço registra 20 traficantes abatidos em confrontos, 81 presos e sete agentes feridos. Criminosos responderam com tiroteios intensos, barricadas incendiadas e drones carregados de explosivos. A operação integra a estratégia Contenção, coordenada pelo governo estadual para conter a expansão da facção.
Equipes entraram nas comunidades desde as primeiras horas da madrugada, enfrentando mais de 200 disparos em um minuto, conforme imagens captadas. Blindados removeram obstáculos em vias internas, enquanto helicópteros coordenaram o avanço.
Identificação das vítimas policiais
Os policiais do BOPE caíram em tiroteio no morro da Penha durante remoção de barricadas. Os nomes não foram divulgados imediatamente pela corporação, que confirmou as mortes em nota oficial.

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, chefe de investigação da 53ª DP, e Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP, foram os civis mortos no Alemão. Ambos participavam de buscas em endereços prioritários. Sete agentes baleados seguem em hospitais, com quadros estáveis após cirurgias de emergência.
Capturas de lideranças
Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, chefe do CV na região, foi preso em residência monitorada. Nicolas Fernandes Soares, ligado financeiramente a Edgar Alves de Andrade, o Doca, caiu em operação paralela.
- Belão organizava escalas de vigilância;
- Soares movimentava recursos para expansão;
- 30 procurados de estados como Pará e Bahia.
Policiais recolheram 31 fuzis, duas pistolas e nove motocicletas em esconderijos abandonados.
Civis atingidos e resgates
Três moradores sofreram ferimentos por balas perdidas em áreas periféricas. Um homem em situação de rua foi levado ao Getúlio Vargas com lesão nas costas. Uma mulher baleada em academia recebeu alta no mesmo dia. Outro homem, em ferro-velho, apresentou ferimento leve e foi liberado.
Ambulâncias do Grupamento de Resgate transportaram vítimas sob escolta armada.
Planejamento e escala territorial
A operação cobriu nove milhões de metros quadrados, afetando 280 mil moradores, conforme o secretário Victor Santos. Logística estadual incluiu unidades especializadas sem apoio federal. Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes duraram um ano, identificando rotas de escoamento. Promotores do Gaeco acompanharam cumprimentos de mandados.
Drones policiais mapearam fugas em fila pela mata alta.
Acusações formais
Ministério Público denunciou 67 por associação ao tráfico e três por tortura. Doca comanda expansão para Gardênia Azul e Juramento, ordenando execuções. Pedro Bala, Gadernal e Grandão gerenciam bocas de fumo e pontos de monitoramento. Quinze gerentes controlam finanças; soldados armados garantem segurança. A Penha facilita distribuição por proximidade com vias expressas.
Bloqueios e desvios viários
Tráfico incendiou veículos na Linha Amarela e Grajaú-Jacarepaguá em retaliação. Rua Dias da Cruz registrou entulhos removidos por equipes de tráfego.
- 12 linhas desviadas em Olaria e Engenho da Rainha;
- 312 (Olaria-Candelária);
- 621 (Penha-Saens Peña).
Drones criminosos lançaram artefatos explosivos, interceptados por blindados.
Fechamento de unidades
45 escolas suspenderam aulas: 28 no Alemão, 17 na Penha. Um colégio estadual também fechou portas.
Cinco postos de saúde adiaram funcionamento; clínica da família cancelou visitas domiciliares. Transporte alternativo atendeu estudantes em zonas seguras.
A ação prossegue com varreduras em alvos remanescentes.







