Megaoperação no Alemão e Penha mira 100 do Comando Vermelho e resulta em 4 mortes em cenário de guerra no Rio de JaneiroPor Luís Henrique Costa
Atualizado 3 min de leitura
![]() |
Megaoperação policial deflagrada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, visa prender cerca de 100 integrantes do Comando Vermelho. Pelo menos 2.500 agentes participam da ação, que resultou em quatro suspeitos mortos em confrontos até o momento. A operação integra a iniciativa Contenção, do governo estadual, para conter a expansão da facção.
Traficantes reagiram com tiros, barricadas incendiadas e uso de drones para lançar bombas. A ação ocorre em área de 26 comunidades, onde se escondem líderes do RJ e de outros estados, incluindo pelo menos 30 do Pará. Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes duraram um ano.
- 25 presos, sendo cinco baleados e internados sob custódia.
- Apreensões incluem 10 fuzis, duas pistolas e nove motos.
- Um policial do Bope e um delegado feridos na perna.
Reações dos criminosos
Colunas de fumaça subiam de barricadas em chamas em diversos pontos. Criminosos fugiram em fila pela parte alta da comunidade.
Drones foram usados para lançar artefatos explosivos contra as forças policiais. A tática visava retardar o avanço das equipes.
Balanço de feridos
Três civis foram atingidos por balas perdidas. Um homem em situação de rua levou tiro nas costas e segue internado.
Uma mulher em academia recebeu alta após atendimento. Outro homem, em ferro-velho, também foi baleado.
Um suspeito da Bahia e outro do Espírito Santo estão entre os mortos. Dois baleados presos são do Pará.
Impactos na rotina local
Unidades de saúde suspenderam atendimentos iniciais. Cinco clínicas avaliam reabertura gradual.
Escolas fecharam as portas em 28 no Alemão e 17 na Penha. Uma unidade estadual também interrompeu atividades.
Linhas de ônibus desviaram rotas para evitar riscos. Doze itinerários alterados afetam passageiros e motoristas.
Detalhes da operação
Agentes saíram da Cidade da Polícia pela manhã. Helicópteros, blindados e veículos de demolição apoiam o terreno.
Promotores do Ministério Público acompanham a execução. Todas delegacias especializadas mobilizadas.
Nicolas Fernandes Soares, operador financeiro de chefe do CV, está preso. A ação não contou com apoio federal.
O secretário de Segurança Pública destacou planejamento com inteligência. Cerca de 280 mil moradores vivem na área afetada.
Apreensões e alvos
Fuzis dominam o material recolhido em confrontos. Motos usadas por traficantes foram confiscadas.
Investigações identificaram refúgio de líderes interestaduais. A operação prossegue em etapas permanentes.







