Nubank ultrapassa Petrobras com US$ 77 bi e vira maior empresa brasileira em 2025Por Beatriz
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O Nubank alcançou um marco histórico no mercado financeiro brasileiro ao superar a Petrobras em valor de mercado, tornando-se a empresa mais valiosa do país em 28 de outubro de 2025. Com capitalização de US$ 76,97 bilhões, o banco digital listou suas ações na Nasdaq e registrou alta acumulada de 53,7% no ano. Esse feito reflete o crescimento acelerado da fintech, impulsionado por expansão de clientes e resultados operacionais positivos.
A mudança ocorreu em meio a negociações voláteis na Bolsa de Nova York, onde as ações do Nubank fecharam a US$ 15,93. Analistas atribuem o avanço à confiança dos investidores na estratégia de inovação digital da companhia. No mesmo dia, a Petrobras registrou US$ 74,50 bilhões, afetada por flutuações no preço do petróleo.
A posição consolidada do Nubank entre as maiores empresas brasileiras destaca a transição para modelos de negócios digitais no setor financeiro.
Trajetória de crescimento recente
Desde o início de 2025, o Nubank expandiu sua base de clientes para mais de 109 milhões no Brasil, México e Colômbia. Esse aumento contribuiu diretamente para o valor de mercado recorde alcançado em outubro.
Analistas preveem lucro de US$ 723 milhões no terceiro trimestre, com divulgação prevista para 13 de novembro. A companhia também ocupa o quarto lugar no ranking global de empresas que mais crescem, segundo a revista Fortune.
Comparação com gigantes nacionais
O Nubank não apenas superou a Petrobras, mas também ultrapassou outras líderes tradicionais. Veja o ranking atual das cinco maiores empresas brasileiras por capitalização de mercado:
- Nubank: US$ 76,97 bilhões
- Petrobras: US$ 74,50 bilhões
- Itaú Unibanco: US$ 72,54 bilhões
- Vale: US$ 49,60 bilhões
- BTG Pactual: US$ 49,60 bilhões
Esses números, baseados em dados de fechamento de 28 de outubro, mostram a fintech à frente de bancos e mineradoras consolidadas. A Petrobras, por sua vez, enfrenta pressões de commodities globais.
A lista reflete uma diversificação no topo, com o setor financeiro ganhando espaço sobre o de energia.

Posição na América Latina e no mundo
Na região, o Nubank figura como a segunda maior empresa, atrás apenas do Mercado Libre, com US$ 116,10 bilhões. Essa colocação reforça o domínio de fintechs em mercados emergentes.
Globalmente, a companhia integra o top 40 das instituições financeiras, superando nomes como BNY Mellon e Barclays. O desempenho das ações, com valorização de 53,7% no ano, impulsiona essa projeção internacional.

Estratégias de expansão internacional
O Nubank iniciou operações no México em 2021 e na Colômbia em 2020, o que dobrou sua base de usuários fora do Brasil nos últimos dois anos. Esses mercados representam 20% do total de clientes ativos.
No segundo trimestre de 2025, a receita atingiu US$ 3,7 bilhões, com lucro líquido de US$ 637 milhões. A companhia planeja breakeven no México até o fim de 2026, focando em produtos como cartões de crédito e contas digitais adaptadas localmente. Essa diversificação reduz dependência do mercado brasileiro e atrai investimentos estrangeiros.
Além disso, o pedido de licença para operar como banco nos Estados Unidos, protocolado recentemente, abre portas para um público de 330 milhões de potenciais clientes. Analistas do J.P. Morgan estimam que, com múltiplos semelhantes aos de pares americanos como SoFi, o valor de mercado poderia alcançar US$ 140 bilhões em cenários otimistas. A expansão exige controle de inadimplência, que permanece abaixo de 5% nos novos mercados.
Desempenho das ações em detalhes
As ações do Nubank registraram máxima histórica de US$ 16,30 em 22 de setembro de 2025. Desde o IPO na Nasdaq em 2021, o papel valorizou mais de 200%, contrastando com a queda de 18% nas ações da Petrobras no ano.
Fatores como o Pix e a adoção de serviços sem taxas contribuíram para esse salto. No pregão de 28 de outubro, apesar de uma leve baixa de 0,44%, o volume de negociações superou 10 milhões de unidades.
Previsões para o próximo balanço
Analistas do Bradesco BBI projetam crescimento de 14,3% no lucro do terceiro trimestre em relação ao anterior. O foco da conferência de resultados incluirá qualidade de ativos e margens financeiras.
O retorno sobre patrimônio (ROE) deve atingir 30,5%, segundo estimativas do Citi. Esses indicadores sinalizam sustentabilidade no modelo de negócios digital.
Origens e marcos da fintech
Fundado em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible em São Paulo, o Nubank começou com cartões de crédito sem anuidade. Em 2017, lançou contas correntes, e em 2020, expandiu para seguros e investimentos.
Em maio de 2024, superou o Itaú em lucro trimestral, com US$ 378,8 milhões. Hoje, atende 123 milhões de clientes, posicionando-se como o terceiro maior banco brasileiro em contas, atrás de Bradesco e Caixa.
A inovação em tecnologia blockchain e IA para análise de crédito acelerou essa ascensão, transformando a companhia em referência global de inclusão financeira.







