Príncipe William visita Cristo Redentor no Rio e se reúne com finalistas do Earthshot Prize 2025Por Carolina Costa
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O príncipe William, herdeiro do trono britânico, visitou o Cristo Redentor nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro. Ele se reuniu com os 15 finalistas do Prêmio Earthshot, iniciativa que criou em 2020 para premiar soluções ambientais inovadoras. A agenda ocorre antes da cerimônia de premiação no Museu do Amanhã, à noite, marcando a primeira edição do evento na América Latina.
Autoridades locais, incluindo o prefeito Eduardo Paes e o cardeal Dom Orani Tempesta, receberam o visitante. William cumprimentou os anfitriões em português e visitou a capela aos pés da estátua, símbolo da cidade. O encontro destacou o foco em inovação climática, com dois projetos brasileiros entre os concorrentes.
A visita reflete o compromisso do príncipe com a proteção ambiental global. Desde sua chegada ao Brasil na segunda-feira, 3, ele participa de eventos ligados à sustentabilidade. O Earthshot Prize distribui até 5 milhões de libras anualmente para iniciativas que combatem mudanças climáticas.
- Recepção oficial com líderes religiosos e civis.
- Diálogo com finalistas sobre restauração florestal e tecnologias limpas.
- Visita à capela para momento de reflexão.
Agenda inicial no Rio de Janeiro
William desembarcou no Rio de Janeiro na segunda-feira para uma série de compromissos ambientais. Ele recebeu as chaves da cidade das mãos do prefeito Eduardo Paes no Pão de Açúcar. O gesto simboliza a parceria entre o Reino Unido e o Brasil em temas de sustentabilidade.
Na terça-feira, o príncipe visitou o Estádio do Maracanã e se encontrou com ex-jogadores como Cafu. Esses eventos preparam o terreno para o Earthshot Prize. A agenda inclui fóruns com líderes locais e internacionais.
O itinerário conecta o Rio à COP30, em Belém, de 6 a 21 de novembro. William representa o rei Charles III na conferência climática da ONU.
Detalhes da premiação Earthshot
O Prêmio Earthshot seleciona soluções em cinco categorias: proteger e restaurar a natureza, ar limpo, oceanos resilientes, mundo sem desperdício e fixação global de carbono. Cada vencedor recebe 1 milhão de libras para escalar projetos. Desde 2020, o fundo já apoiou mais de 60 iniciativas, com impacto em milhões de hectares de terra e oceanos.
Este ano, quase 2.500 indicações chegaram de 150 países. Os finalistas incluem inovações como filtros contra microplásticos e edifícios reciclados. A edição no Rio atraiu o dobro de candidaturas da América do Sul em relação a 2024.
A cerimônia no Museu do Amanhã contará com apresentações de artistas como Anitta e Shawn Mendes. O evento reforça o papel do Brasil na agenda climática mundial.
Os finalistas participam de um programa de aceleração de um ano. Esse suporte oferece mentoria e acesso a redes de investidores.
Projetos brasileiros entre os finalistas
A plataforma re.green, de São Paulo, compete na categoria de proteção e restauração da natureza. A empresa restaura florestas degradadas na Mata Atlântica e na Amazônia, cobrindo 30 mil hectares em quatro estados. Parcerias com viveiros produzem 3 milhões de mudas por ano.
Outro projeto nacional foca em agricultura sustentável em Mato Grosso do Sul. A iniciativa Belterra, finalista em 2023, protege 40 mil hectares de floresta. Ela conecta agricultores a mercados comerciais para viabilizar restaurações.
Esses esforços alinham-se à biodiversidade brasileira, que abriga 60% das florestas tropicais remanescentes. Os projetos geram empregos locais e capturam carbono.
- re.green: Tecnologia para monitoramento de reflorestamento.
- Belterra: Integração de comunidades rurais em cadeias econômicas verdes.
- Impacto: Redução de emissões e preservação de ecossistemas.
Iniciativas de inovação global
Finalistas internacionais trazem avanços como baterias de ferro-ar para armazenamento de energia renovável. Um projeto da Islândia visa eliminar combustíveis fósseis até 2040. Outro desenvolve máquinas de lavar que filtram microplásticos da água.
Essas soluções já evitaram 4,8 milhões de toneladas de CO2 desde o lançamento do prêmio. O fundo Tropical Forest Forever, apoiado pelo governo brasileiro, planeja investir 125 bilhões de dólares em proteção de florestas tropicais.
O Earthshot conecta inovadores a aliados como Microsoft e Unilever. Essa rede acelera a implementação de projetos em escala.
William destacou a importância de parcerias multilaterais durante o encontro no Cristo Redentor. Os finalistas compartilharam experiências sobre desafios locais, como desmatamento e poluição urbana.
Presença de líderes e comunidades
O príncipe se reuniu com lideranças indígenas e comunitárias no Rio. Ativistas como Txai Suruí participam dos eventos. Esses diálogos enfatizam o papel de povos tradicionais na conservação ambiental.
Rebeca Andrade, ginasta olímpica, e Sebastian Vettel, ex-piloto de Fórmula 1, apoiam a premiação. Sua presença atrai atenção para temas climáticos entre públicos diversos.
A semana Earthshot inclui ativações no Armazém 3 do Porto do Rio. Exposições mostram protótipos de soluções finalistas.
Comunidades locais beneficiam-se de treinamentos em sustentabilidade. O evento gera visibilidade para ações de base no Brasil.
Preparativos para a COP30
A visita de William antecede a COP30 em Belém, onde ele discutirá metas climáticas globais. O Brasil preside a conferência, focando em financiamento para adaptação. Países em desenvolvimento buscam compromissos de 100 bilhões de dólares anuais.
O Fórum de Líderes Locais da COP30 ocorreu no MAM-Rio nos dias anteriores. William participou de painéis sobre inovação urbana verde.
Esses eventos fortalecem laços entre o Reino Unido e o Brasil. O príncipe elogiou a liderança brasileira em biodiversidade durante discursos iniciais.
A agenda reforça a urgência de ações coordenadas contra o aquecimento global. Especialistas preveem que a COP30 avance em acordos sobre florestas e energias limpas.







