Goleira Mia Hamant, de 21 anos, morre de câncer de rim no estágio 4 na Universidade de WashingtonPor Carolina Costa
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Goleira Mia Hamant, de 21 anos, da Universidade de Washington, faleceu nesta quinta-feira após luta contra um câncer de rim no estágio 4. A atleta norte-americana, originária de Corte Madera, na Califórnia, recebeu o diagnóstico em abril deste ano, quando se preparava para a temporada sênior. A instituição em Seattle anunciou a notícia e expressou luto pela perda da estudante-atleta.
O tipo de câncer diagnosticado em Hamant, conhecido como carcinoma de rim deficiente em SMARCB1, é extremamente raro, com apenas 14 casos documentados no mundo até o momento. Apesar do tratamento com quimioterapia iniciado imediatamente, a doença progrediu rapidamente. Hamant não pôde retornar aos treinos ou jogos, mas manteve contato com a equipe durante o período de recuperação.
A treinadora Nicole Van Dyke destacou o papel central da jogadora no grupo. “Mia era o coração do nosso programa”, afirmou em comunicado oficial. A universidade planeja detalhes para um memorial em breve, enquanto o time segue na competição em homenagem à companheira.
Trajetória no futebol universitário
Hamant ingressou na Universidade de Washington em 2022 como caloura promissora na posição de goleira. Na temporada de 2024, como júnior, ela disputou 15 partidas iniciais e ajudou as Huskies a alcançar as semifinais do torneio da Big Ten Conference.
Sua performance incluiu defesas decisivas em uma vitória por pênaltis contra a Universidade de Iowa nas quartas de final. A conferência, uma das mais antigas dos EUA, reconheceu seu talento com menções honrosas.
- Fez parte do time All-Big Ten Tournament em 2024.
- Contribuiu para a primeira aparição das Huskies no torneio da NCAA desde 2021.
- Recebeu o Prêmio de Esportividade da Big Ten em 2025, por seu compromisso com o time.
Esses feitos posicionaram Hamant como uma das melhores goleiras da liga universitária.
Diagnóstico e tratamento enfrentados
O câncer foi detectado após sintomas iniciais confundidos com estresse de viagens e treinos intensos. Exames de imagem revelaram o tumor avançado no rim esquerdo em abril de 2025.
Hamant iniciou sessões de quimioterapia logo após a confirmação patológica. O tratamento ocorreu no centro médico da universidade, com suporte multidisciplinar incluindo oncologistas e psicólogos esportivos.
Ela compartilhou atualizações em redes sociais sobre o retorno gradual às rotinas, como morar com colegas e assistir a práticas. No entanto, o estágio 4 limitou sua participação ativa nos jogos da temporada 2025.
A família e o namorado forneceram apoio contínuo durante os meses de internações. Hamant demonstrou resiliência ao participar de eventos do campus mesmo em cadeira de rodas.
Reações da comunidade esportiva
A notícia da morte gerou mensagens de solidariedade de colegas e rivais. O departamento atlético da UW organizou um momento de silêncio antes de um jogo masculino de futebol na sexta-feira.
O wide receiver Denzel Boston mencionou o apoio à Hamant após uma vitória do time de futebol americano em outubro. Ela acionou a sirene no estádio Husky duas semanas antes de falecer.
Fãs e ex-companheiras postaram tributos online, destacando sua liderança. O clube juvenil Marin FC, onde começou a carreira, convidou torcedores a usarem fitas laranjas em jogos em sua memória.
O diretor atlético Pat Chun enfatizou o legado de perseverança deixado por ela no campus.
Conquistas recentes do time das Huskies
As Huskies venceram o torneio da Big Ten três dias após a morte de Hamant, garantindo vaga na NCAA. O jogo final ocorreu em território neutro, com dedicação à companheira ausente.
A equipe, cabeça de chave número 1, enfrentará Montana na primeira rodada do torneio nacional em casa. Elas buscam avançar para honrar o espírito de Hamant.
Durante a campanha de 2025, o time manteve invicto em casa apesar das ausências. Jogadoras usaram braçadeiras laranjas em partidas para simbolizar apoio.
O técnico elogiou a união do grupo, forjada nos desafios da temporada.
Suporte à família e próximos passos
Hamant deixa os pais, Candice e Kevin, que acompanharam todo o processo. Uma campanha de arrecadação online superou 136 mil dólares para cobrir custos médicos.
A universidade oferece assistência à família e ao time para luto. Detalhes de uma celebração de vida serão divulgados em breve.
Companheiras de equipe preparam uma homenagem visual com uma palavra para cada uma delas, compartilhada em perfis oficiais.
O impacto de Hamant se estende além do esporte, inspirando discussões sobre saúde em atletas jovens.







