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O ator australiano Jacob Elordi passou por um processo exaustivo de maquiagem para interpretar a criatura em Frankenstein, filme dirigido por Guillermo del Toro e lançado em outubro de 2025 nos cinemas, com estreia na Netflix em 7 de novembro do mesmo ano. A transformação, que durava cerca de 10 horas por dia de filmagem, envolveu a aplicação de 42 próteses em todo o corpo, incluindo 14 apenas na cabeça e no pescoço. Essa dedicação permitiu capturar a essência da figura clássica de Mary Shelley, em uma produção filmada em locações no Canadá e no Reino Unido.

A produção reuniu um elenco estelar, com Oscar Isaac no papel do cientista Victor Frankenstein e Mia Goth como Elizabeth, a noiva de Victor. Del Toro, vencedor do Oscar por Pinóquio em 2023, revisou o projeto após atrasos causados por conflitos de agenda, substituindo Andrew Garfield por Elordi nove semanas antes do início das gravações.

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  • 42 próteses totais aplicadas em Elordi para compor a criatura.
  • 14 peças específicas para cabeça e pescoço, simulando cicatrizes e costuras.
  • 10 horas médias de aplicação diária, com sessões que podiam começar à meia-noite.
  • Remoção consumia até 9 horas, auxiliada por sauna inflável no trailer do ator.

Processo de aplicação das próteses

A equipe de maquiagem, liderada pelo especialista Mike Hill, aplicou as próteses 50 vezes durante as filmagens, totalizando mais de 500 horas de trabalho. Cada peça era moldada à mão para refletir a anatomia de um ser recomposto, inspirada em ilustrações góticas e referências bíblicas como a figura de Adão.

Elordi chegou a perder peso para o papel, o que intensificou a fisicalidade da criatura, descrita por del Toro como uma meditação sobre humanidade e imperfeição.

Detalhes da transformação física

O design evitou tons de cadáver tradicionais, optando por uma paleta que expunha camadas internas do corpo humano, com cicatrizes em forma de crucificação para simbolizar o nascimento doloroso da criatura.

Dentes falsos e lentes de contato marrons completavam o visual, tornando Elordi irreconhecível nas cenas iniciais.

A produção utilizou 119 sets construídos, incluindo laboratórios de madeira real e um navio que demandou 3.178 dias de mão de obra.

Esses elementos handmade reforçaram o tom visceral do filme, filmado em 35mm para maior textura.

Bastidores da produção com del Toro

Guillermo del Toro colaborou com Hill em projetos anteriores como A Forma da Água, garantindo uma visão coesa. O diretor enfatizou sets reais, rejeitando efeitos digitais para preservar a autenticidade.

Elordi descreveu o processo como uma metamorfose, onde o personagem “ganhava vida” já na cadeira de maquiagem.

A filmagem incluiu três dias em campos de gelo no norte de Ontário, com Elordi carregando atores em escadarias de mármore sob o peso das próteses e figurinos pesados.

Reações iniciais ao visual da criatura

Críticos elogiaram a performance de Elordi, destacando sua graça e angústia em uma criatura de 1,96m de altura. O filme recebeu 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios à cinematografia e à trilha de Alexandre Desplat.

Fãs compartilharam vídeos dos bastidores, impressionados com a dedicação do ator.

Um comentário comum apontou a dificuldade em reconhecer Elordi sob as camadas de silicone.

Influências no design da criatura

O visual bebeu de Bernie Wrightson, ilustrador de Frankenstein em 1983, e de retratos do século 19, criando um monstro sensível e mítico. Del Toro via a criatura como um “novo Adão”, frágil apesar da força.

Hill adaptou os moldes originalmente feitos para Garfield ao corpo de Elordi, ajustando para sua estatura imponente.

A maquiagem foi aplicada 20 vezes em sessões completas de corpo inteiro, sem queixas do ator.

Lançamento e recepção na Netflix

O filme estreou no Festival de Veneza em 30 de agosto de 2025 e chegou à Netflix globalmente em novembro, após exibições em IMAX. A narrativa explora temas de criação e ruína, com Victor impulsionado por um patrono rico interpretado por Christoph Waltz.

Elordi, conhecido por Euphoria, chamou o papel de “profundo”, comparando-o a uma ópera gótica.

A produção marcou o retorno de del Toro a adaptações literárias, após Pinóquio.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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