Sete líderes do Comando Vermelho seguem para presídios federais após operação no RJPor Beatriz
3 min de leitura
![]() |
Sete chefes do tráfico ligados ao Comando Vermelho iniciaram transferência para presídios federais nesta quarta-feira (12). Os detentos saíram de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, sob escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT). Eles foram levados ao Aeroporto do Galeão para embarque em voos rumo a unidades de segurança máxima em diferentes estados.
A medida atende pedido do governo do Rio de Janeiro após ataques registrados na região metropolitana. A megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha motivou a solicitação inicial de transferência de dez líderes. A Vara de Execuções Penais autorizou sete casos, identificando pendências em três.
- Roberto de Souza Brito, conhecido como Irmão Metralha, atua no Complexo do Alemão.
- Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, administra recursos da facção em Resende.
- Alexander de Jesus Carlos, chamado Choque ou Coroa, opera no Alemão.
- Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor, integra comissão no Morro Santo Amaro.
- Fabrício de Melo de Jesus, Bicinho, atua em Volta Redonda.
- Carlos Vinícius Lírio da Silva, Cabeça, comanda na comunidade do Sabão, em Niterói.
- Eliezer Miranda Joaquim, Criam, lidera na Baixada Fluminense.
Escolta mobiliza dezenas de agentes
Pelo menos 40 policiais do GIT participaram da operação de traslado. Os veículos saíram de Bangu 1 em comboio até a Ilha do Governador. No Galeão, a custódia passou para agentes da Polícia Federal.
A transferência visa interromper ordens de dentro das unidades estaduais. Autoridades apontam que líderes mantinham contato com membros externos mesmo presos.
Contexto da megaoperação policial
Ação nos Complexos do Alemão e da Penha ocorreu dias antes dos ataques. Forças de segurança ocuparam áreas para coibir atividades da facção. Incêndios em ônibus e tiroteios marcaram retaliações em diversas localidades.
Governo estadual solicitou inclusão no sistema federal para isolar cúpula. Ministério da Justiça apoiou o pedido com base em relatórios de inteligência.

Detalhes das unidades de destino
Presídios federais recebem detentos de alta periculosidade em regime disciplinar diferenciado. Isolamento celular limita comunicação por até 22 horas diárias. Instalações contam com monitoramento eletrônico constante.
Transferências anteriores enfraqueceram facções em outros estados. Medida reduz influência sobre territórios disputados no Rio de Janeiro.
Pendências em três solicitações
Vara de Execuções Penais analisou dez nomes indicados inicialmente. Três apresentaram irregularidades processuais ou recursos pendentes. Decisão priorizou casos com risco imediato comprovado.
Autoridades penitenciárias monitoram possíveis reações nas comunidades. Reforço policial permanece em pontos estratégicos da capital e região metropolitana.
Estratégia contra comunicação da facção
Líderes coordenavam ações por meio de visitantes e advogados em Bangu. Transferência para locais distantes dificulta logística criminosa. Sistema federal registra menor índice de ordens executadas de dentro das celas.
Operação envolveu planejamento conjunto entre estado e União. Documentos destacam necessidade de ruptura na cadeia de comando.
Movimentação no Galeão
Comboio chegou ao aeroporto sem incidentes registrados. Aeronaves aguardavam na pista para decolagem imediata. Destinos incluem unidades em Mossoró, Porto Velho e Campo Grande, entre outras.







