Trump assina ordem que corta tarifas de café, carne bovina e frutas para aliviar preços nos EUAPor Carolina Costa
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) uma ordem executiva que reduz retroativamente as tarifas sobre importações agrícolas, incluindo carne bovina, tomates, café e bananas. A medida, com efeito a partir de quinta-feira (13), visa atender à demanda interna por produtos não produzidos em volume suficiente no país e avançar em negociações comerciais. Autoridades americanas destacam que a decisão considera recomendações internas e o déficit comercial persistente.
A ordem exclui esses itens das tarifas recíprocas, que variam de 10% a 50% e foram anunciadas em abril. No entanto, algumas taxas específicas permanecem, como os 17% sobre tomates mexicanos, implementados em julho após o fim de um acordo de três décadas. Os reembolsos de tarifas já cobradas serão processados pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, conforme procedimentos padrão.
Preços de itens como café subiram quase 20% em setembro em relação ao ano anterior, segundo o Índice de Preços ao Consumidor. A ação surge após pesquisas de boca de urna no início de novembro mostrarem insatisfação com a economia, favorecendo candidatos democratas em eleições estaduais.
- Principais produtos afetados: carne bovina fresca e congelada, café em grão, bananas e tomates.
- Efeito retroativo: Aplica-se a transações desde 13 de novembro, beneficiando importadores imediatos.
- Motivação oficial: Demanda por bens não cultivados localmente e monitoramento de negociações.
Detalhes da ordem executiva
A assinatura ocorreu na Casa Branca, com o texto destacando a análise de autoridades sobre negociações com parceiros comerciais. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a medida foca em produtos como café e bananas, cultivados em quantidades limitadas nos EUA. Centenas de itens agrícolas, incluindo nozes, abacates e óleos vegetais, também entram na lista de isenções parciais.
O monitoramento do déficit comercial continua sob responsabilidade do secretário de Comércio e do Representante Comercial. Essa estrutura permite ajustes futuros baseados em acordos bilaterais. Por exemplo, um novo pacto com a Suíça, anunciado no mesmo dia, baixa tarifas de 39% para 15% em bens suíços.
A exclusão das tarifas recíprocas não elimina todas as taxas, mas reduz o impacto em cadeias de suprimento. Importadores preveem estabilização de estoques em supermercados nas próximas semanas.
Impacto nos preços ao consumidor
Os aumentos recentes nos preços de alimentos pressionaram o orçamento familiar americano. O café, por exemplo, registrou alta de 19% no ano até setembro, agravada pelas tarifas de 50% impostas ao Brasil desde agosto. A redução deve mitigar esses efeitos, com analistas projetando queda gradual nos valores de varejo.
Tomates mexicanos, principais fornecedores, enfrentaram elevação imediata após as tarifas de julho. Consumidores notaram reflexos em saladas e molhos prontos. A ordem permite que esses produtos evitem camadas adicionais de impostos, favorecendo a acessibilidade.
Outros vegetais e frutas tropicais, como abacaxis e cocos, integram a lista, ampliando o alívio em seções de produtos frescos. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA indicam que importações representam 80% do suprimento de bananas no mercado interno.
Benefícios para exportadores estrangeiros
O Brasil, maior fornecedor de café aos EUA, ganha competitividade com a queda das tarifas de 50%. Exportações de carne bovina, segundo maior volume para o mercado americano, devem recuperar patamares de 2024. Frutas tropicais congeladas e sucos cítricos também se beneficiam, com isenções específicas em códigos alfandegários.
Países como México e Equador veem alívio em bananas e tomates, fortalecendo rotas comerciais estabelecidas. Acordos recentes com nações centro-americanas, incluindo reduções em citrus e café, complementam a ordem. O volume de exportações agrícolas para os EUA cresceu 15% nos últimos trimestres, segundo relatórios comerciais.
Produtores sul-americanos monitoram os reembolsos, que podem injetar liquidez em cadeias de produção. A medida equilibra protecionismo com necessidades de suprimento, sem alterar cotas de importação.
Avanços em negociações comerciais
Autoridades americanas concluíram um “massa crítica” de pactos antes da ordem, permitindo ajustes tarifários. O acordo suíço exemplifica reduções seletivas, de 39% para 15%, em produtos não essenciais. Negociações com Argentina e El Salvador incluem isenções em carne e frutas, alinhadas à lista de setembro.
O Representante Comercial dos EUA segue avaliando emergências comerciais, com foco em déficits bilaterais. Essa abordagem flexível surgiu após pressões eleitorais por custos menores. Países exportadores ajustam estratégias para cumprir exigências de origem e sanidade.
- Itens adicionais isentos: chá preto, canela, inhame e mandioca.
- Parcerias recentes: Reduções em açaí e castanhas com nações tropicais.
- Próximos passos: Avaliação trimestral de impactos em volumes importados.
Lista de produtos excluídos das sobretaxas
A ordem detalha centenas de códigos tarifários, priorizando bens de alto consumo. Carnes bovinas em cortes frescos lideram, seguidas por vegetais como chuchu e broto de bambu. Frutas como laranjas e abacates completam o anexo, com foco em itens sazonais.
Óleos vegetais e vísceras congeladas entram na redução, atendendo indústrias processadoras. O documento lista castanha-d’água e taioba, ampliando opções em mercados étnicos. Importadores devem atualizar declarações para acessar os reembolsos.
Essa categorização reflete dados de demanda, com café representando 70% das importações anuais. A medida não afeta manufaturados, mantendo barreiras em setores industriais.
Reações iniciais de autoridades
O secretário Bessent destacou a ação em coletiva, enfatizando produtos “não cultivados aqui”. Legisladores republicanos apoiam o equilíbrio entre proteção e suprimento. Democratas questionam a seletividade, mas reconhecem alívio em alimentos básicos.
Exportadores brasileiros celebram o timing, após diálogos bilaterais. Associações de cafeicultores preveem recuperação de 10% em embarques para 2026. A Casa Branca planeja atualizações mensais sobre negociações pendentes.
A ordem reforça compromissos de campanha por preços acessíveis, sem comprometer metas comerciais. Analistas observam efeitos em índices de inflação de alimentos nos próximos relatórios.







