Alertas de chuva intensa marcam formação de ciclone no litoral de SC e PR com volumes acima de 115 mmPor Janderson Luiz
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Um ciclone extratropical se forma nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, entre o litoral do Paraná e o sudeste do Brasil, afetando principalmente o norte de Santa Catarina e o litoral paranaense. O fenômeno, impulsionado por uma frente fria e um cavado em níveis médios da atmosfera, causa chuvas intensas com acumulados superiores a 100 mm em 24 horas em várias localidades. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas em tons vermelho e rosa para volumes acima de 115 mm, visando preparar a população para possíveis transtornos.
A previsão indica que o sistema se intensifica até terça-feira, 25, com precipitação persistente no litoral norte catarinense. Autoridades da Defesa Civil monitoram a situação para evitar alagamentos e interrupções no tráfego. O evento ocorre em meio a uma sequência de sistemas frontais comuns na primavera, elevando o risco de inundações localizadas.
- Volumes esperados: mais de 115 mm a partir de segunda-feira em pontos isolados.
- Áreas principais: leste de Santa Catarina e Paraná.
- Duração: chuvas de grande escala até sexta-feira, 28, com pancadas isoladas após terça.
Origem do fenômeno
O ciclone surge da interação entre massas de ar frio do sul e ar úmido do oceano Atlântico, forçando a formação de áreas de baixa pressão. Esse processo, típico da região Sul em novembro, ganha força com a presença de um cavado atmosférico que direciona ventos para o continente. Meteorologistas registram a intensificação do sistema desde domingo, 23, com nuvens carregadas avançando rapidamente.
Dados do Inmet apontam para rajadas de vento acima de 60 km/h associadas, embora o foco principal sejam as chuvas. A localização exata do centro de baixa pressão fica a cerca de 200 km da costa, influenciando o fluxo de umidade para o interior.

Áreas mais vulneráveis
No norte de Santa Catarina, municípios como Joinville e São Francisco do Sul enfrentam os maiores acumulados desde a madrugada de segunda. A topografia serrana agrava a precipitação, transformando chuvas moderadas em volumes elevados em poucas horas. Registros iniciais mostram 80 mm em Joinville até o meio-dia.
O litoral paranaense, incluindo Paranaguá e Antonina, registra impactos semelhantes, com ruas alagadas em bairros baixos. A Defesa Civil local ativou planos de contingência para evacuações preventivas em áreas de risco.
Previsões para terça indicam continuidade das chuvas, com 50 mm adicionais em média.
A proximidade com o oceano eleva o risco de ressaca, afetando portos e pesca artesanal.
Alertas e medidas de resposta
A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu avisos de atenção para alagamentos e enxurradas no Litoral Norte e Vale do Itajaí a partir das 8h desta segunda. Equipes de resgate posicionam-se em pontos críticos, como pontes e encostas instáveis. O monitoramento ocorre via radares e estações pluviométricas em tempo real.
No Paraná, alertas semelhantes cobrem o litoral, com foco em interrupções no fornecimento de energia devido a ventos. Órgãos estaduais coordenam com municípios para distribuição de lonas e suprimentos básicos.
- Medidas imediatas: evacuação de 50 famílias em Joinville até o momento.
- Suporte: linhas de emergência 199 e 193 operam 24 horas.
- Prevenção: população orientada a evitar rios e morros.
Previsão para os próximos dias
Após o pico na terça, o ciclone se desloca para alto-mar, reduzindo a intensidade das chuvas a partir de quarta, 26. No entanto, pancadas isoladas persistem no litoral sul até sexta, com volumes de 20 a 40 mm diários. Temperaturas caem para mínimas de 15°C em Santa Catarina, contrastando com máximas de 25°C anteriores.
O Inmet atualiza mapas de risco diariamente, incorporando dados de satélites para ajustes precisos. A transição para tempo seco ocorre no fim de semana, favorecendo recuperação de estradas danificadas.
Impactos iniciais no litoral
Chuvas acumuladas de 100 mm em 12 horas causaram fechamento temporário da BR-101 em trechos catarinenses na manhã de segunda. Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) removem detritos e restauram o fluxo viário. Moradores relatam interrupções no abastecimento de água em comunidades elevadas.
Em Paranaguá, o porto registra atrasos em operações de carga devido à visibilidade reduzida. Autoridades suspendem aulas em escolas públicas de Joinville para priorizar segurança.
O balanço preliminar indica 20 ocorrências atendidas pela Defesa Civil até o início da tarde, sem registros de vítimas.
Serviços essenciais, como saúde e coleta de lixo, mantêm operação normal onde possível.
Evolução do sistema meteorológico
O cavado em níveis médios da atmosfera direciona a umidade para o continente, prolongando a instabilidade até meados da semana. Modelos numéricos preveem dissipação gradual do ciclone na quinta, 27, com retorno de sol parcial no interior. Essa configuração resulta em precipitação orográfica, onde o relevo força a condensação de vapor d’água.
Estatísticas históricas mostram que novembro registra em média dois a três eventos semelhantes no Sul, contribuindo para o regime pluviométrico anual. A estação de monitoramento em Florianópolis captou 90 mm desde meia-noite, confirmando as projeções iniciais. Regiões serranas, como a Serra do Mar, amplificam os efeitos pela elevação.







