Caso Andréia Amaral ganha repercussão ao ser comparado ao crime de Suzane von Richthofen em 2002Por Bruna
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Andréia Gomes Pereira do Amaral, então com 20 anos, planejou e executou o assassinato dos próprios pais em Santos (SP) no dia 29 de março de 1994. A estudante de Direito drogou o casal com calmante, permitiu a entrada do namorado menor de idade no triplex da família e assistiu enquanto ele desferia 20 facadas no pai e 12 na mãe. Oito anos depois, em 2002, Suzane von Richthofen repetiu o mesmo padrão ao facilitar a entrada dos irmãos Cravinhos na casa dos pais em São Paulo.
Os corpos de Antônio da Silva Amaral, 53 anos, e Deolinda Gomes Pereira do Amaral, 42 anos, foram ocultados às margens do Rio Casqueiro, em Cubatão. O crime só veio à tona dias depois, quando o namorado de Andréia foi apreendido e confessou tudo. A semelhança entre os dois casos inclui idade das filhas, curso de Direito, classe social elevada e a decisão de poupar o irmão menor.
A polícia prendeu Andréia no dia 3 de abril de 1994 após a delação do adolescente. Ela inicialmente tentou simular que o pai havia matado a mãe e fugido.
Detalhes da execução em 1994
O namorado de Andréia, com 17 anos na época, entrou no imóvel na Rua Pedro Américo, no bairro Campo Grande, após receber sinal de que os pais dormiam.
Ele usou uma faca para atacar Antônio da Silva Amaral ainda no quarto do casal. Em seguida, atingiu Deolinda na sala da residência. O adolescente recebeu cerca de 3 mil dólares pelo crime. Parte do valor seria usada para comprar uma moto Yamaha RD 350.
Estratégia após os assassinatos
Andréia emprestou o carro do pai para transportar e enterrar os corpos no dia seguinte.
Dois dias depois, procurou a delegacia alegando que o pai havia matado a mãe e desaparecido com o corpo. A versão durou pouco tempo. O irmão de Andréia, então com 1 ano, ficou sob guarda de tios maternos, assim como ocorreu com o irmão de Suzane.

Descoberta e condenação da filha
Policiais localizaram o namorado de Andréia em 3 de abril de 1994. O menor revelou o local dos corpos e apontou a jovem como mandante.
Andréia recebeu pena de 25 anos e dois meses por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em 2000, obteve saída temporária e não retornou ao presídio.
A jovem foi recapturada em 2001 durante operação por estelionato. O namorado fugiu da antiga Febem e, segundo registros da época, deixou o país.
Motivação apresentada nos autos
Andréia declarou em depoimento que o namorado perguntou se ela tinha raiva de alguém. Ela respondeu que os pais eram ruins e que seria bom se sumissem.
O adolescente ofereceu executar o plano por prazer e combinou pagamento em dinheiro. A paixão por motos também apareceu no caso Richthofen anos depois. O crime de 1994 ocorreu em período de menor concorrência noticiosa na Baixada Santista.
Situação atual de Andréia Amaral
Andréia constituiu casamento em 2019 com homem que já mantinha relação afetiva na época do crime.
O companheiro havia sido julgado por vender revólver à jovem, arma que seria usada no assassinato, mas não chegou a ser empregada. Ele foi absolvido da participação direta. Tentativas recentes de localização da condenada não obtiveram sucesso até o momento.
- O crime aconteceu em triplex no bairro Campo Grande, em Santos
- Vítimas eram comerciante dono de imóveis e dona de casa
- Namorado menor aplicou 32 facadas no total
- Corpos ficaram escondidos por cinco dias
- Prisão ocorreu menos de uma semana após os assassinatos
Fatores que limitaram a repercussão
O assassinato ocorreu fora da capital paulista, reduzindo o alcance nacional na época. Programas jornalísticos de rede deram pouca atenção ao caso.
A ausência de imagens fortes e a distância de São Paulo contribuíram para o esquecimento rápido. Especialistas apontam que crimes em bairros nobres da capital costumam ganhar mais espaço.
O caso ganhou nova visibilidade apenas após o assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002.







