Rio de Janeiro enfrenta alagamentos por chuvas intensas; ciclone extratropical se forma no litoralPor Jeronimo Santos
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Fortes pancadas de chuva atingiram o Rio de Janeiro na noite de segunda-feira, 24 de novembro de 2025, levando a cidade a entrar em estágio de alerta 2 às 19h23. O Centro de Operações Rio registrou alagamentos em diversas vias das zonas Norte, Oeste e Sudoeste, onde as precipitações foram moderadas a intensas.
A ativação do estágio amarelo ocorre quando há risco de eventos de alto impacto, como inundações localizadas. Equipes da prefeitura atuaram para desobstruir ruas e monitorar a evolução do tempo. A previsão meteorológica aponta para a formação de um ciclone extratropical entre os litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro a partir da madrugada de terça-feira, 25.
Áreas como Madureira, Penha e Recreio dos Bandeirantes enfrentaram acúmulos rápidos de água, interrompendo o tráfego em pontos isolados. O Alerta Rio, sistema de monitoramento da prefeitura, indicou umidade relativa acima de 80% e temperaturas máximas de 24°C durante o dia.
- Principais regiões impactadas: Zona Norte (Madureira, Penha), Zona Oeste (Recreio, Grande Méier) e Sudoeste (Campo Grande).
- Volumes estimados: Até 50 mm em poucas horas nas áreas mais afetadas.
- Medidas iniciais: Fechamento temporário de túneis e viadutos para inspeção.
Formação do ciclone extratropical
O ciclone extratropical surge de uma área de baixa pressão associada a uma frente fria, que se organiza na costa entre Paraná e São Paulo. Esse sistema deve intensificar as chuvas no Sudeste nos próximos dias, com rajadas de vento entre 50 e 70 km/h previstas para o oceano.
Especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia explicam que o fenômeno se desloca rapidamente, influenciando o litoral fluminense a partir de terça-feira. A Marinha emitiu aviso de ressaca, com ondas de até 3 metros na orla carioca.
Nas próximas 24 horas, o céu permanece encoberto com pancadas isoladas. A tendência é de estabilidade gradual a partir de quarta-feira, mas o monitoramento continua ativo.
Regiões mais vulneráveis no Rio
A Zona Norte registrou os maiores volumes de chuva, com ruas como a Avenida Pastor Martin Luther King apresentando acúmulo de água por volta das 19h. Moradores relataram lentidão no trânsito, e a Comlurb removeu detritos para facilitar o escoamento.

Na Zona Oeste, o Recreio dos Bandeirantes viu interrupções em acessos à praia devido a alagamentos superficiais. Equipes de engenharia da prefeitura inspecionaram bueiros entupidos, resolvendo a maioria dos casos em menos de uma hora.
O Sudoeste, incluindo Campo Grande, enfrentou problemas semelhantes, com foco em drenagem urbana. O Corpo de Bombeiros atendeu chamadas para remoção de galhos caídos, sem registros de feridos.
A previsão para essas áreas inclui mais chuvas moderadas na madrugada, com recomendação de evitar deslocamentos desnecessários.
Previsão para litoral paulista e fluminense
Uma frente fria propaga instabilidade para São Paulo e Minas Gerais, elevando o risco de alagamentos na Grande São Paulo. O Centro de Gerenciamento de Riscos de Emergência local alerta para acumulados acima de 50 mm, com pancadas intermitentes a partir da manhã de terça.
No litoral paulista, rajadas de até 90 km/h são esperadas, afetando portos e marinas. A umidade alta, acima de 80%, contribui para a persistência das nuvens carregadas.
Para o Rio, o impacto se estende ao leste fluminense, com possibilidade de raios isolados. Volumes de chuva podem superar 100 mm até quarta-feira em pontos vulneráveis.
O sistema avança para o Norte de Minas e Sul da Bahia, gerando episódios de precipitação extrema.
Ações de resposta da prefeitura
O prefeito Eduardo Paes orientou a mobilização de 200 agentes para operação de limpeza e monitoramento. A Secretaria de Conservação removeu mais de 10 toneladas de resíduos das vias afetadas até as 22h.
O Centro de Operações coordenou o tráfego com semáforos alternados em 15 cruzamentos. Linhas de ônibus tiveram desvios temporários, informados via aplicativo oficial.
Impactos em infraestrutura e mobilidade
Pontos de alagamento causaram atrasos em linhas de metrô e trem na Zona Norte, com intervalos estendidos de até 20 minutos. O Aeroporto Santos Dumont operou sem cancelamentos, mas com alertas para passageiros.
Vias expressas como a Avenida Brasil registraram lentidão de 5 km em trechos elevados. A Light reportou interrupções pontuais de energia em 200 residências, restauradas em 90% até o fim da noite.
Deslizamentos menores ocorreram em encostas da Zona Oeste, mobilizando a Defesa Civil para avaliações preventivas. Nenhum imóvel foi evacuado.
Expectativas para os próximos dias
A formação do ciclone deve trazer chuvas volumosas até 200 mm em áreas costeiras do Sudeste, com ventos acima de 70 km/h no mar. O Climatempo prevê redução de intensidade a partir de quinta-feira, com retorno de sol parcial.
No Rio, máximas de 25°C e mínimas de 20°C marcam a semana, com umidade persistente. O Alerta Rio mantém atualizações horárias para guiar a população.
Produtores rurais no litoral monitoram lavouras contra danos por vento e excesso de água. A Defesa Civil nacional emitiu boletins para 17 estados afetados indiretamente.







