Padrasto mata bebê de 2 anos a socos em Queimados no Rio de JaneiroPor Luís Henrique Costa
Atualizado 3 min de leitura
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Paulo César Silva Santos, de 31 anos, deixou a 55ª DP (Queimados) na tarde desta terça-feira (2) sob forte escolta policial. O homem foi preso em flagrante pela morte do enteado Henry Gabriel dos Santos Barreto, de apenas 2 anos, ocorrida na segunda-feira (1º). A transferência para audiência de custódia aconteceu em meio a gritos e indignação de familiares e amigos da criança.
O menino chegou sem vida à UPA de Queimados com múltiplos hematomas e sinais claros de agressão. Exames do Instituto Médico-Legal confirmaram lesões perfurocortantes e traumas que levaram ao óbito. A Polícia Civil autuou Paulo César por homicídio qualificado.
Delegado detalha relação de violência
O delegado Júlio da Silva Filho, responsável pelo caso, afirmou que testemunhas relataram agressões frequentes. Vizinhos ouviam gritos constantes vindos da residência do casal.
A avó materna do menino declarou em depoimento que Henry Gabriel tremia ao ver o padrasto. A criança demonstrava inquietação sempre que Paulo César se aproximava.
Depoimentos apontam agressões recorrentes
Testemunhas confirmaram que as agressões eram habituais. Os vizinhos relatavam ouvir Paulo César gritando com a criança em diversos momentos.
A mãe, Yasmin Martins, trabalhava fora de casa e deixava o filho sob cuidados do companheiro ou da avó. Ela afirmou que acreditava tratar-se de correções normais.
Versão do suspeito na delegacia
Paulo César confessou ter aplicado palmadas e chineladas no menino. Ele tentou minimizar a gravidade das agressões durante o interrogatório.
O delegado destacou que o suspeito não revelou a real extensão da violência praticada. As lesões identificadas foram incompatíveis com a versão apresentada.
Reação do pai biológico
David dos Santos Barreto, pai de Henry Gabriel, compareceu ao IML de Nova Iguaçu para liberar o corpo. Ele declarou estar arrasado com a perda do filho.
O velório e enterro estão marcados para esta quarta-feira (3). Familiares organizam o traslado do corpo de Nova Iguaçu para Queimados.
Histórico de violência do suspeito
Yasmin Martins relatou já ter sofrido agressões do companheiro por motivos como ciúmes. Ela afirmou que as brigas ocorriam por questões triviais.
A mãe do menino recebeu a notícia da morte por telefone e entrou em estado de choque. Familiares afirmam que ela cuidava bem da criança quando estava em casa.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil aguarda o laudo completo do IML para confirmar todas as causas da morte. Paulo César passará por audiência de custódia ainda nesta semana.
O caso segue sob responsabilidade da 55ª DP, que coleta mais depoimentos de testemunhas. O Conselho Tutelar acompanha a situação da família.
A criança passava os dias úteis com a mãe e o padrasto em Queimados. Nos fins de semana, ficava com o pai biológico em outra localidade da Baixada Fluminense. Na segunda-feira, Paulo César era o responsável por levar Henry Gabriel até a casa da avó materna, mas o menino acabou levado diretamente à UPA já em estado grave.
- Henry Gabriel apresentava hematomas por todo o corpo
- Laudo apontou lesão perfurocortante no punho esquerdo
- Médicos da UPA constataram sinais típicos de agressão física
- Conselho Tutelar foi acionado imediatamente pela unidade de saúde







