Incêndio devasta pavilhão 43 da Ceasa no Rio de Janeiro com 28 lojas destruídas e sem vítimas registradasPor Carolina Costa
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Chamas de grandes proporções consumiram o pavilhão 43 da Ceasa, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, desde a madrugada desta quarta-feira (3). O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi acionado por volta das 1h40 para combater o fogo que se espalhou rapidamente por ao menos 28 lojas. Não há registro de vítimas civis, mas quatro militares foram atendidos por exaustão e liberados após cuidados médicos.
O incidente ocorreu na maior central de abastecimento do estado, responsável pelo escoamento de produtos hortifrutigranjeiros para supermercados e feiras da região metropolitana. Equipes de apoio da prefeitura, incluindo Águas do Rio, CET-Rio, Comlurb e Guarda Municipal, atuam no local para minimizar impactos no trânsito e na limpeza. Testemunhas relataram que o fogo iniciou em uma loja de alimentos e propagou para depósitos de materiais inflamáveis, como plásticos e papéis.
Os outros pavilhões da Ceasa mantêm operações normais, com chegada de caminhões de produtores rurais. A estrutura afetada abriga comércios que estocavam itens para o período de festas de fim de ano, o que pode elevar custos de distribuição nos próximos dias.
- Fogo iniciado em loja de alimentos por possível curto-circuito;
- Propagação rápida para 28 estabelecimentos vizinhos;
- Mobilização de 80 bombeiros de 15 unidades;
- Uso de drone com câmera térmica para mapear focos.
👩🚒🔥 Incêndio de grandes proporções atinge Ceasa na Zona Norte do Rio
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) December 3, 2025
Um incêndio atingiu um dos pavilhões da Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio, durante a madrugada desta quarta-feira (3).
Relata-se que sete quartéis dos bombeiros foram acionados para controlar as chamas.… pic.twitter.com/DXXtYCGoyN
Esforços de combate mobilizam recursos avançados
Oitenta militares do CBMERJ, distribuídos em 31 viaturas, trabalham desde o início da ocorrência para conter as chamas no pavilhão 43. Um drone equipado com câmera térmica identifica pontos quentes remotos, auxiliando na estratégia de rescaldo.
Equipes da Águas do Rio enviaram dois caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de água, totalizando mais de 400 mil litros utilizados até o momento. A Comlurb remove detritos acumulados, enquanto a Guarda Municipal isola acessos para evitar aproximações indevidas.
A CET-Rio monitora o tráfego na região, sem retenções significativas reportadas até as 8h, embora a fumaça densa exija cautela de motoristas na Avenida Brasil próxima.
Estrutura da Ceasa e histórico de incidentes
A Ceasa de Irajá opera como hub logístico essencial para o abastecimento do Rio, movimentando toneladas de frutas, verduras e grãos diariamente. O pavilhão 43, focado em comércios variados, sofreu danos totais em pelo menos 28 unidades, com estoques de bebidas e embalagens destruídos.
Em outubro de 2022, um incêndio similar atingiu o mesmo local, danificando quatro lojas e gerando tumulto com saques reportados. Na ocasião, o CBMERJ destacou falhas em sistemas de prevenção, levando a promessas de reformas que, segundo comerciantes, não foram integralmente cumpridas.
Autoridades estaduais investigam causas recorrentes, como instalações elétricas sobrecarregadas durante picos de demanda. A central, segunda maior da América Latina, atende demandas de 10 milhões de habitantes na região.
O incidente desta quarta reforça a necessidade de atualizações em normas de segurança, especialmente com o aumento de cargas para o Natal.
Impactos no abastecimento local
Comerciantes do pavilhão 43 estimam prejuízos iniciais em milhões de reais, considerando estoques reforçados para dezembro. Produtos como açaí, frutas e descartáveis, avaliados em até dois milhões por loja, foram perdidos integralmente.
A redistribuição de cargas para outros pavilhões evita interrupções totais, mas eleva custos logísticos em 20% para entregas urgentes. Supermercados da capital já ajustam pedidos alternativos de fornecedores em São Paulo.
Lojistas afetados planejam perícias para seguros, com foco em recuperação rápida antes do pico de vendas no Ano Novo. A Ceasa anuncia vistorias em todos os galpões para prevenir propagação.
Prejuízos estimados pelos lojistas afetados
Um lojista de frutas relatou perda de R$ 1,5 milhão em mercadorias congeladas, com impacto direto em feiras da zona sul. Outra unidade de plásticos calcula R$ 800 mil em embalagens destruídas, essenciais para exportações regionais.
A Associação dos Produtores e Comerciantes da Ceasa coordena apoio mútuo, transferindo estoques de unidades vizinhas. Estimativas totais ultrapassam R$ 8 milhões só no pavilhão, sem contar danos estruturais ao telhado e instalações elétricas.
Governo estadual oferece linha de crédito emergencial via Banco do Brasil para reconstrução, com prazos estendidos até 2026. Comerciantes aguardam laudos periciais para acionar responsabilidades.
Relatos de curto-circuito inicial complicam apurações, mas reforçam debates sobre inspeções anuais obrigatórias.
Medidas preventivas pós-ocorrência
Autoridades da Defesa Civil inspecionam os pavilhões restantes para verificar extintores e saídas de emergência. Treinamentos simulados de evacuação serão agendados para janeiro, envolvendo 500 permissionários.
A Ceasa implementa protocolo de desligamento noturno de redes elétricas em áreas de risco, reduzindo sobrecargas em 30%. Parcerias com o CBMERJ incluem instalação de sensores de fumaça em 50 galpões prioritários.
Comerciantes aderem a plano de contingência, diversificando estoques em depósitos externos na Baixada Fluminense. Essas ações visam mitigar riscos durante o horário estendido anunciado para as festas.
Reações de autoridades e comerciantes
O governador Cláudio Castro determinou auditoria imediata nas instalações elétricas da Ceasa, com relatório em 48 horas. Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico visitam lojistas para mapear necessidades de apoio logístico.
Comerciantes formam comitê de crise, solicitando isenção de taxas por 60 dias para recuperação financeira. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) oferece assessoria jurídica gratuita para perícias e indenizações.
Prefeitura do Rio aloca recursos da Comlurb para remoção acelerada de escombros, visando reabertura parcial em uma semana. Essas respostas coordenadas buscam normalizar operações antes do fim de semana.
Operações em outros pavilhões prosseguem
Os pavilhões 1 a 42 e 44 a 50 da Ceasa registram fluxo normal de 200 caminhões matinais, com foco em hortaliças para mercados centrais. Ajustes em rotas internas evitam congestionamentos no pátio principal.
Produtores rurais de Duque de Caxias redirecionam entregas para o pavilhão 20, absorvendo 70% das cargas perdidas. Volumes de cebola e tomate mantêm-se estáveis, sem alertas de escassez imediata.
A central monitora estoques via sistema digital, projetando abastecimento inalterado para supermercados até 10 de dezembro. Essas adaptações garantem continuidade no suprimento urbano.







