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A Federação Internacional de Futebol (Fifa) realizou o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira, 5 de dezembro, no Kennedy Center, em Washington, nos Estados Unidos. O evento reuniu representantes de 42 seleções já classificadas, além de vagas reservadas para repescagens, em um torneio inédito com 48 times.

O Mundial ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, com o Estádio Azteca, na Cidade do México, sediando a abertura. Cada grupo terá quatro equipes, e os dois primeiros colocados, mais oito terceiros, avançam ao mata-mata.

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A distribuição seguiu quatro potes baseados no ranking da Fifa de novembro de 2025, evitando confrontos entre times da mesma confederação na fase inicial.

  • Principais anfitriões fixos: México no Grupo A, Canadá no B e Estados Unidos no D.
  • Total de jogos: 104 partidas em 16 estádios distribuídos pelos três países.
  • Repescagens pendentes: Seis vagas serão definidas em março de 2026.

Formato expandido traz novidades na estrutura

O novo modelo com 48 seleções representa uma expansão de 50% em relação às edições anteriores, aprovada pela Fifa em 2017 para incluir mais nações. Os grupos foram formados com uma equipe de cada pote, garantindo equilíbrio inicial.

Essa configuração regionaliza as disputas, reduzindo viagens longas e priorizando estádios próximos às sedes. A final está marcada para o Estádio MetLife, em Nova York, no dia 19 de julho.

Anfitriões e potes iniciais

México, Canadá e Estados Unidos ocuparam posições pré-definidas nos grupos A, B e D, respectivamente, como medida para otimizar a logística. O Pote 1 incluiu essas sedes e as nove melhores ranqueadas, como Brasil, Alemanha e Argentina.

Os potes subsequentes distribuíram equipes de África, Ásia, Oceania e Américas, com restrições continentais. A repescagem europeia fornecerá quatro times, enquanto a intercontinental adicionará duas.

Essa divisão reflete o ranking atual, com Europa dominando os potes superiores e África ganhando representatividade. O processo durou cerca de duas horas, transmitido globalmente e assistido por milhões de torcedores.

Grupo C: Brasil enfrenta Marrocos, Haiti e Escócia

A seleção brasileira caiu no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Marrocos chega como vice-campeã da Copa Africana de Nações de 2023 e surpreendeu na Copa de 2022 ao eliminar Espanha e Portugal.

Haiti, estreante em Mundiais desde 1974, aposta em uma geração jovem liderada por jogadores da MLS, enquanto Escócia busca sua primeira vitória em Copas desde 1954.

O Brasil, atual quarto no ranking da Fifa, inicia preparação com Dorival Júnior, focando em rodízio de elenco para o torneio longo. Os jogos do grupo ocorrerão em estádios do sudeste dos EUA, com datas a serem confirmadas no sábado.

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Outros grupos com europeias no topo

No Grupo E, Alemanha enfrenta Curaçao, Costa do Marfim e Equador, uma chave que mistura tradição europeia com emergentes africanos e sul-americanos. A Alemanha, tricampeã, renovou elenco após a Euro 2024.

Holanda, no F, pega Japão, repescagem europeia B e Tunísia; Bélgica, no G, com Egito, Irã e Nova Zelândia. Espanha, no H, contra Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai, destaca confronto celeste-ibérico.

França, no I, com Senegal, repescagem mundial 2 e Noruega; Argentina, no J, Argélia, Áustria e Jordânia. Portugal, no K, repescagem mundial 1, Coreia do Sul e África do Sul.

Essas chaves equilibram forças, com europeias em maioria nos potes 1 e 2.

Detalhes das repescagens pendentes

Seis vagas permanecem abertas, com repescagens marcadas para março de 2026. A europeia envolve playoffs da Uefa entre perdedores de semifinais, como Itália, Ucrânia e Polônia.

A intercontinental reúne seis times em duas chaves: uma com RD Congo, Jamaica e Nova Caledônia; outra com Iraque, Suriname e Bolívia. Os vencedores preencherão os grupos I, K e A.

Esses confrontos ocorrerão em locais neutros, possivelmente na Ásia ou Europa, para evitar conflitos geopolíticos.

A Fifa monitora qualificações para garantir inclusão, com impacto em chaves como a do Brasil.

Preparação das seleções para o torneio

Treinadores já analisam adversários iniciais, com foco em aclimatação ao calor norte-americano e fusos horários variados. O Brasil planeja amistosos contra africanos em janeiro.

Estratégias incluem rotação de jogadores, dada a fase de grupos estendida com três jogos por time. A Fifa divulga o calendário completo no sábado, incluindo horários locais.

Países como Argentina e França, com elencos envelhecidos, priorizam renovações, enquanto asiáticos como Japão investem em academias nos EUA.

Essa edição marca a primeira com tecnologia VAR aprimorada em todos os jogos, além de sustentabilidade em estádios.

Impacto regional nos Estados Unidos

Os EUA, como principal sede com 11 estádios, esperam influxo de 5 milhões de turistas, impulsionando economia local em cidades como Los Angeles e Dallas.

México revive memórias de 1970 e 1986, com o Azteca lotado na abertura contra provável africano ou asiático. Canadá foca em Toronto e Vancouver para jogos do Grupo B.

A regionalização agrupa chaves: A e L no oeste, C e J no centro, minimizando deslocamentos aéreos.

Essa logística beneficia times sul-americanos, reduzindo fadiga em viagens transpacíficas.

Expectativas para a fase de grupos

Com 12 grupos, a competição inicia em 11 de junho, com México abrindo contra o Grupo A. Os dois primeiros de cada chave avançam, mais os oito melhores terceiros, totalizando 32 no mata-mata.

Estatísticas projetam média de 2,5 gols por jogo, similar a 2022, com VAR reduzindo erros em 20%. A Fifa estima audiência global de 5 bilhões de espectadores.

Seleções como Nova Zelândia, no G, representam Oceania pela primeira vez em décadas, adicionando diversidade.

O torneio reforça o futebol como esporte unificador, com ingressos disponíveis a partir de 2026.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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