Operação Trunfo Final prende 12 em ação contra núcleo do Comando Vermelho em AnchietaPor Beatriz
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Trunfo Final na comunidade Az de Ouro, em Anchieta, Zona Norte da cidade. O objetivo principal é desarticular o núcleo operacional, logístico e financeiro do Comando Vermelho que atua na região. Até o momento, 12 pessoas foram presas em cumprimento a 36 mandados de prisão e 72 de busca e apreensão.
A ação mobiliza agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da 14ª DP (Leblon) e de departamentos especializados da capital.
Estrutura hierárquica da facção identificada
A investigação apontou funções específicas para cada um dos 36 alvos. Os papéis incluíam liderança operacional, gerência do tráfico de drogas, distribuição de armas e atuação como soldados.
Outros integrantes eram responsáveis pela arrecadação e movimentação financeira do grupo. Transferências bancárias destinadas ao custeio das atividades criminosas também foram mapeadas.
Tropa do César no centro da operação
O grupo conhecido como Tropa do César é considerado um dos principais braços armados do Comando Vermelho na região. A organização impõe disciplina interna e executa ataques coordenados para manter o domínio territorial.
A tropa atua diretamente na comunidade Az de Ouro e em áreas próximas de Anchieta. A polícia classifica o grupo como responsável por ações violentas para garantir a supremacia da facção.

Origem do nome Trunfo Final
O nome da operação faz referência ao ás de ouros, símbolo adotado pela facção para representar poder e domínio na comunidade. A Polícia Civil explica que a carta simboliza a forma como o grupo se via dentro do território.
A ação policial reforça a ideia de que nenhuma carta supera o trunfo, representado pela estratégia das forças de segurança. A escolha do nome busca transmitir a mensagem de superioridade da operação sobre a estrutura criminosa.
Resultados parciais da ação
Doze pessoas foram presas até o início da manhã desta sexta-feira. Três dos alvos já estavam mortos antes do início da operação.
Um quarto procurado foi localizado internado no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde se recupera de ferimento. Os demais mandados continuam sendo cumpridos nas comunidades da região.
Uso de blindados e apoio tático
Veículos blindados da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram empregados na operação. A presença dos blindados facilita o acesso às áreas de difícil entrada na comunidade Az de Ouro.
Agentes utilizam armamento de grosso calibre para garantir a proteção durante o cumprimento dos mandados. A operação conta ainda com apoio de helicópteros para monitoramento aéreo.
Mapeamento financeiro do grupo
A DRF identificou movimentações financeiras que sustentam as atividades da facção. Os valores eram usados para compra de armas, pagamento de integrantes e manutenção da estrutura.
As investigações duraram meses e envolveram análise de contas bancárias e quebra de sigilo de dados. O núcleo financeiro era responsável por lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas na região.
A operação segue em andamento em Anchieta e comunidades próximas. As prisões realizadas nesta sexta-feira representam um dos maiores golpes recentes contra o Comando Vermelho na Zona Norte do Rio.







