Polícia prende mãe e padrasto por estuprar e filmar filha de 3 anosPor Maria
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A Polícia Civil de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, prendeu na noite de 10 de dezembro uma mulher de 22 anos e seu companheiro de 23 anos por suspeita de estupro de vulnerável contra a filha dela, uma menina de 3 anos.
Os agentes encontraram nos celulares do casal vídeos com atos libidinosos envolvendo a criança. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça no dia 11 de dezembro.
A denúncia partiu de um homem que mantinha relação extraconjugal com a mãe e descobriu as imagens ao acessar o aparelho dela.
- A menina apresentava comportamento retraído, acordando assustada à noite.
- O padrasto resistia em matriculá-la em creche, preferindo cuidar pessoalmente dela.
- O casal tem outro filho, um bebê de 4 meses.
Denúncia e prisões
Um homem que mantinha relacionamento paralelo com Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, acessou o celular dela na terça-feira, 9 de dezembro.
Ele identificou conversas com Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23 anos, contendo vídeos da mulher praticando atos contra a filha.
O denunciante entregou capturas de tela à polícia, que cumpriu mandados no dia seguinte.
Os policiais detiveram Andrey em casa, onde ele estava com a menina e o bebê do casal. Leiliane foi presa no local de trabalho.

Conteúdo apreendido nos celulares
Os aparelhos dos suspeitos continham registros de abusos sexuais contra a criança.
A delegada Michela Ragazzi, da Delegacia de Defesa da Mulher, informou que as gravações serviam para atender fantasias do casal.
Os vídeos e mensagens passarão por perícia para confirmar a extensão dos crimes.
Há indícios de que a menina pudesse ter sido dopada em algumas ocasiões.
Declarações dos suspeitos
Leiliane admitiu a produção de pelo menos um vídeo ao deixar a delegacia no dia 11 de dezembro.
Ela expressou arrependimento pelas ações cometidas.
Andrey reconheceu ter errado, mas negou contato físico ou atos sexuais com a enteada.
Ambos negam a prática de estupro, alegando que os registros envolviam apenas fantasias.
Próximos passos da investigação
A menina passará por exames de corpo de delito e atendimentos médicos especializados.
O pai biológico dela, que reside em outra cidade, viajou a Ribeirão Preto para acompanhar o caso.
A polícia investiga há quanto tempo os abusos ocorriam e pode solicitar escuta especializada com psicólogo.
Os celulares apreendidos aguardam análise pericial completa.
Crimes imputados ao casal
O casal responderá por estupro de vulnerável, que não exige conjunção carnal para configuração.
Também enfrentam acusações de produção e armazenamento de material de exploração sexual infantil.
Além disso, há suspeita de divulgação de cenas de sexo envolvendo menor.
A legislação recente elevou a pena máxima para esse tipo de crime a até 40 anos de reclusão.
Medidas judiciais tomadas
A Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos após audiência de custódia.
Leiliane permanece detida em unidade de Ribeirão Preto à espera de transferência.
Andrey foi encaminhado para cadeia em município próximo.
O Conselho Tutelar acionado removeu as crianças do ambiente familiar.







