Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

José Antonio Kast, candidato do Partido Republicano, foi eleito presidente do Chile neste domingo, 14 de dezembro. Com mais de 98% das urnas apuradas, o ultraconservador obteve cerca de 58% dos votos válidos, contra 42% da candidata Jeannette Jara, do Partido Comunista. A eleição marcou o retorno obrigatório do voto, com mais de 15 milhões de eleitores aptos a participar em todo o país.

Jeannette Jara reconheceu a derrota logo após os primeiros resultados. Ela telefonou para Kast e publicou mensagem nas redes sociais desejando sucesso ao novo presidente pelo bem do Chile. O atual presidente, Gabriel Boric, também felicitou Kast e se colocou à disposição para uma transição ordenada.

Kast assumirá o cargo em 11 de março de 2026, recebendo a faixa presidencial de Boric no Palácio de La Moneda. Esta é a terceira tentativa de Kast pela presidência, após derrotas em 2017 e 2021.

Mais de 15,7 milhões de chilenos estavam convocados às urnas para o segundo turno. A votação transcorreu com normalidade em grande parte do território, com mesas abrindo às 8h e fechando às 18h, horário local. A participação foi alta devido à obrigatoriedade do voto, restaurada após anos de comparecimento voluntário.

  • Locais de votação concentraram-se em escolas e centros comunitários em Santiago e regiões.
  • No exterior, chilenos residentes votaram em consulados e embaixadas.
  • O Serviço Eleitoral (Servel) coordenou a apuração rápida e transparente.

A campanha foi polarizada, com foco em segurança pública e migração irregular. Kast consolidou apoio da direita unida, enquanto Jara representou a coalizão de esquerda e centro-esquerda.

Perfil do presidente eleito

José Antonio Kast, de 59 anos, é advogado e fundador do Partido Republicano. Ele tem nove filhos e defendeu durante a campanha medidas rígidas contra o crime organizado e a imigração ilegal. Kast prometeu deportar migrantes em situação irregular, priorizando grupos como venezuelanos associados a bandas criminosas.

O novo presidente moderou parte de seu discurso em comparação a campanhas anteriores. Ele enfatizou a redução de gastos públicos e o fortalecimento da segurança, ganhando apoio de eleitores preocupados com o aumento da violência nos últimos anos. Kast recebeu endossos de figuras como Evelyn Matthei e Johannes Kaiser após o primeiro turno.

Kast é católico praticante e mantém posições conservadoras em temas sociais. Sua vitória representa o primeiro presidente de perfil ultraconservador desde o retorno à democracia em 1990.

Reação da candidata derrotada

Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho no governo Boric, liderou a coalizão Unidade pelo Chile. Ela obteve apoio de partidos de esquerda e centro-esquerda, mas não conseguiu reverter a vantagem de Kast no segundo turno. Jara focou sua campanha em proteção social, aumento de salários mínimos e acesso a moradia.

Após reconhecer a derrota, Jara afirmou que continuará trabalhando por avanços sociais no país. Seus apoiadores reuniram-se em Santiago, onde acompanharam a apuração com otimismo inicial que se transformou em aceitação dos resultados. A candidata destacou a importância da democracia chilena em momentos de polarização.

Jara, de 51 anos, foi a primeira comunista a chegar ao segundo turno presidencial na história recente. Sua trajetória inclui reformas trabalhistas, como a redução da jornada para 40 horas semanais.

Apuração e transferência de votos

A contagem de votos manteve Kast na liderança desde o início da apuração. Com 25% das urnas computadas, ele já apresentava cerca de 59% dos votos. A estabilidade nos números refletiu a consolidação de apoios da direita no segundo turno.

Kast absorveu votos de candidatos eliminados no primeiro turno, como os de centro-direita. Pesquisas de boca de urna confirmaram a tendência de vitória ampla. O Servel divulgou boletins progressivos, alcançando alta porcentagem de escrutínio rapidamente.

  • Projeções indicavam margem superior a 15 pontos percentuais.
  • Regiões norte e sul mostraram forte apoio a Kast devido a questões migratórias.
  • Santiago registrou divisão mais equilibrada entre os candidatos.

Propostas centrais de Kast

Kast priorizou o combate ao crime e ao narcotráfico em sua plataforma. Ele defendeu a construção de barreiras na fronteira norte e deportações em massa de imigrantes irregulares, estimados em centenas de milhares. O presidente eleito prometeu reduzir gastos públicos para equilibrar as contas fiscais.

Outra medida inclui o fortalecimento das forças de segurança e a criação de prisões de alta segurança. Kast também falou em incentivar investimentos privados por meio de concessões e redução de impostos para empresários. Essas propostas visam recuperar o crescimento econômico estagnado nos últimos anos.

Contexto da eleição polarizada

A disputa entre Kast e Jara representou visões opostas sobre o futuro do Chile. De um lado, ênfase em ordem e conservadorismo; do outro, continuidade de políticas sociais. A eleição ocorreu em meio a preocupações com homicídios em alta e crise migratória.

O governo Boric enfrentou críticas por não controlar efetivamente esses problemas. A vitória de Kast sinaliza mudança de rumo após quatro anos de administração de esquerda. Observadores internacionais acompanharam o processo, destacando a tranquilidade nas urnas.

Reações internacionais iniciais

Líderes regionais comentaram os resultados preliminares. O presidente argentino, Javier Milei, felicitou Kast publicamente, destacando afinidades ideológicas. Outros governos aguardaram a confirmação oficial para pronunciamentos.

A eleição reforça tendência conservadora na América do Sul recente. Kast mencionou diálogos futuros com vizinhos para temas como comércio e segurança fronteiriça.

Transição de governo

A passagem de comando ocorrerá em março de 2026. Boric e Kast devem coordenar equipes para transferência de informações administrativas. O Congresso eleito simultaneamente no primeiro turno influenciará a governabilidade futura.

Kast enfrentará um parlamento fragmentado, sem maioria clara para sua coalizão. Negociações com setores moderados serão necessárias para aprovar reformas. A posse tradicional no Palácio de La Moneda marcará o início do novo mandato.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  5. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  6. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  7. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  8. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  9. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  10. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.