Família britânica é acusada de embarcar avó morta em voo da easyJet de Málaga para Gatwick para evitar custos de repatriaçãoPor Luís Henrique Costa
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Um voo da easyJet com destino de Málaga, na Espanha, para London Gatwick, no Reino Unido, foi interrompido antes da decolagem após a morte de uma passageira idosa de 89 anos. A mulher britânica foi levada a bordo em cadeira de rodas por cinco familiares, que garantiram à equipe de terra que ela estava apenas cansada ou doente. O incidente ocorreu na quinta-feira, 19 de dezembro de 2025, por volta das 11h locais, quando o avião já taxiava para a pista.
Vários passageiros relataram que a idosa parecia inconsciente durante o embarque, com a cabeça apoiada por parentes. Um médico a bordo confirmou o falecimento pouco depois, forçando o retorno imediato ao portão. A Guardia Civil espanhola atendeu o chamado e declarou a morte dentro da aeronave.

A easyJet afirmou que a passageira apresentava certificado médico de aptidão para voar e estava viva no momento do embarque. Serviços de emergência foram acionados, mas não foi possível reverter o quadro. O voo EZY8070 só decolou às 22h47 locais, chegando a Gatwick por volta da meia-noite.
- A família não sofreu detenções, e investigações prosseguem sobre as circunstâncias.
- Passageiros receberam vouchers de alimentação, mas muitos consideraram insuficiente para o atraso prolongado.
- O transporte de restos mortais exige procedimentos específicos, como caixões especiais e voos de carga.
Detalhes do embarque
A idosa foi transportada em cadeira de rodas até o fundo do avião, onde foi colocada em um assento. Testemunhas ouviram familiares afirmarem à equipe que ela estava “apenas cansada”. Alguns relataram que parentes se apresentaram como médicos para tranquilizar o pessoal de terra.
A assistência especial para passageiros com mobilidade reduzida foi questionada por viajantes. Eles apontaram falhas nos controles prévios ao embarque. A easyJet reforçou que segue protocolos rigorosos para casos de saúde.
Reações dos passageiros
Petra Boddington, uma das passageiras, questionou publicamente os procedimentos da easyJet. Ela relatou que a equipe perguntou cinco vezes sobre o estado da idosa, mas permitiu o embarque mesmo assim. Boddington destacou que a mulher parecia já sem vida, inclinada na cadeira de rodas.
Outra viajante, Tracy-Ann Kitching, compartilhou desconforto ao ver a cabeça da idosa sendo sustentada durante o passagem pelo corredor. Ela criticou a assistência especial por não identificar o problema mais cedo. Muitos passageiros expressaram frustração com o atraso de quase 12 horas.
O copiloto respondeu perguntas dos viajantes e prometeu relatar os depoimentos. Vouchers foram distribuídos, mas não cobriram refeições completas em todos os estabelecimentos do aeroporto. O incidente ganhou apelido de “voo famoso” entre os presentes no terminal.
Posição oficial da easyJet
A companhia aérea negou que uma pessoa falecida tenha sido autorizada a embarcar. Um porta-voz explicou que o avião retornou ao portão devido a uma passageira precisando de assistência médica urgente. Serviços de emergência atenderam no local, confirmando o óbito.
A easyJet priorizou o bem-estar de passageiros e tripulação, oferecendo suporte à família da vítima. A empresa agradeceu a compreensão dos viajantes pelo atraso inevitável. Procedimentos internos estão sendo revisados para casos semelhantes.
Contexto do transporte de restos mortais
O traslado internacional de corpos humanos segue regras estritas em diversos países. Exige-se certificado de óbito oficial, caixão selado e transporte preferencialmente em voos de carga. Custos elevados envolvem documentação consular e serviços funerários especializados.
No caso de mortes no exterior, famílias optam por repatriação formal para evitar complicações legais. Passageiros especularam que a motivação seria financeira, mas não há confirmação oficial. Autoridades espanholas lidaram com a remoção do corpo conforme protocolos.
Procedimentos aeroportuários em Málaga
O aeroporto de Málaga-Costa del Sol lida rotineiramente com voos para o Reino Unido. Assistência a passageiros com necessidades especiais inclui verificações de saúde. A Guardia Civil confirmou intervenção rápida para declaração de óbito dentro do avião.
Nenhuma irregularidade foi apontada inicialmente contra a família. Investigadores recolhem depoimentos para esclarecer o momento exato do falecimento. O incidente destacou desafios em identificar condições médicas graves durante o embarque.
Impacto no voo e nos viajantes
O atraso afetou centenas de passageiros retornando de férias ou visitas à Espanha. Muitos eram britânicos voltando para casa antes das festas de fim de ano. A easyJet forneceu bebida quente e lanche gratuito no novo embarque.
Alguns viajantes relataram que o voucher não era aceito em todos os pontos de venda. O terminal ficou agitado com discussões sobre o ocorrido. O avião, um Airbus A319, permaneceu no solo por horas até liberação das autoridades.
Normas de aviação para saúde a bordo
Companhias aéreas exigem declaração de aptidão para voar em casos de condições pré-existentes. Certificados médicos são obrigatórios para passageiros com mobilidade reduzida ou problemas graves. Tripulações recebem treinamento para emergências médicas durante o voo.
Casos de óbitos a bordo são raros, mas protocolos preveem retorno imediato ou desvio. A presença de médico entre passageiros auxiliou na confirmação inicial. Regulamentações europeias orientam o manejo de situações como essa.







