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Centenas de fãs, familiares e personalidades da música e do esporte se reuniram nesta segunda-feira (22) na Catedral de Manchester para o funeral de Gary “Mani” Mounfield. O baixista das bandas The Stone Roses e Primal Scream faleceu em 20 de novembro aos 63 anos, vítima de problemas respiratórios decorrentes de enfisema pulmonar crônico. A cerimônia privada e pública atraiu uma multidão que lotou as ruas do centro da cidade, com aplausos e música da banda ecoando durante o cortejo.

O caixão de Mani chegou à catedral precedido por uma guarda de motociclistas e scooters, referência à paixão dele pela cultura mod. O veículo foi decorado com a icônica arte do álbum de estreia dos Stone Roses, pintada por John Squire, e também contava com um cachecol do Manchester United e flores com a inscrição “R kid”, expressão carinhosa típica de Manchester. Fãs alinhados nas ruas de Heaton Moor, onde ele residia, acompanharam o trajeto até o centro da cidade.

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  • O cortejo partiu da casa do músico em Stockport.
  • A música “I Wanna Be Adored” tocou nos alto-falantes durante a chegada.
  • Centenas aplaudiram a entrada do caixão na catedral.

Ian Brown, vocalista dos Stone Roses, liderou as homenagens durante o serviço. Ele descreveu Mani como um irmão, um camarada musical e um ser humano maravilhoso, destacando sua capacidade de rir em situações difíceis e de ser a alma da festa em qualquer lugar. Brown também sugeriu a criação de uma estátua de ouro de 15 metros em homenagem ao baixista, o que gerou aplausos na igreja e fora dela, onde o discurso foi transmitido para a multidão.

Homenagens de companheiros de banda

Bobby Gillespie, vocalista do Primal Scream, também fez um elogio fúnebre. Ele recordou o primeiro encontro com Mani na lendária boate Hacienda, em Manchester, e destacou como o baixista o fez se sentir valioso. Gillespie enfatizou o entusiasmo contagiante e a positividade de Mani, que marcou os 15 anos em que tocou na banda, contribuindo para álbuns como Vanishing Point.

John Squire e Alan “Reni” Wren, ex-companheiros dos Stone Roses, ajudaram a carregar o caixão junto com Liam Gallagher e Gillespie. A presença de Gallagher, que já chamou Mani de herói, simbolizou a influência do baixista na cena musical britânica dos anos 90.

Presenças marcantes de astros

O funeral contou com a participação de diversas figuras da música de Manchester e do Reino Unido. Entre os presentes estavam Paul Weller, Bez dos Happy Mondays, Mike Joyce dos The Smiths, Peter Hook do New Order e Guy Garvey do Elbow. O prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, também compareceu.

Do mundo do futebol, Sir David Beckham e Gary Neville, lendas do Manchester United, prestaram homenagens. Mani era um torcedor fanático do clube e frequentava Old Trafford regularmente. Beckham tocou o caixão antes da saída do cortejo, em gesto de respeito.

Legado musical de Mani

Mani integrou a formação clássica dos Stone Roses ao lado de Ian Brown, John Squire e Alan “Reni” Wren. Seu baixo groovy foi essencial para o som “baggy” da banda, presente em faixas como “Fools Gold” e no álbum de estreia de 1989, considerado um dos melhores da história do rock britânico. Após a dissolução do grupo em 1996, ele se juntou ao Primal Scream, gravando álbuns marcantes e participando de turnês.

Ele retornou aos Stone Roses para a reunião em 2011, tocando em shows até 2017. Recentemente, havia anunciado uma turnê de palestras sobre sua carreira, que seria iniciada em 2026. Sua morte veio dois anos após a perda da esposa, Imelda, vítima de câncer em 2023. O casal tinha dois filhos gêmeos.

Multidão externa acompanha cerimônia

Fora da catedral, fãs vestiam camisetas e chapéus dos Stone Roses e acompanharam o serviço por meio de alto-falantes. Muitos carregavam flores e cartazes em homenagem ao músico. A cena refletiu o carinho da cidade por um de seus ícones, que incorporava o espírito de Manchester: apaixonado, acessível e sempre positivo.

John Robb, jornalista musical, descreveu Mani como o coração e a alma da cidade. Sua influência transcendeu gerações, inspirando músicos e fãs ao redor do mundo.

Detalhes finais da despedida

O serviço incluiu músicas como “Redemption Song” de Bob Marley e terminou com o caixão sendo levado para um compromisso privado. Familiares e amigos próximos seguiram para um velório restrito. A presença massiva de admiradores confirmou o impacto duradouro de Mani na cultura britânica.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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