Trump confirma captura de Maduro e anuncia forte envolvimento dos EUA no petróleo da VenezuelaPor Carolina Costa
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Forças dos Estados Unidos capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação na capital Caracas neste sábado, 3 de janeiro de 2025, marcando uma significativa escalada nas relações bilaterais e na política sul-americana. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a ação e anunciou que seu governo terá um “forte envolvimento” na indústria petrolífera venezuelana, indicando uma reconfiguração econômica.
Após a detenção, Maduro e sua esposa foram levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um navio da Marinha norte-americana posicionado no mar do Caribe. De lá, seguem viagem rumo a Nova York, com seu paradeiro inicial desconhecido pela vice-presidente venezuelana.
A capital venezuelana foi palco de uma série de explosões e sobrevoos de aeronaves em baixa altitude durante a madrugada da operação, gerando relatos de tremores e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas, especialmente perto da base aérea de La Carlota.
Detalhes da operação de captura
O presidente Donald Trump revelou ter assistido à captura de Nicolás Maduro em tempo real, descrevendo a cena como a “ver um programa televisivo” transmitido por agentes participantes. A operação militar, inicialmente prevista para ocorrer quatro dias antes, foi adiada devido a condições climáticas desfavoráveis.
Trump mencionou ainda que Maduro teria tentado negociar uma saída pacífica do poder uma semana antes da investida militar. Contudo, a proposta de negociação foi recusada pelo presidente norte-americano, que optou por prosseguir com a ação planejada em Caracas.
O transporte de maduro e o USS Iwo Jima
Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados em Caracas por agentes das forças dos EUA. Após a detenção, um helicóptero militar os transportou até o Iwo Jima, um navio de assalto anfíbio da classe Wasp, conhecido por sua capacidade de operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, como o F-35B. A embarcação, que faz parte da frota da Marinha dos EUA, está equipada para realizar operações de desembarque com tropas e veículos, projetando poder aéreo e terrestre em missões combinadas no Caribe desde o final de 2024.
Implicações no setor petrolífero
Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estarão “fortemente envolvidos” na indústria de petróleo da Venezuela. Essa declaração sugere uma mudança significativa na política externa americana em relação aos recursos naturais venezuelanos, que são cruciais para a economia global.
Apesar do anúncio de intervenção, Trump assegurou que a China “continuará recebendo petróleo venezuelano”, evidenciando a complexidade das relações econômicas e geopolíticas. Essa postura busca equilibrar interesses internacionais enquanto os EUA redefinem sua influência na região.
A futura estrutura do setor petrolífero venezuelano pode enfrentar profundas transformações, com o potencial impacto na produção, exportação e nas alianças estratégicas do país. Observadores internacionais aguardam os detalhes desse “envolvimento” prometido pelos Estados Unidos.
O futuro da liderança venezuelana
Questionado sobre quem assumiria o poder na Venezuela, se a líder opositora María Corina Machado ou a vice-presidente Delcy Rodríguez, Trump declarou que “ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela”, mantendo a indefinição sobre a transição política.
Cenário de instabilidade em caracas
Uma série de explosões atingiu Caracas na madrugada deste sábado, com ao menos sete detonações em cerca de 30 minutos, segundo relatos de agências de notícias. As explosões foram sentidas em diversos pontos da capital venezuelana.
Moradores de diferentes bairros reportaram tremores intensos, o barulho constante de aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude e correria nas ruas, indicando o clima de apreensão e caos durante a operação.
Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital. A interrupção do fornecimento de energia amplificou a sensação de instabilidade e incerteza entre a população.
O próprio Trump havia anunciado a ação em suas redes sociais: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado com sua esposa, e retirado do país por via aérea”.
Reação do governo de caracas
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou publicamente não ter informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e de sua esposa. Ela exigiu uma prova de vida imediata do governo americano, reforçando a tensão diplomática e a incerteza que paira sobre a liderança venezuelana.
A declaração de Rodríguez sublinha a falta de comunicação ou o caráter secreto da operação. Essa ausência de informações oficiais gerou preocupação internacional sobre a estabilidade política e o respeito aos direitos humanos no contexto da intervenção militar.








