Superlicença FIA 2026: Norris e Verstappen pagam mais de R$ 6 milhões cada no gridPor Thiago Lemos
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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) definiu os valores das superlicenças para a temporada 2026 da Fórmula 1, com base nos pontos conquistados pelos pilotos no campeonato de 2025. O campeão Lando Norris, da McLaren, terá a taxa mais elevada do grid, superando a marca de 1 milhão de euros, equivalente a mais de R$ 6 milhões na cotação atual. Essa cobrança segue a fórmula estabelecida pela entidade, que inclui uma taxa fixa e um valor adicional por ponto somado na temporada anterior.
As equipes são responsáveis pelo pagamento dessas taxas, que não impactam o teto orçamentário da categoria. Max Verstappen, vice-campeão em 2025, também ultrapassa o milhão de euros, enquanto Oscar Piastri fica próximo dessa quantia. Pilotos sem pontos ou estreantes pagam apenas o valor base, em torno de 11,8 mil euros.
- Taxa fixa: 11.842 euros para todos os competidores.
- Valor por ponto: 2.392 euros adicionais.
- Total estimado arrecadado pela FIA: cerca de 7,1 milhões de euros com o grid completo.
Unveiling the grid for the 2026 FIA Formula One World Championship 🚨
— FIA (@fia) December 19, 2025
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Como funciona o cálculo da superlicença
A superlicença é o documento obrigatório emitido pela FIA que autoriza os pilotos a competir no mais alto nível do automobilismo. Seu custo é recalculado anualmente, com uma base fixa de 11.842 euros e acréscimo de 2.392 euros por cada ponto obtido no Mundial anterior. Essa estrutura incentiva o desempenho, mas eleva significativamente os valores para os líderes do campeonato.
No caso de Lando Norris, os 423 pontos conquistados em 2025 resultam em uma taxa total superior a 1,02 milhão de euros. Verstappen, com 421 pontos, tem valor semelhante, e Piastri, com 410, aproxima-se do milhão. Essa variação reflete diretamente o sucesso na pista, penalizando financeiramente os mais consistentes.
Valores detalhados por piloto
Os custos variam amplamente conforme a pontuação de 2025. Norris encabeça a lista, seguido de perto por Verstappen e Piastri, formando o trio mais caro do grid. George Russell, quarto colocado no campeonato anterior, tem taxa intermediária elevada.
Outros competidores, como Charles Leclerc e Lewis Hamilton, pagam valores menores devido a pontuações mais moderadas. O brasileiro Gabriel Bortoleto, com 19 pontos em sua temporada de estreia pela Sauber, enfrenta custo reduzido.
- Lando Norris: mais de R$ 6,4 milhões.
- Max Verstappen: cerca de R$ 6,4 milhões.
- Oscar Piastri: próximo de R$ 6,2 milhões.
- George Russell: em torno de R$ 4,8 milhões.
Pilotos com taxa mínima
Quatro pilotos do grid de 2026 pagam apenas a taxa base de aproximadamente R$ 74 mil. Franco Colapinto não pontuou em 2025 pela Alpine, enquanto os veteranos Sergio Pérez e Valtteri Bottas retornam à categoria pela Cadillac sem pontos da temporada anterior. O estreante Arvid Lindblad também entra nessa categoria.
Essa situação beneficia novatos e retornados, permitindo foco maior em adaptação ao carro. Pérez e Bottas trazem experiência para a nova equipe americana, que estreia na Fórmula 1 em 2026.
Histórico de recordes na superlicença
O maior valor já registrado pertence a Max Verstappen, que pagou 1,21 milhão de euros em 2023 após temporada dominante com 575 pontos. Em 2026, Norris assume a liderança dessa lista, superando o holandês pela primeira vez. A FIA utiliza esses recursos para operações e melhorias de segurança na categoria.
A estrutura atual mantém equilíbrio financeiro, já que equipes de topo arcam com os custos mais altos. O total arrecadado em 2026 aproxima-se de níveis recordes, refletindo o alto nível competitivo de 2025.
Lista completa de valores aproximados em reais
Os cálculos consideram a cotação recente do euro e os pontos finais de 2025. Norris e Verstappen lideram, enquanto Bortoleto representa o Brasil com valor acessível para a Audi.
- Lando Norris: R$ 6.430.000 (423 pontos).
- Max Verstappen: R$ 6.400.000 (421 pontos).
- Oscar Piastri: R$ 6.235.000 (410 pontos).
- George Russell: R$ 4.867.000 (319 pontos).
- Charles Leclerc: R$ 3.710.000 (242 pontos).
- Lewis Hamilton: R$ 2.418.000 (156 pontos).
- Andrea Kimi Antonelli: R$ 2.328.000 (150 pontos).
- Alexander Albon: R$ 1.171.000 (73 pontos).
- Carlos Sainz: R$ 1.036.000 (64 pontos).
- Fernando Alonso: R$ 916.000 (56 pontos).
- Isack Hadjar: R$ 841.000 (51 pontos).
- Nico Hulkenberg: R$ 841.000 (51 pontos).
- Oliver Bearman: R$ 690.000 (41 pontos).
- Liam Lawson: R$ 645.000 (38 pontos).
- Esteban Ocon: R$ 645.000 (38 pontos).
- Lance Stroll: R$ 570.000 (33 pontos).
- Pierre Gasly: R$ 405.000 (22 pontos).
- Gabriel Bortoleto: R$ 360.000 (19 pontos).
- Franco Colapinto, Arvid Lindblad, Sergio Pérez e Valtteri Bottas: R$ 74.000 (0 pontos).
Repercussão entre equipes e pilotos
As equipes absorvem esses custos sem impacto no limite orçamentário, permitindo que pilotos foquem na performance. A McLaren desembolsa mais de 2 milhões de euros apenas para Norris e Piastri. Estruturas menores, como Cadillac, beneficiam-se com taxas baixas para seus veteranos.
Essa fórmula mantém a tradição de recompensar o sucesso, embora eleve despesas para os protagonistas. A temporada 2026 promete equilíbrio, com 11 equipes no grid.







