Primeiro iPhone dobrável da Apple terá tecnologia de tela sem vinco e chega para competir com rivais

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Apple Foto: Apple - Foto: slvn_an / Shutterstock.com

A Apple deu um passo decisivo para entrar no mercado de smartphones flexíveis ao finalizar o desenvolvimento de uma tela dobrável sem o vinco central, uma imperfeição comum em dispositivos concorrentes. A solução tecnológica, que passou por uma rigorosa fase de validação de engenharia iniciada em novembro de 2025, representa um avanço significativo no design de produtos da categoria e posiciona a empresa para um lançamento estratégico.

Fontes ligadas à cadeia de produção confirmam que os preparativos estão avançados para iniciar a fabricação em massa no terceiro trimestre de 2026. Esse cronograma alinha a chegada do aparelho ao mercado com o tradicional evento de outono da empresa, onde costuma apresentar sua nova linha de produtos, indicando uma possível integração com a família iPhone 18.

O projeto visa atender a uma crescente demanda dos consumidores por dispositivos com telas maiores que sejam, ao mesmo tempo, portáteis e duráveis. A eliminação da deformação na dobra é o principal diferencial da Apple, que investiu em extensos testes de durabilidade para garantir que o aparelho suporte milhares de ciclos de abertura e fechamento sem apresentar falhas ou degradação visual.

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Apple – Runrun2/shutterstock.com

Detalhes da inovadora tecnologia de display

A tela do iPhone dobrável utiliza painéis OLED flexíveis de última geração, fornecidos principalmente pela Samsung Display, uma parceira de longa data da Apple e líder no setor. A colaboração permitiu o desenvolvimento de uma laminação otimizada que reduz drasticamente a tensão no ponto de dobra, resultando em uma superfície lisa e uniforme quando o aparelho está aberto.

Um dos focos da engenharia foi minimizar o chamado “lamination gap”, o espaço microscópico entre as camadas do display que pode causar distorções ópticas. A abordagem da Apple envolve a redução do número de camadas intermediárias, o que não só melhora a estética como também aumenta a sensibilidade e a resposta ao toque em toda a superfície da tela.

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A resolução do display interno, com 7,8 polegadas, é de 2.713 por 1.920 pixels, proporcionando uma densidade de pixels comparável à dos iPhones tradicionais e ideal para multitarefa. Já a tela externa, de 5,5 polegadas, possui resolução de 2.088 por 1.422 pixels, garantindo uma experiência de uso completa mesmo com o dispositivo fechado.

Para proteger essa tecnologia, a Apple desenvolveu um novo tipo de vidro ultrafino com polímeros reforçados, garantindo resistência a arranhões e impactos sem comprometer a flexibilidade. Testes de laboratório confirmaram que a tela suporta mais de 200 mil dobras sem apresentar perda de integridade estrutural ou de qualidade de imagem.

A engenharia por trás da dobradiça

O mecanismo de dobra, um componente crítico para a durabilidade e a experiência de uso, foi projetado com uma liga de titânio e aço inoxidável para oferecer estabilidade e leveza. Fornecedores especializados, como Shin Zu Shing e Amphenol, colaboraram no desenvolvimento de um sistema de engrenagens complexo que distribui a pressão de maneira uniforme ao longo de toda a estrutura, evitando pontos de estresse que poderiam causar folgas com o uso contínuo.

Protótipos testados em instalações na Califórnia e na Ásia demonstraram um alinhamento preciso das duas metades do aparelho, tanto no modo aberto quanto fechado. A dobradiça permite que o dispositivo se feche completamente, sem vãos, o que ajuda a proteger a tela interna contra a entrada de poeira e detritos, um desafio enfrentado por outros modelos no mercado.

Especificações e design do novo aparelho

O design do iPhone dobrável reflete a filosofia minimalista da Apple, com uma espessura que varia entre 9 e 9,5 milímetros quando fechado e apenas 4,5 a 4,8 milímetros quando aberto, tornando-o um dos dispositivos mais finos da categoria. O chassi de titânio contribui para a rigidez estrutural e ajuda a manter o peso total abaixo de 300 gramas, um feito notável para um aparelho com duas telas e uma bateria de grande capacidade. Uma das principais inovações de design é a integração da câmera frontal de 24 megapixels sob a tela interna, eliminando completamente a necessidade de recortes ou entalhes e oferecendo uma experiência de visualização verdadeiramente imersiva. O sistema operacional iOS foi profundamente adaptado para tirar proveito do novo formato, com recursos de multitarefa em tela dividida e interfaces que se ajustam dinamicamente conforme o aparelho é dobrado ou aberto.

Autonomia de bateria e sistema de recarga

Para alimentar as duas telas e garantir uma autonomia satisfatória, a Apple equipou o iPhone dobrável com uma bateria de 5.800 mAh, a maior já utilizada em um iPhone. A capacidade robusta é combinada com otimizações de software e chips de gerenciamento de energia dedicados para compensar o consumo adicional, com a promessa de até dois dias de uso moderado com uma única carga.

O sistema de carregamento também recebeu melhorias, com suporte para recarga sem fio de 50 watts via padrão MagSafe. Essa potência permite que a bateria seja recarregada de forma significativamente mais rápida em comparação com modelos anteriores, um recurso essencial para um dispositivo voltado para alta produtividade.

Além disso, o gerenciamento térmico foi uma prioridade no projeto. Sensores internos monitoram a temperatura durante o uso intensivo e em ciclos de dobra frequentes, ajustando o desempenho para evitar superaquecimento e preservar a vida útil dos componentes internos, especialmente da bateria e do display flexível.

Mudanças na biometria e sistema operacional

Uma alteração notável no iPhone dobrável é a substituição do sistema de reconhecimento facial Face ID pelo Touch ID, integrado ao botão lateral. Essa decisão de design foi tomada para maximizar o espaço interno, permitindo a inclusão da bateria maior e de outros componentes essenciais sem aumentar a espessura do dispositivo.

O sensor de impressão digital oferece um método de autenticação rápido e seguro, que funciona de maneira eficiente tanto com o aparelho aberto quanto fechado. A mudança está alinhada com a estratégia de diversificar os métodos biométricos em sua linha de produtos, como já visto em alguns modelos de iPad.

Cronograma de produção e montagem

A Foxconn, principal parceira de montagem da Apple, já iniciou as verificações de engenharia e a produção de protótipos em pequena escala em suas instalações na China. A linha de montagem dedicada está sendo preparada para atingir uma capacidade anual inicial de 7 a 8 milhões de unidades, com os painéis sendo fornecidos pela Samsung.

O cronograma prevê a finalização dos testes de validação em dezembro de 2025, seguida por uma fase de produção piloto no início de 2026. Esse período será crucial para ajustar os processos de fabricação e garantir que os rigorosos padrões de qualidade da Apple sejam atendidos em larga escala antes do lançamento global.

Estratégia de preço e lançamento

O iPhone dobrável será posicionado como um produto de luxo, com um preço estimado entre US$ 1.800 e US$ 2.500 nos Estados Unidos. O valor reflete o uso de materiais premium, como o titânio, e a tecnologia de ponta empregada na tela e na dobradiça, mirando um público que busca inovação e está disposto a investir em um dispositivo diferenciado.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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