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Uma discussão acalorada marcou a coletiva de imprensa do Santos após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, na Vila Belmiro, no dia 23 de janeiro de 2026. O executivo de futebol Alexandre Mattos e o jornalista Vagner Frederico se desentenderam publicamente, elevando o nível da tensão que já permeia o clube dentro e fora de campo. O incidente ocorreu após uma pergunta sobre a situação de um atleta, catalisando um debate sobre transparência e gestão de contratações no Peixe.

O embate começou com uma indagação específica de Frederico acerca de Billal Brahimi, um jogador com alto custo que, segundo o jornalista, não tem recebido oportunidades sob o comando do técnico Vojvoda. A questão expôs uma ferida aberta na gestão do Santos, evidenciando as frustrações da imprensa e da torcida com o desempenho e a utilização de reforços.

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A reação de Mattos à pergunta foi de clara irritação, rapidamente evoluindo para um bate-boca com o setorista santista. Os ânimos se exaltaram na sala de imprensa do Urbano Caldeira, culminando na saída abrupta do dirigente, que deixou o local sem responder aprofundadamente aos questionamentos levantados.

A origem da controvérsia na coletiva

Vagner Frederico buscou explicações sobre a situação de Billal Brahimi, um jogador cujos valores de contratação são considerados altos, mas que permanece sem espaço no elenco. O jornalista destacou a ausência de oportunidades para o atleta com Vojvoda, apontando um contraste entre o investimento feito e a falta de utilização em campo. Esta pergunta centralizou a discussão, focando na coerência da política de reforços do clube.

A indagação de Frederico não se limitou apenas ao uso do jogador, mas também tocou na transparência dos gastos e na estratégia por trás das aquisições. O jornalista reiterou a importância de o clube oferecer respostas claras sobre o porquê de um atleta caro não ser relacionado ou utilizado em partidas importantes. A questão sobre Brahimi serviu como um catalisador para a manifestação de um descontentamento mais amplo com a gestão de Mattos.

Reação do executivo e exaltação dos ânimos

Alexandre Mattos demonstrou visível incômodo com o questionamento sobre Billal Brahimi e a gestão de contratações. Sua postura defensiva rapidamente transformou o ambiente da coletiva, que passou de informativa a um palco de confronto direto. A troca de palavras ríspidas entre o dirigente e Vagner Frederico marcou o ponto alto da discussão.

O bate-boca se intensificou, revelando a pressão que a diretoria santista enfrenta. Em meio à altercação, os ânimos se exaltaram a ponto de Mattos decidir encerrar sua participação na coletiva. O executivo deixou a sala de imprensa, demonstrando que a paciência com as críticas e questionamentos havia chegado ao limite.

Vagner Frederico esclarece o ocorrido nas redes

Em uma publicação subsequente nas redes sociais, Vagner Frederico detalhou sua versão dos fatos, contextualizando a discussão com Alexandre Mattos. O jornalista afirmou que o executivo de futebol do Santos se sentiu incomodado com seu pedido para que o treinador Vojvoda avaliasse as contratações do clube desde agosto do ano anterior. A postagem evidenciou o foco da imprensa na accountability das decisões da diretoria.

Frederico reforçou que sua intenção era apenas obter explicações claras sobre o uso de um atleta que, apesar de “caríssimo”, jogou apenas cerca de 20 minutos em quatro meses e não é mais relacionado para os jogos. O jornalista enfatizou que sua pergunta visava a transparência, crucial para os mais de oito milhões de torcedores apaixonados. Sua manifestação serviu para solidificar a percepção de que a imprensa busca respostas legítimas.

Transparência e respeito à torcida

O jornalista Vagner Frederico defendeu seu questionamento como um ato de responsabilidade com a torcida do Santos, que exige transparência na gestão de recursos do clube. Ele argumentou que a falta de explicações sobre a utilização de um atleta de alto investimento desrespeita os milhões de torcedores que acompanham e apoiam o Peixe. Para Frederico, entender as decisões financeiras e esportivas é um direito básico do público.

A insistência em saber por que Billal Brahimi, um jogador com custo elevado, teve tão poucas oportunidades e foi afastado dos relacionados, reflete uma demanda por clareza. O jornalista reiterou que sua postura visa garantir que os torcedores tenham acesso a informações que impactam diretamente o desempenho e o futuro do time em campo, em um cenário de resultados abaixo do esperado.

Troca de acusações e a saída abrupta

Alexandre Mattos, ao pedir a palavra na coletiva, fez um breve balanço das contratações sob sua gestão, mas optou por não abrir espaço para perguntas adicionais. Vagner Frederico, por sua vez, tentou aproveitar a ocasião para solicitar uma explicação mais aprofundada sobre a contratação específica de Billal Brahimi. Esta insistência levou o debate a um novo patamar de tensão.

Em vez de responder diretamente ao ponto, Mattos acusou Frederico de ser “antiético” por questionar os valores financeiros da aquisição do atleta. O dirigente alegou que o jornalista não tinha o direito de indagar sobre esses detalhes, utilizando uma comparação considerada “sem nexo” por Frederico, ao mencionar o salário do próprio profissional de imprensa. A discussão acalorou-se ainda mais, com Mattos defendendo a privacidade dos termos contratuais.

A recusa de Mattos em detalhar a situação de Brahimi e a acusação de antiética contra Frederico geraram um clima ainda mais pesado na sala de imprensa. O executivo do Santos encerrou sua participação, optando por não prolongar o embate, o que deixou muitas perguntas no ar. O episódio ressaltou as dificuldades de comunicação entre a diretoria e a imprensa em um momento delicado para o clube.

Desdobramentos da crise no peixe

O ambiente no Santos se mostra cada vez mais conturbado, com reflexos visíveis tanto no desempenho dentro de campo quanto nas relações institucionais. O empate em casa contra o Corinthians, somado ao recente bate-boca em coletiva, ilustra uma fase de instabilidade. A performance da equipe, que não tem correspondido às expectativas da torcida, adiciona pressão significativa sobre a gestão.

A insatisfação com a utilização de atletas caros e a falta de resultados positivos intensificam a crise. O episódio entre Mattos e Frederico apenas expôs publicamente as tensões internas e a necessidade urgente de diálogo e transparência. O clube precisa encontrar caminhos para estabilizar seu ambiente, tanto na esfera esportiva quanto na comunicação com a imprensa e os torcedores.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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