Walid Regragui pede demissão da seleção de Marrocos após polêmica final africanaPor Thiago Lemos
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O técnico Walid Regragui apresentou seu pedido formal de demissão do comando técnico da seleção de Marrocos nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. A decisão ocorre em um momento de extrema turbulência após a derrota para o Senegal na final da Copa Africana de Nações, marcada por decisões de arbitragem controversas e episódios de violência. Regragui, que se tornou um ícone nacional, optou pelo afastamento mesmo restando poucos meses para a estreia da equipe na Copa do Mundo de 2026.
De acordo com informações de bastidores e publicações internacionais, o treinador aguarda agora um posicionamento oficial da Federação Real Marroquina de Futebol para selar sua saída definitiva. O clima de desgaste entre a comissão técnica e a entidade máxima do futebol local teria se intensificado após os incidentes em Rabat, onde a segurança e a organização do torneio foram duramente questionadas. A federação, por sua vez, tenta demover o profissional da ideia de abandonar o projeto antes do Mundial.
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A trajetória de Regragui no comando dos “Leões do Atlas” é pautada por números expressivos e marcos históricos para o continente africano e para o mundo árabe. Abaixo, destacam-se os principais pontos de sua gestão vitoriosa:
- Conquista da histórica quarta colocação na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
- Título da Copa Árabe da Fifa, consolidando a hegemonia regional da equipe.
- Campanha invicta até a decisão da última Copa Africana de Nações em 2026.
- Desenvolvimento de talentos como Brahim Díaz e a manutenção da base com Achraf Hakimi.
Walid Regragui has reportedly submitted his resignation as Morocco manager, according to @footmercato 🇲🇦😳
— OneFootball (@OneFootball) February 6, 2026
The Moroccan Football Federation are yet to accept his request 👀 pic.twitter.com/zT4TRpdeDZ
Motivações para a saída do treinador
O pedido de desligamento foi motivado principalmente pelo ambiente de hostilidade e pela pressão psicológica após a decisão contra o Senegal. Fontes próximas ao técnico relatam que o profissional se sente desprotegido diante das sanções impostas pela Confederação Africana de Futebol, que puniu membros da delegação marroquina por incidentes ocorridos no gramado. Além disso, existe uma especulação crescente sobre o interesse de clubes da Arábia Saudita em contar com seus serviços imediatamente.
A final continental foi o estopim para o rompimento, pois o confronto direto com a arbitragem e a invasão de campo por torcedores geraram um trauma institucional difícil de ser superado. Regragui teria expressado a pessoas de confiança que o ciclo atual atingiu seu limite físico e emocional. O treinador acredita que uma nova liderança poderia trazer o ânimo necessário para que o elenco dispute a Copa do Mundo em alto nível.
Impacto imediato na preparação para o mundial
Com o pedido de demissão, o planejamento estratégico de Marrocos para a Copa do Mundo de 2026 sofre um golpe severo e inesperado. A seleção marroquina está inserida no Grupo C da competição, sendo justamente o primeiro adversário da Seleção Brasileira na fase de grupos. O duelo está agendado para o dia 13 de junho de 2026, o que deixa a federação com uma margem estreita para encontrar um substituto à altura.
A ausência de Walid Regragui altera significativamente a dinâmica tática que o Brasil esperava enfrentar na estreia do torneio. A equipe técnica liderada por Carlo Ancelotti monitorava de perto o estilo de jogo marroquino, que se baseava em uma defesa sólida e transições rápidas. Agora, a incerteza sobre quem assumirá o cargo gera um cenário de mistério e apreensão tanto para os jogadores marroquinos quanto para seus oponentes diretos.
Histórico de polêmicas na decisão contra o senegal
A final da Copa Africana de Nações de 2026 será lembrada pelas cenas de caos que interromperam o fluxo da partida por longos minutos. O jogo, que terminou com vitória senegalesa por 1 a 0 na prorrogação, teve um pênalti assinalado para Marrocos que gerou revolta nos adversários. Os jogadores de Senegal chegaram a abandonar o gramado temporariamente sob ordem de sua comissão técnica, retornando apenas após intervenção de oficiais da federação.
Repercussão entre os jogadores e a torcida
Os atletas da seleção marroquina reagiram com surpresa e lamento ao saberem do desejo de Walid Regragui em deixar o posto de comando. Líderes do elenco, como o lateral Achraf Hakimi e o meio-campista Brahim Díaz, possuem uma ligação estreita com o técnico, que foi o responsável por integrá-los de forma eficaz ao esquema tático. A saída repentina pode abalar a confiança de um grupo que vinha apresentando um futebol de elite nos últimos quatro anos.
Nas redes sociais, a torcida marroquina divide-se entre o apoio à decisão pessoal do ídolo e o medo de um fracasso na Copa do Mundo. Muitos torcedores organizam manifestações virtuais pedindo a permanência do técnico, destacando que ele é o maior responsável pela mudança de patamar do futebol do país. No entanto, o desgaste parece ser profundo demais para uma simples retratação pública neste momento de crise.
Futuro do comando técnico marroquino
A Federação Real Marroquina de Futebol ainda não anunciou nomes oficiais para substituir Regragui, mas especulações começam a surgir nos bastidores da imprensa esportiva. Técnicos com experiência no futebol europeu e conhecedores da cultura local estão sendo avaliados em reuniões de emergência na sede da entidade. O objetivo é garantir um nome que consiga manter a disciplina e o esquema defensivo que transformou Marrocos em uma potência global.
Confronto histórico contra o brasil no horizonte
A partida entre Marrocos e Brasil na Copa do Mundo de 2026 carrega um simbolismo especial para ambos os países. Em 1998, as seleções se enfrentaram na França, em jogo que marcou o primeiro gol de Ronaldo Fenômeno em Mundiais, resultando em vitória brasileira. O reencontro em 2026 prometia ser o teste definitivo para a geração de Regragui, que agora terá que enfrentar o desafio sem seu mentor principal no banco de reservas.
Além do Brasil, o Grupo C conta com as seleções de Haiti e Escócia, tornando a chave equilibrada para quem busca a classificação para a segunda fase. A instabilidade gerada pela demissão pode custar caro em um torneio onde cada detalhe tático e emocional faz a diferença. A federação marroquina corre contra o tempo para estabilizar o ambiente interno e assegurar que o legado deixado por Regragui não se perca diante da crise.
As próximas horas serão decisivas para o futuro do futebol marroquino, com a expectativa de um anúncio oficial sobre a aceitação ou não do pedido de demissão. O mundo do esporte observa atentamente os desdobramentos em Rabat, ciente de que a saída de Walid Regragui altera o equilíbrio de forças para o Mundial. A jornada dos Leões do Atlas, que encantou o globo em 2022, enfrenta agora seu momento de maior incerteza e provação.















