George Russell domina testes da F1 no Bahrein e Mercedes lidera quilometragemPor Thiago Lemos
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George Russell estabeleceu o ritmo nesta quarta-feira ao liderar o primeiro dia da segunda rodada de testes de pré-temporada da Fórmula 1 em Sakhir. O piloto da Mercedes registrou a marca de 1m33s459, garantindo a ponta da tabela de tempos em uma sessão marcada pela alta quilometragem da equipe alemã e por dificuldades técnicas enfrentadas por concorrentes. Oscar Piastri, da McLaren, e Charles Leclerc, da Ferrari, completaram o grupo dos três competidores mais rápidos no circuito baremita.
As atividades no Bahrein ocorrem em um momento crucial de preparação para o início oficial do Mundial de 2026, com as equipes buscando refinar os novos acertos técnicos. Embora os tempos de volta não sejam indicadores definitivos devido às variações de carga de combustível, o desempenho consistente da Mercedes chamou a atenção dos observadores. A equipe somou 145 voltas entre Russell e Andrea Kimi Antonelli, demonstrando uma confiabilidade que parece faltar em outros boxes do grid neste estágio da competição.
- Russell registrou a melhor marca do dia nos instantes finais da sessão vespertina.
- A diferença entre o primeiro e o segundo colocado foi de apenas 0s010.
- Gabriel Bortoleto terminou o dia na décima posição com o carro da Audi.
- Aston Martin e Cadillac enfrentaram problemas recorrentes de estabilidade e mecânica.
A sessão da manhã havia sido liderada por Charles Leclerc, que manteve a Ferrari no topo até ser superado por Piastri após duas horas de treinos à tarde. Russell então baixou ainda mais o tempo de referência, consolidando a evolução da Mercedes ao longo do dia de trabalho. A estabilidade do carro prateado permitiu que os pilotos acumulassem dados valiosos, enquanto rivais diretos precisaram lidar com interrupções frequentes.
Lights out in Bahrain! ⚫️⚫️⚫️⚫️⚫️
— Formula 1 (@F1) February 18, 2026
A practice start to close out the day 👊#F1 #F1Testing pic.twitter.com/gzGwW05Al3
Desempenho sólido da Audi com Gabriel Bortoleto na pista
O brasileiro Gabriel Bortoleto teve um dia de trabalho intenso e produtivo a bordo do monoposto da Audi, terminando as atividades com o décimo melhor tempo geral. Apesar de o carro ter aparecido desmontado na garagem no início da sessão, o que gerou questionamentos nos bastidores, o piloto conseguiu ir à pista após 49 minutos de treino. Bortoleto completou 71 voltas individuais, mostrando uma adaptação rápida e superando a marca estabelecida anteriormente por seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg.
A soma de voltas da Audi atingiu a marca de 120 giros, um número considerado positivo para o desenvolvimento do projeto da montadora alemã nesta fase. O foco de Bortoleto pareceu concentrado em simulações de corrida e testes de componentes aerodinâmicos, evitando buscas por voltas lançadas agressivas no início. A performance do brasileiro reforça sua posição de destaque como estreante, mantendo a consistência necessária para o aprendizado técnico exigido pela categoria.
O cronograma da equipe previu uma divisão clara de tarefas entre os pilotos para maximizar a coleta de informações sobre o comportamento dos pneus. Hulkenberg atuou no período matutino, enquanto Bortoleto assumiu o cockpit para a parte final do dia, enfrentando condições de pista mais representativas para o horário das corridas. Esse revezamento é essencial para entender como o asfalto de Sakhir reage à queda de temperatura conforme o anoitecer se aproxima.
Dificuldades técnicas persistentes para Aston Martin e Cadillac
A Aston Martin viveu mais um dia de contratempos significativos, com Lance Stroll e Fernando Alonso enfrentando instabilidades severas no traçado de Sakhir. Stroll chegou a rodar e parar na caixa de brita na primeira hora da tarde, provocando o acionamento de uma bandeira amarela que interrompeu momentaneamente o fluxo dos treinos. O piloto canadense sofreu com travadas de pneus e uma visível falta de aderência na traseira do carro, limitando sua participação a apenas 26 voltas completadas.
Fernando Alonso também teve um período matutino discreto, somando apenas 28 giros antes de entregar o carro para as verificações mecânicas da equipe técnica. No total, a escuderia britânica acumulou 54 voltas, um volume consideravelmente inferior ao planejado para uma semana decisiva de testes antes da estreia oficial. Os engenheiros trabalham contra o tempo para identificar a origem das falhas de equilíbrio que têm prejudicado o ritmo de ambos os competidores.
Da mesma forma, a Cadillac continua lutando contra problemas crônicos de confiabilidade que têm reduzido drasticamente o tempo de pista de seus pilotos. Valtteri Bottas só conseguiu iniciar suas atividades na metade da sessão vespertina, demonstrando dificuldades claras em manter o carro dentro dos limites da pista. O finlandês registrou o 20º tempo do dia, ficando à frente apenas de seu colega Sergio Pérez, que também teve uma participação limitada por questões técnicas.
- A Cadillac completou apenas 59 voltas totais durante toda a quarta-feira de atividades.
- Bottas relatou dificuldades com o sistema de frenagem e estabilidade em curvas de alta.
- Sergio Pérez enfrentou interrupções que impediram a realização de séries longas de voltas.
- O contraste de quilometragem em relação à Mercedes evidencia o estágio de maturação de cada projeto.
Recuperação de Isack Hadjar após problemas matinais no motor
Isack Hadjar conseguiu salvar o dia da Red Bull após enfrentar falhas críticas no sistema de refrigeração do motor durante o período da manhã. O piloto franco-argelino havia completado apenas 13 voltas iniciais devido a uma queda na pressão de um dos circuitos internos da unidade de potência. Após um longo trabalho de reparo nos boxes, Hadjar retornou à pista para a parte final dos testes, conseguindo elevar sua contagem total para 66 voltas.
A recuperação permitiu que ele encerrasse a quarta-feira na sexta colocação, garantindo dados importantes para a equipe austríaca na ausência de Max Verstappen. A Red Bull optou por uma programação focada em validar as correções feitas no sistema térmico antes de buscar tempos de volta mais competitivos. Hadjar mostrou rapidez ao se colocar entre os dez primeiros logo após a retomada de suas atividades de pista em Sakhir.
A análise dos dados coletados durante a noite será fundamental para garantir que os problemas de refrigeração não voltem a ocorrer nos próximos dias de testes. A equipe técnica da Red Bull monitorou de perto as temperaturas de operação do motor em condições de vácuo, simulando situações reais de corrida. O esforço final de Hadjar evitou que o dia fosse considerado perdido em termos de desenvolvimento aerodinâmico e mecânico.
Detalhes técnicos e tempos registrados no circuito de Sakhir
A tabela de tempos reflete uma competitividade interessante entre as equipes de ponta, com margens estreitas separando os líderes da Mercedes, McLaren e Ferrari. Lewis Hamilton, agora defendendo as cores da Ferrari, terminou na sétima posição, focando em voltas de instalação e ajustes ergonômicos no cockpit. Outros destaques incluíram Lando Norris na quarta posição e o jovem Kimi Antonelli fechando os cinco primeiros colocados da sessão.
| Piloto | Equipe | Tempo | Voltas |
| George Russell | Mercedes | 1m33s459 | 76 |
| Oscar Piastri | McLaren | +0s010 | 70 |
| Charles Leclerc | Ferrari | +0s280 | 70 |
| Lando Norris | McLaren | +0s593 | 54 |
| Kimi Antonelli | Mercedes | +0s699 | 69 |
A Williams também apresentou um desempenho sólido com Carlos Sainz e Alexander Albon, ambos completando 55 voltas cada e testando diferentes configurações de suspensão. O time britânico busca estabilidade após uma primeira rodada de testes promissora, tentando consolidar seu lugar no pelotão intermediário. Franco Colapinto, representando a Alpine, ficou logo à frente de Bortoleto, mostrando que a disputa por posições no meio do grid deve ser acirrada em 2026.
As sessões seguem no Bahrein com a expectativa de que as equipes comecem a realizar simulações de classificação nos próximos dias, revelando um pouco mais do potencial real de cada carro. O desgaste de pneus em temperaturas elevadas e a eficiência dos novos sistemas de recuperação de energia permanecem como os principais focos dos engenheiros. A transmissão das atividades continua sendo um ponto de referência para fãs e analistas que monitoram cada evolução técnica no circuito.
Expectativas para o encerramento da pré-temporada no Bahrein
Com o fim do primeiro dia desta segunda rodada, a pressão aumenta sobre as escuderias que ainda não conseguiram realizar séries consistentes de voltas. A confiabilidade mecânica será o divisor de águas antes do embarque para a primeira etapa do campeonato, tornando cada minuto de pista extremamente valioso. As equipes que enfrentam problemas, como a Cadillac e a Aston Martin, devem intensificar os trabalhos noturnos para ajustar componentes problemáticos detectados hoje.
O comportamento dos novos motores para 2026 tem sido o centro das atenções, com diferentes abordagens de mapeamento sendo testadas publicamente pela primeira vez de forma extensiva. A integração entre o chassi e as unidades de potência parece estar mais avançada na Mercedes e na Ferrari, que demonstram menor índice de quebras. A McLaren também se coloca como uma força resiliente, mantendo-se constantemente entre os tempos mais rápidos com ambos os seus pilotos.
Os testes de pré-temporada são a única oportunidade para as equipes validarem meses de simulações computacionais em um ambiente real e abrasivo. O traçado de Sakhir, com suas características de frenagens fortes e acelerações bruscas, oferece o cenário ideal para expor fragilidades estruturais e de arrefecimento. O fechamento desta etapa definirá a hierarquia inicial que os torcedores verão no grid de largada da abertura oficial da temporada.







