Garoto de 11 anos confessa matar pai adotivo por ter Nintendo Switch confiscadoPor Janderson Luiz
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O garoto de 11 anos compareceu algemado à audiência preliminar no Tribunal do Condado de Perry, na Pensilvânia, acusado de homicídio criminal pela morte do pai adotivo. O incidente ocorreu na madrugada de 13 de janeiro de 2026, data que coincidiu com o aniversário dele, em Duncannon Borough. A polícia estadual da Pensilvânia investiga o caso como homicídio doloso, e o menino responde ao processo como adulto, com fiança negada e detenção na prisão do condado.
A mãe acordou com um barulho forte semelhante a fogos de artifício e tentou acordar o marido, mas notou que algo pingava. Ao acender a luz, descobriu sangue e percebeu que o marido havia sido baleado na cabeça enquanto dormia. O menino entrou no quarto logo em seguida e informou que o pai estava morto, confessando em seguida o ato para a mãe e para os policiais.
O casal adotou o garoto em 2018. Eles celebraram o aniversário dele cantando parabéns e foram dormir pouco depois da meia-noite. O pai confiscou o Nintendo Switch do filho e ordenou que ele fosse dormir, o que gerou irritação na criança.

Audiência preliminar e acusações formais
O menino chegou algemado ao tribunal para a audiência preliminar realizada em 19 de fevereiro de 2026. A defesa busca transferir o processo para o tribunal de menores.
A promotoria mantém a acusação de homicídio criminal, com base nas confissões e evidências coletadas. O garoto permanece sob custódia sem direito a fiança.
Detalhes do disparo e acesso à arma
O menino encontrou a chave do cofre de armas na gaveta do pai enquanto procurava o videogame confiscado. Ele abriu o cofre, retirou o revólver, carregou-o com balas e foi até o lado da cama do pai.
Ele puxou o cão da arma e disparou uma vez na cabeça do pai adotivo. O disparo ocorreu por volta das 3h20 da madrugada, horário local.
A mãe, que dormia no mesmo quarto, ouviu o tiro e o cheiro de pólvora. Ela não sabia onde a chave do cofre era guardada.
Confissão e relato à polícia
Ao ser questionado pelos investigadores, o garoto admitiu que atirou em alguém e identificou o pai como alvo. Ele disse que estava irritado com o confisco do videogame e não pensou nas consequências do disparo.
Ele afirmou que carregou a arma e executou o ato intencionalmente. A polícia registrou que ele disse “eu matei o papai” ao entrar no quarto.
Reação da comunidade e apoio à família
Vizinhos da rua South Market Street descreveram a família como reservada e tranquila. Um residente local afirmou que nunca imaginou algo assim ocorrer no bairro.
O Distrito Escolar de Susquenita disponibilizou conselheiros e psicólogos para alunos e familiares afetados pelo ocorrido. A comunidade expressou surpresa com o evento.
Uma campanha de arrecadação foi iniciada para apoiar a mãe viúva. O caso continua sob investigação pelas autoridades estaduais.
Posição da defesa e próximos passos judiciais
A defesa argumenta que o caso deve ser julgado no sistema juvenil devido à idade do acusado. O objetivo é evitar o julgamento como adulto.
A audiência preliminar avaliou as provas iniciais apresentadas pela promotoria. O processo segue em andamento no tribunal do condado.
O garoto permanece detido enquanto aguarda as próximas etapas judiciais.
Circunstâncias familiares antes do incidente
A família morava em uma casa conectada por um closet entre os quartos do casal e do filho. O dia do aniversário transcorreu normalmente até o momento de dormir.
O pai adotivo tomou a decisão de confiscar o Nintendo Switch por motivos disciplinares. A criança ficou irritada com a ordem de ir para a cama.







