Mulher perde mãos e pés após lambida de cachorro em ferida causar sepse grave

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Sepse

Sepse - Arif biswas/ Shutterstock.com

Mulher de 56 anos desenvolveu sepse grave após o cachorro lamber uma pequena ferida na mão, permitindo a entrada de bactérias da saliva animal na corrente sanguínea. Ela perdeu a consciência em menos de 24 horas, sofreu seis paradas cardíacas e precisou de amputações nas duas mãos e nas duas pernas abaixo dos joelhos. Após 32 semanas de internação em hospital no Reino Unido, recebeu alta na semana passada e retornou para casa em Birmingham, na Inglaterra.

O caso aconteceu em julho de 2025. Manjit Sangha chegou em casa no domingo à tarde sentindo-se mal após o trabalho e, na manhã seguinte, já estava inconsciente. Seu marido a encontrou com extremidades geladas, lábios azulados e respiração difícil, levando-a imediatamente ao pronto-socorro. Os médicos diagnosticaram sepse, uma infecção generalizada que comprometeu rapidamente o funcionamento dos órgãos.

A infecção progrediu de forma acelerada. A paciente entrou em coma logo após a admissão e enfrentou seis paradas cardíacas durante a estadia na unidade de terapia intensiva. Os profissionais de saúde conseguiram reanimá-la em todas as ocasiões, mas a gravidade da sepse exigiu intervenções cirúrgicas extensas para controlar a disseminação bacteriana.

Principais complicações enfrentadas pela paciente

  • Perda das duas mãos devido à necrose tecidual causada pela sepse.
  • Amputação das duas pernas abaixo dos joelhos para conter a infecção.
  • Remoção do baço durante o tratamento para evitar complicações adicionais.
  • Desenvolvimento de pneumonia como infecção secundária.
  • Surgimento de cálculos biliares que podem exigir cirurgias futuras.

Evolução do quadro clínico

Manjit Sangha permaneceu 32 semanas hospitalizada. Durante esse período, passou por múltiplas cirurgias, antibioticoterapia intensiva e suporte ventilatório. Apesar do prognóstico inicial extremamente reservado, ela superou as fases mais críticas da doença e foi liberada recentemente para continuidade do tratamento em casa.

A recuperação envolve reabilitação física prolongada. A paciente agora se adapta à nova realidade com próteses e acompanhamento médico contínuo. O caso chamou atenção de especialistas em doenças infecciosas por ilustrar como uma bactéria comum na saliva de cães pode desencadear sepse em feridas expostas.

Cachorro lambendo – Pupsiki/ Shutterstock.com

Alertas de especialistas sobre riscos de saliva animal

Contatos com saliva de animais de estimação em lesões abertas representam perigo real. Bactérias como Capnocytophaga ou Pasteurella, comuns na boca de cães, podem invadir a corrente sanguínea e provocar infecções graves. Limpar imediatamente qualquer ferimento e evitar lambidas diretas é medida preventiva essencial.

Pessoas com cortes, arranhões ou feridas abertas devem manter distância da boca dos pets até a cicatrização completa. Sintomas iniciais de infecção sistêmica incluem febre persistente, calafrios intensos, confusão mental e alterações na cor da pele ou na respiração. A procura rápida por atendimento médico melhora significativamente o prognóstico.

Rotina anterior e impacto na família

Antes do episódio, Manjit Sangha trabalhava como auxiliar de farmácia e mantinha uma vida ativa. Ela brincava normalmente com o cachorro no dia anterior ao adoecimento e não apresentava condições de saúde graves conhecidas. A família ficou chocada com a rapidez da deterioração do quadro.

O marido descreveu o momento como inesperado. Ele relatou que a esposa passou de uma pessoa saudável e ativa para estado crítico em poucas horas. Todo o processo de tratamento foi acompanhado de perto pela família, que agora apoia a reabilitação em casa.

Medidas preventivas recomendadas por profissionais

Manter feridas limpas e protegidas evita contaminações externas. Em situações de mordidas ou lambidas em lesões, lavar o local com água corrente e sabão neutro e consultar um médico o mais rápido possível é indicado. Indivíduos com imunidade comprometida apresentam risco elevado.

A sepse continua sendo uma emergência médica grave. Reconhecer sinais como taquicardia, febre alta, hipotensão e confusão permite intervenção precoce. Tratamentos com antibióticos intravenosos e suporte em unidade de terapia intensiva são fundamentais para o controle da infecção.

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