Estupro coletivo em Copacabana: vítima menor de idade aponta agressores e denúncia vira processo no Rio de JaneiroPor Carolina Costa
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu a investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A vítima compareceu à 12ª Delegacia de Polícia para realizar o auto de reconhecimento e detalhar a conduta individual de cada um dos cinco envolvidos no crime ocorrido no final de janeiro. Com base nos depoimentos e em provas técnicas colhidas pelos investigadores, o Ministério Público ofereceu denúncia, que foi prontamente aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O caso mobilizou os agentes da 12ª DP após o relato de que a jovem teria sido atraída para uma emboscada premeditada organizada por seu ex-namorado, que também é menor de idade. De acordo com as investigações, o objetivo do mentor era forçar a adolescente a manter relações sexuais com ele e outros quatro amigos simultaneamente dentro do imóvel. A gravidade dos fatos e a rapidez na coleta de evidências permitiram que o inquérito fosse finalizado em apenas uma semana após o registro oficial da ocorrência pela vítima.

As autoridades policiais informaram que os seguintes passos foram fundamentais para a estrutura do processo:
- Realização de exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) para comprovação de lesões físicas.
- Análise de imagens de câmeras de segurança que registraram a movimentação dos suspeitos no prédio.
- Depoimento detalhado da vítima sobre a dinâmica dos abusos psicológicos e sexuais sofridos.
- Identificação formal e individualização da participação de cada agressor no ato criminoso.
Reconhecimento detalhado e provas periciais
O delegado responsável pela investigação confirmou que a adolescente apresentava lesões aparentes e sangramentos compatíveis com a violência relatada no momento em que buscou auxílio policial. O laudo pericial do IML corroborou integralmente a versão apresentada pela jovem, oferecendo o suporte técnico necessário para a expedição dos mandados de prisão preventiva contra os adultos envolvidos.
Após a identificação positiva feita pela vítima na delegacia, a Justiça converteu os investigados em réus, respondendo agora por crime de estupro de vulnerável e associação criminosa. A polícia destacou que a colaboração da vítima foi essencial para que os mandados fossem expedidos pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes, visando garantir a ordem pública e a integridade da instrução criminal.
Identificação dos réus e prisões efetuadas
Os jovens identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, também de 18, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19, e João Gabriel Xavier Berthô, de 19 anos, são os adultos que agora figuram como réus. O ex-namorado da vítima, por ser adolescente, terá sua conduta analisada conforme os parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Até o momento, Mattheus Veríssimo Zoel Martins foi detido pelos agentes após a divulgação de cartazes de busca, enquanto João Gabriel Xavier Berthô se apresentou espontaneamente na 12ª DP do Leblon. Os advogados de defesa orientaram os custodiados a permanecerem em silêncio durante os interrogatórios iniciais, reservando o direito de manifestação apenas durante as audiências judiciais previstas para as próximas etapas do processo.
Procedimentos de busca e foragidos
A Polícia Civil realizou diversas diligências em endereços ligados aos suspeitos logo após o crime, mas não obteve sucesso imediato em capturar todos os envolvidos em flagrante. A estratégia dos agentes agora foca no monitoramento de possíveis esconderijos e na pressão gerada pela repercussão do caso para que os demais foragidos se entreguem.
Existe uma forte expectativa por parte das autoridades de que os outros dois réus adultos se apresentem nas próximas horas acompanhados de seus representantes legais. A equipe de investigação mantém as buscas ativas e conta com o apoio de denúncias anônimas para localizar os indivíduos que ainda não foram encontrados desde a expedição das ordens judiciais de prisão preventiva.
Investigação de crimes anteriores
Durante o andamento deste inquérito, a Polícia Civil identificou indícios de que o grupo pode estar envolvido em outros dois casos de estupro ocorridos na capital fluminense com métodos similares. Uma das vítimas de um caso anterior, registrado em agosto de 2023, reconheceu dois dos atuais investigados como autores de abusos cometidos quando a jovem tinha apenas 16 anos.
O método utilizado pelos agressores repetiria o padrão de atrair as vítimas para apartamentos privados sob pretextos sociais ou de relacionamento antes de iniciar a violência coletiva. O delegado Ângelo Lages afirmou que a qualificação de novos participantes nestes crimes antigos está em andamento, o que pode aumentar consideravelmente a pena final dos envolvidos caso as condenações sejam confirmadas.
Rigor na aplicação da lei penal
A aceitação da denúncia pelo Tribunal de Justiça reforça o entendimento de que há elementos de materialidade e autoria suficientes para o prosseguimento da ação penal contra os acusados. O judiciário carioca tem priorizado casos de violência contra menores, mantendo o sigilo necessário para proteger a identidade da vítima enquanto o processo avança na fase de instrução e julgamento.
Impacto na segurança pública local
O episódio reacendeu o debate sobre a segurança em imóveis de aluguel por temporada e a vigilância em condomínios na Zona Sul do Rio de Janeiro. Moradores e frequentadores de Copacabana acompanham com atenção os desdobramentos das prisões, enquanto a polícia reforça que o monitoramento por câmeras e a rapidez na denúncia são cruciais para a resolução desses delitos graves.







