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Apple renomeia núcleos e apresenta super cores nos chips M5 Pro e M5 Max

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A Apple anunciou nesta semana os novos chips M5 Pro e M5 Max para os modelos atualizados de MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, introduzindo uma reorganização significativa na arquitetura de núcleos de CPU. O anúncio ocorreu em 3 de março (horário do Pacífico), com os dispositivos disponíveis para pré-venda a partir de 4 de março e chegada às lojas em 11 de março. Essa atualização traz uma nova nomenclatura para os núcleos de alto desempenho, agora chamados de super cores, enquanto surge um novo tipo de núcleo de desempenho em configuração híbrida avançada. A mudança visa otimizar o desempenho em tarefas profissionais e de inteligência artificial, com ganhos expressivos em multitarefa e eficiência energética.

Os chips M5 Pro e M5 Max adotam a recém-desenvolvida Arquitetura Fusion, que combina dois dies de 3 nanômetros de terceira geração em um único sistema em chip (SoC). Essa estrutura permite maior largura de banda de memória unificada e integração de componentes como CPU, GPU escalável, Neural Engine e controlador Thunderbolt 5. A Apple destaca que essa abordagem entrega até 30% mais desempenho em CPU para cargas de trabalho profissionais em comparação com a geração anterior.

A família M5 agora apresenta três tipos distintos de núcleos de CPU. Os super cores representam o design de maior desempenho, renomeados retroativamente nos chips M5 base já lançados em outubro de 2025. Esses núcleos garantem o desempenho single-threaded mais rápido do mundo em processadores para laptops e desktops. Ao lado deles, surgem novos núcleos de desempenho otimizados para multitarefa eficiente em consumo de energia, substituindo a configuração anterior que contava apenas com núcleos de alto desempenho e de eficiência.

Mudança na nomenclatura dos núcleos

A Apple alterou o termo “núcleos de alto desempenho” para super cores em toda a linha M5. Essa atualização aparece nas especificações oficiais dos MacBook Pro com M5 base, iPad Pro e Apple Vision Pro. A renomeação ocorreu simultaneamente ao lançamento dos M5 Pro e M5 Max.

Os super cores mantêm o mesmo design introduzido no M5 em 2025, com melhorias em largura de banda frontal, hierarquia de cache e predição de branches. Eles entregam velocidades de clock elevadas e pontuações recordes em benchmarks de núcleo único.

A introdução dos novos núcleos de desempenho cria uma camada intermediária na arquitetura. Esses núcleos derivam do design dos super cores, mas priorizam eficiência em workloads multithreaded, permitindo maior paralelismo sem elevar o consumo energético de forma significativa.

Configurações de CPU nos novos chips

O chip M5 base mantém sua estrutura original, agora com terminologia atualizada. Ele oferece opções de 9 núcleos (3 super cores + 6 núcleos E) ou 10 núcleos (4 super cores + 6 núcleos E). Essa configuração preserva o equilíbrio entre desempenho máximo e economia de bateria em dispositivos como MacBook Air e MacBook Pro de entrada.

Nos M5 Pro, as variantes incluem 15 núcleos (5 super cores + 10 novos núcleos de desempenho) ou 18 núcleos (6 super cores + 12 novos núcleos de desempenho). Essa distribuição reforça o foco em tarefas profissionais intensas.

O M5 Max adota exclusivamente a configuração de 18 núcleos (6 super cores + 12 novos núcleos de desempenho). A ausência dos núcleos E tradicionais nos modelos Pro e Max reflete a priorização de desempenho multithreaded, com os novos núcleos de desempenho assumindo funções de eficiência otimizada.

Arquitetura Fusion em detalhes

A Arquitetura Fusion conecta dois dies com interconexão de alta largura de banda e baixa latência. Essa técnica permite escalabilidade no número de núcleos e integração avançada de GPU com aceleradores neurais em cada núcleo.

A GPU nos M5 Pro e M5 Max alcança até 40 núcleos, com ganhos de até 4 vezes no pico de computação para IA em relação à geração anterior. A memória unificada mais rápida contribui para fluxos de trabalho de machine learning e renderização.

Os chips incorporam o chip de rede N1 da Apple, suportando Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. Isso melhora a conectividade sem fio em ambientes profissionais, com maior estabilidade e velocidade.

Desempenho anunciado pela Apple

A Apple afirma que os M5 Pro e M5 Max entregam até 30% mais desempenho em CPU para workloads profissionais. O ganho em single-threaded vem dos super cores, enquanto o multithreaded beneficia-se dos novos núcleos de desempenho.

O desempenho em IA atinge até 4 vezes mais velocidade que a geração anterior e 8 vezes em comparação com chips M1. Isso facilita tarefas on-device como processamento de modelos grandes de linguagem e edição de vídeo com efeitos avançados.

Os novos MacBook Pro mantêm até 24 horas de autonomia de bateria, display Liquid Retina XDR com opção nano-textura e armazenamento inicial dobrado (1 TB no M5 Pro e 2 TB no M5 Max). A conectividade inclui Thunderbolt 5 e sistema de som com seis alto-falantes.

A reorganização dos núcleos reflete uma evolução na estratégia da Apple para chips de alto desempenho. Os super cores destacam o foco em velocidade máxima, enquanto os novos núcleos de desempenho expandem a capacidade multitarefa sem comprometer a eficiência. Essa estrutura híbrida de três camadas posiciona os M5 Pro e M5 Max como opções avançadas para criadores, desenvolvedores e profissionais que demandam poder computacional elevado.

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