Cozinheiro é preso em shopping por dopar e estuprar duas colegas de trabalhoPor Beatriz
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O homem suspeito de dopar e estuprar duas colegas de trabalho foi preso em operação da Polícia Civil na quinta-feira (5), enquanto atuava na cozinha de um restaurante no Shopping Anália Franco, localizado no Tatuapé, zona leste de São Paulo. As vítimas, uma jovem de 19 anos e uma adolescente de 17 anos, relataram que o suspeito as induzia a frequentar sua residência, onde oferecia bebidas alcoólicas misturadas com substâncias sedativas. Após a sedação, ele cometia os abusos sexuais. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após pedido da delegacia especializada, com base em laudos toxicológicos que confirmaram a presença de sedativos nos exames das vítimas.
A investigação começou após o registro de boletim de ocorrência por uma das vítimas, o que levou a segunda a procurar a polícia para relatar fatos semelhantes. Os casos ocorreram na residência do suspeito, para onde ele levava as colegas aproveitando a proximidade no ambiente de trabalho. A polícia solicitou que outras possíveis vítimas entrem em contato com a 5ª Delegacia de Defesa da Mulher para inclusão no inquérito policial.
Prisão no local de trabalho
A equipe policial localizou o suspeito durante o expediente na cozinha do estabelecimento comercial. Ele foi detido sem resistência e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. A ação ocorreu de forma rápida após a confirmação das provas periciais.
O homem, que migrou da Bahia para São Paulo há cerca de um ano e meio, possui antecedentes criminais por estelionato e furto. As autoridades destacam que o suspeito utilizava a confiança gerada no ambiente profissional para aproximar-se das vítimas e convidá-las para sua casa.
Detalhes das investigações
Laudos toxicológicos realizados nas vítimas detectaram a mesma substância sedativa nas amostras coletadas, o que reforçou as acusações de estupro qualificado pelo uso de meio que impossibilitou a resistência. As vítimas prestaram depoimentos detalhados sobre as ocasiões em que foram convidadas para a residência e ingeriram as bebidas oferecidas.
A delegada responsável pelo caso enfatizou que o suspeito explorava a proximidade com as colegas para ganhar confiança antes de cometer os crimes. A polícia continua apurando se há mais vítimas envolvidas nos mesmos padrões de abordagem.
Modus operandi do suspeito
O homem convencia as jovens a irem até sua casa com pretextos variados, muitas vezes relacionados ao convívio no trabalho. No local, servia bebidas alcoólicas adulteradas com medicamentos sedativos, aguardando os efeitos para praticar os abusos. As vítimas relatavam perda de consciência parcial ou total durante os fatos.
Após os crimes, o suspeito mantinha contato normal no ambiente laboral, sem demonstrar alterações de comportamento que levantassem suspeitas imediatas. A descoberta ocorreu somente após as denúncias formais.
Antecedentes e perfil
O investigado tem histórico policial por crimes contra o patrimônio, como estelionato e furto, registrados anteriormente. Ele trabalhava no restaurante do shopping há período recente, o que facilitou o acesso às colegas. A migração recente para a capital paulista foi confirmada durante as diligências.
As autoridades prosseguem com o inquérito para aprofundar possíveis conexões e verificar se o padrão de comportamento se repetiu em outros contextos. A prisão preventiva visa garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.
Medidas adotadas pela polícia
A 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, responsável pelo caso, solicitou a prisão preventiva imediatamente após reunir elementos probatórios suficientes. A Justiça acatou o pedido, considerando a gravidade dos fatos e o risco de reiteração delitiva.
A polícia reforça o pedido para que qualquer outra pessoa que tenha sofrido abordagem semelhante procure a delegacia especializada. O sigilo das vítimas é preservado conforme legislação vigente.







