Os Estados Unidos iniciaram uma nova fase de seu conflito contra o Irã, anunciando um aumento substancial no poder de fogo direcionado ao território iraniano. Esta escalada inclui novos ataques ao programa de mísseis balísticos de Teerã e bombardeios à infraestrutura do regime. As declarações foram feitas por líderes do exército norte-americano em uma coletiva de imprensa, detalhando a intensificação das operações.
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), afirmou na quinta-feira, 5 de março de 2026, que a transição para esta nova fase visa desmantelar sistematicamente a capacidade iraniana de produção de mísseis futuros. Ele destacou que este processo já está em andamento e deve se estender por algum tempo.
Nos últimos dias, as forças dos EUA atingiram mais de 200 alvos no Irã e destruíram 30 navios de guerra iranianos desde o início do conflito. Entre os alvos recentes, um navio porta-drones iraniano foi atingido e incendiado, evidenciando a agressividade da nova estratégia militar.
Estratégia militar e alvos da nova fase
As autoridades norte-americanas forneceram informações sobre a próxima etapa do conflito contra o Irã, que inclui táticas mais devastadoras. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, presente na coletiva com o almirante Cooper, indicou que os bombardeios focariam diretamente na “infraestrutura do regime” iraniano.
Hegseth enfatizou que a capacidade de ataque sobre o Irã aumentará drasticamente. Ele advertiu que, se o que foi visto até agora impressionou, a magnitude do poder de fogo que está por vir, combinado com as forças de Israel, será multiplicada sobre o território iraniano.
Desde o sábado anterior, EUA e Israel travam uma guerra contra o Irã, iniciada após a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de membros da alta cúpula militar e governamental. O conflito atingiu seu sétimo dia na sexta-feira, 6 de março de 2026.
Tecnologia e superioridade aérea em foco
A nova fase da guerra prevê a utilização de bombas gravitacionais de alta precisão contra alvos estratégicos no Irã. Essa informação foi antecipada pelo almirante Dan Caine, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, na quarta-feira.
A estratégia de bombardeio será alterada, passando de grandes ondas para ataques mais pontuais e precisos, utilizando armamentos com ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg. Essa mudança reflete um esforço para maximizar a eficácia dos ataques.
A superioridade aérea total sobre o espaço iraniano, estabelecida nas últimas horas pelos Estados Unidos e Israel, é um pilar crucial desta nova etapa do conflito. A capacidade de operar sem oposição no ar garante maior liberdade para a execução dos bombardeios.
Persistência e determinação norte-americana
O secretário de Guerra Pete Hegseth reafirmou a determinação dos Estados Unidos em sustentar a guerra contra o Irã. Ele alertou que o regime iraniano comete um grave erro de cálculo se acredita na incapacidade americana de manter o conflito.
Hegseth declarou que não há falta de determinação ou munição por parte dos EUA, assegurando que o país pode continuar a guerra pelo tempo que for necessário. Ele ressaltou que Washington é quem define o cronograma das operações, indicando uma postura de controle e resiliência.
A operação, denominada “Fúria Épica”, demonstra a seriedade com que os Estados Unidos encaram o embate. A aliança com Israel e a utilização de recursos avançados sublinham o objetivo de alcançar a aniquilação das capacidades militares do Irã.
Destruição de alvos estratégicos e logísticos
O comando militar dos EUA detalhou a amplitude dos ataques realizados até o momento. A destruição de mais de 200 alvos nas últimas 72 horas incluiu infraestruturas críticas e bases militares. Estes ataques são parte do esforço para enfraquecer a capacidade de resposta do Irã.
Além disso, os 30 navios de guerra iranianos destruídos no conflito representam um golpe significativo para a marinha de Teerã. A eliminação do navio porta-drones, em particular, desarticula uma importante ferramenta de inteligência e ataque do Irã.
Ainda na quarta-feira, o chefe das Forças Armadas, Dan Caine, havia revelado que os EUA já haviam atingido mais de dois mil alvos iranianos desde o início do conflito. Este número massivo de ataques demonstra a vasta escala das operações militares.
Implicações regionais e globais da escalada
A intensificação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem reverberações significativas para a estabilidade no Oriente Médio e no cenário geopolítico global. A resposta do regime iraniano a essa nova fase de ataques ainda é uma incógnita, mas a escalada eleva as tensões a um patamar crítico.
Especialistas e analistas internacionais observam a situação com preocupação, avaliando os possíveis desdobramentos e a probabilidade de envolvimento de outras potências regionais e globais. O controle do programa de mísseis iranianos e a infraestrutura militar são pontos centrais do embate.

