Funcionário de creche condenado a 30 anos por estuprar e abusar de cinco crianças em BristolPor Janderson Luiz
5 min de leitura
![]() |
Nathan Bennett, de 30 anos, foi condenado a 30 anos de prisão por estuprar e abusar sexualmente de cinco meninos de dois e três anos enquanto trabalhava em uma creche no centro de Bristol. O juiz do Tribunal da Coroa de Bristol descreveu o réu como “maléfico”, “incorrigível” e “perigoso pedófilo” durante a sentença proferida nesta segunda-feira (16). Bennett cumpriu pena mínima de dois terços da condenação em regime fechado antes de possibilidade de progressão.
O caso veio à tona em fevereiro de 2025, quando o berçário Partou King Street Nursery suspendeu Bennett após revisão de imagens de câmeras de segurança mostrarem ele colocando as mãos dentro da roupa de uma criança. A direção da creche comunicou imediatamente o fato ao oficial designado pela autoridade local para casos envolvendo adultos que trabalham com crianças e à polícia de Avon e Somerset no dia seguinte. Uma investigação criminal de seis meses resultou em denúncias formais contra ele.
A creche encerrou as atividades em dezembro de 2025, após a Ofsted, órgão regulador de serviços infantis no Reino Unido, determinar o fechamento. Bennett iniciou o emprego no local em julho de 2024 e direcionava atenção especial a um grupo de cinco crianças, conforme apontou a acusação durante o processo.
Detalhes da condenação e crimes admitidos
O júri condenou Bennett em fevereiro de 2026 por dois estupros de criança menor de 13 anos, quatro agressões sexuais a criança menor de 13 anos e dois casos de agressão a criança por penetração. Ele já havia admitido previamente 13 outras acusações de natureza sexual relacionadas a quatro das vítimas.
O juiz William Hart destacou que Bennett agia de forma premeditada, aproveitando a posição de confiança para satisfazer desejos próprios. A sentença reflete a gravidade dos atos cometidos em ambiente que deveria ser seguro para as crianças.
Os crimes ocorreram entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, período em que Bennett trabalhava diretamente com os toddlers. A polícia classificou o caso como extremamente grave devido à vulnerabilidade das vítimas.
Reações das famílias das vítimas
Mães e pais das crianças apresentaram declarações lidas em audiência pela promotoria. Uma mãe descreveu o filho como menino alegre e brincalhão antes dos fatos, mas afirmou que a confiança dele foi destruída pelo abuso. Ela questionou quais lembranças a criança carregará ao compreender o ocorrido no futuro.
O pai de outra vítima relatou sensação de vazio interior ao descobrir os abusos, enquanto a mãe mencionou crises de choro intenso. A família apontou perdas profissionais e dificuldades financeiras para acessar terapia necessária após o trauma revelado.
Pais de mais uma criança notaram inicialmente que Bennett parecia paternal e desajeitado, o que gerou confiança inicial. Após os fatos, o menino passou a demonstrar obsessão pelo funcionário, sinal de manipulação durante o grooming, e a família relatou mudança de tristeza para raiva profunda.
Investigação e prisão
A polícia de Avon e Somerset iniciou a operação após denúncia da creche. Imagens de CCTV foram cruciais para identificar o comportamento inadequado e levar à suspensão imediata. Bennett foi preso após análise detalhada das provas coletadas durante os seis meses de apuração.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou evidências que demonstraram como Bennett selecionava as vítimas e as isolava para cometer os atos. O réu residia em Corston, perto de Bath, na época dos crimes.
O processo envolveu análise forense e depoimentos que reforçaram a narrativa da acusação sobre a premeditação e o abuso de posição de autoridade no berçário.
Consequências para o ambiente infantil
O fechamento da creche Partou King Street impactou diretamente as famílias que utilizavam o serviço no centro de Bristol. A decisão da Ofsted veio após avaliação de falhas na supervisão e proteção das crianças no local.
Autoridades reforçaram a importância de vigilância constante em instituições que cuidam de menores. O caso expôs vulnerabilidades em processos de verificação de antecedentes e monitoramento diário de interações entre funcionários e crianças.
Investigadores destacaram o tempo necessário para reunir provas sólidas em casos envolvendo vítimas tão jovens, que não conseguem relatar os fatos de forma clara.
Medidas judiciais aplicadas
O juiz determinou que Bennett cumpra pelo menos 20 anos em regime fechado antes de qualquer consideração para liberdade condicional. A condenação total de 30 anos reflete a multiplicidade e a severidade dos crimes contra as cinco vítimas.
A sentença ocorreu no Tribunal da Coroa de Bristol, mesmo local do julgamento anterior. Bennett permanece sob custódia desde a condenação em fevereiro.
O veredicto encerra a fase principal do processo, mas as famílias continuam lidando com as consequências emocionais e psicológicas a longo prazo.







