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Jonathan Wheatley deixou o cargo de chefe de equipe da Audi na Fórmula 1 com efeito imediato nesta sexta-feira, 20 de março. A saída ocorre apenas dois GPs após a estreia da marca alemã no grid em 2026, com a equipe enfrentando mudanças internas e buscando estabilidade. O executivo britânico é o principal nome para assumir a liderança da Aston Martin, onde deve trabalhar ao lado de Adrian Newey. A movimentação visa permitir que Newey concentre esforços no desenvolvimento técnico do carro AMR26, que passa por dificuldades no início da temporada. A Audi atribuiu a decisão a motivos pessoais, enquanto fontes indicam atritos internos e o desejo de Wheatley retornar à Grã-Bretanha.

A saída surpreendeu o paddock, já que Wheatley havia chegado à antiga Sauber em abril de 2025 para liderar a transição para a Audi. Ele contribuiu para os primeiros pontos da equipe na estreia, com Gabriel Bortoleto marcando na corrida inicial. A fabricante alemã emitiu comunicado oficial agradecendo a contribuição dele e desejando sucesso nos próximos projetos. Mattia Binotto, que já coordenava o projeto geral da Audi, assumiu interinamente as funções de chefe de equipe.

Saída motivada por questões internas e pessoais

O relacionamento entre Wheatley e Mattia Binotto, responsável pela coordenação técnica e operacional da Audi, apresentou tensões nos últimos meses. Divergências sobre decisões estratégicas e divisão de responsabilidades influenciaram a decisão do britânico. Além disso, o desejo de voltar à Grã-Bretanha pesou na escolha, já que a base da Audi fica em Hinwil, na Suíça.

Fontes próximas ao executivo destacam que o atrito não envolveu apenas questões profissionais, mas também adaptação ao modelo de gestão compartilhada. A Audi optou por uma estrutura dupla, com Binotto no comando amplo e Wheatley focado em operações de pista.

Jonathan Wheatley
Jonathan Wheatley – Jay Hirano / Shutterstock.com

Interesse da Aston Martin acelera negociação

A Aston Martin contactou Wheatley antes da saída oficial da Audi. Lawrence Stroll, dono da equipe britânica, busca um líder experiente para gerenciar operações diárias e relações externas. Isso liberaria Adrian Newey para dedicar-se integralmente ao design e à parceria com a Honda, essencial para o futuro do time.

Wheatley trabalhou com Newey na Red Bull durante os títulos de Sebastian Vettel e Max Verstappen. Essa experiência prévia facilita a integração, já que ambos conhecem bem o estilo de trabalho um do outro. A equipe de Silverstone enfrenta dificuldades com o AMR26, incluindo problemas de desempenho e confiabilidade.

Impacto na estrutura da Aston Martin

A chegada de Wheatley completaria um grupo de alto nível na Aston Martin. Nomes como Enrico Cardile e Andy Cowell já integram o projeto, e o britânico traria expertise em gestão de equipe e mídia. Fernando Alonso, piloto da equipe, reencontraria uma figura conhecida dos tempos de Renault, o que pode fortalecer a confiança interna.

Lawrence Stroll trabalha para reduzir o período de licença-gardening leave imposto pela Audi. A negociação avança rapidamente, com expectativa de anúncio em breve. A Aston Martin emitiu nota reforçando a confiança em Newey, mas admitiu ajustes na estrutura para otimizar resultados.

Audi reorganiza comando após saída

A Audi confirmou que Binotto acumulará as funções de chefe de equipe com suas responsabilidades atuais. A fabricante não planeja busca imediata por substituto direto, priorizando continuidade no projeto. O time marcou pontos na estreia de 2026, mas enfrenta desafios no desenvolvimento do motor para a nova era regulatória.

A saída de Wheatley ocorre em momento sensível, com o Grande Prêmio do Japão se aproximando. A equipe alemã busca manter o ímpeto inicial e resolver questões de dirigibilidade do power unit. Binotto deve liderar as operações de pista nos próximos eventos.

Reencontro histórico com Newey na Aston Martin

A parceria entre Wheatley e Newey remete aos anos de sucesso na Red Bull. Wheatley atuava como diretor esportivo, enquanto Newey liderava o design. Juntos, conquistaram múltiplos títulos de construtores e pilotos. Essa dinâmica pode acelerar o progresso da Aston Martin, que investe em nova fábrica e infraestrutura.

A equipe britânica passa por fase de transição, com foco em corrigir falhas do carro atual. A experiência de Wheatley em gerenciamento de crises e operações de corrida torna-o peça-chave para os objetivos de médio prazo.

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