Justiça converte prisão de suspeito de feminicídio de subtenente da PM em Campo GrandePor Bruna
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A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva de Gilberto Jarson, de 50 anos, principal suspeito da morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (6) dentro da residência do casal no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. Durante a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (8), o suspeito manteve a versão inicial de que a vítima teria cometido suicídio e que ele tentou impedir o ato.
As investigações tratam o crime como feminicídio e seguem em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Perícias técnicas, análise de celulares e oitivas de testemunhas estão previstas para esclarecer a dinâmica dos fatos. O relacionamento entre a vítima e o suspeito durava cerca de um ano e quatro meses, com moradia compartilhada há dois meses.
- O suspeito foi encontrado no local com a arma na mão logo após o disparo.
- Não existiam registros recentes de violência doméstica envolvendo o casal segundo a polícia.
- A defesa afirma que o acusado colaborou desde o início e assinou todos os termos.
Versão apresentada pelo suspeito
Gilberto Jarson alegou desde o primeiro momento que tentou evitar o suicídio da companheira. O advogado de defesa, Fernando dos Santos Melo, reforçou que o cliente permaneceu no imóvel e prestou todos os esclarecimentos às autoridades. A versão será confrontada com os resultados das perícias em andamento.
A defesa também mencionou que o casal enfrentava dificuldades no relacionamento e havia buscado aconselhamento meses antes. Registros antigos de violência doméstica do suspeito serão analisados no processo, conforme destacado pela própria defesa.

Detalhes da audiência de custódia
A juíza responsável pela audiência converteu a prisão em preventiva, determinando que o suspeito permaneça detido enquanto as investigações prosseguem. O caso pode seguir para julgamento pelo tribunal do júri, como previsto para crimes contra a vida. A defesa acredita que novas provas podem influenciar o rumo do processo.
Perícias devem incluir exame do local, análise balística e verificação de imagens ou registros que o suspeito afirma existirem para comprovar sua narrativa. A Polícia Civil trabalha para esclarecer eventuais contradições nas declarações iniciais.
Perfil da vítima e reação da PM
Marlene de Brito Rodrigues atuava no Comando-Geral da Polícia Militar, no setor de Ajudância-Geral, e possuía quase quatro décadas de serviço na corporação. Colegas destacaram sua dedicação, cordialidade e respeito no ambiente de trabalho e fora dele.
O subtenente Luiz Antônio de Souza lembrou a convivência diária com Marlene, descrevendo-a como uma profissional benquista por todos. Outro colega, o subtenente Cícero Barbosa, enfatizou o longo tempo de contribuição dela à segurança pública no estado.
Apoio institucional após o crime
Em nota oficial, o Comando-Geral da Polícia Militar lamentou a morte da subtenente e manifestou solidariedade à família, amigos e colegas. A corporação informou que designou equipes para prestar suporte aos familiares durante este período.
A investigação permanece sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que busca reunir todos os elementos para definir a classificação definitiva do caso. Marlene foi a primeira vítima de feminicídio registrada em Campo Grande em 2026.
Contexto do relacionamento
O casal morava junto havia dois meses no bairro Estrela Dalva. Vizinhos e relatos iniciais indicaram que não havia queixas formais recentes de agressões entre eles. A polícia segue colhendo depoimentos para mapear os últimos dias antes do ocorrido.
A análise de documentos e possíveis mensagens deve contribuir para entender melhor a dinâmica do relacionamento. Todos os elementos coletados serão encaminhados ao Ministério Público para as próximas etapas processuais.
Investigação em andamento
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher conduz os trabalhos com foco na elucidação completa dos fatos. Exames periciais no local e na arma devem trazer dados técnicos importantes para o inquérito.
O suspeito segue à disposição da Justiça na unidade prisional onde foi recolhido após a audiência. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das diligências policiais.







