Meio-irmão de Anna Kepner indiciado como adulto por homicídio e abuso sexual em cruzeiroPor Janderson Luiz
4 min de leitura
![]() |
O meio-irmão de Anna Kepner, identificado como T.H. em documentos judiciais, estava em liberdade provisória com tornozeleira eletrônica e supervisão de adulto na casa do tio quando os promotores federais decidiram pedir sua prisão até o julgamento. A mudança ocorreu após o jovem de 16 anos ser indiciado como adulto por homicídio em primeiro grau e abuso sexual agravado. O caso envolve a morte da jovem de 18 anos a bordo do navio Carnival Horizon em novembro de 2025.
Anna Kepner foi encontrada sem vida em 8 de novembro de 2025 na cabine que dividia com outros adolescentes, incluindo T.H. A causa da morte foi asfixia mecânica, conforme laudo do Instituto Médico Legal de Miami-Dade. O navio navegava em águas internacionais a caminho de Miami, na Flórida. T.H. foi preso em fevereiro de 2026 e inicialmente respondia ao processo como menor. Ele morava com o tio Devon Ziske sob condições restritas, como uso de monitor GPS e proibição de ficar sozinho com menores de 18 anos.
Mudança nas condições de liberdade
Os advogados de T.H. pediram ajustes recentes nas regras da liberdade provisória. O tio planejava se ausentar por alguns dias para um retiro religioso. A defesa solicitou que a esposa do tio assumisse a supervisão durante o período. Além disso, o jovem pediu autorização para acompanhar o pai em turnos de trabalho em uma empresa de paisagismo, onde atuaria como supervisor e não teria contato com menores.
Documentos indicam que o governo não se opôs inicialmente às modificações temporárias. Poucos dias depois, porém, os promotores federais apresentaram pedido para revogar a fiança. Eles alegam que T.H. representa perigo para a sociedade. O juiz ainda não decidiu sobre o pedido de prisão preventiva.
Cronologia do caso
A investigação começou logo após a descoberta do corpo. T.H. foi apontado como suspeito ainda em novembro de 2025. Em fevereiro de 2026, ele compareceu à Justiça federal em Miami e negou as acusações. Um magistrado permitiu que ele ficasse em liberdade com o tio, sob monitoramento eletrônico.
No dia 13 de abril de 2026, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o indiciamento como adulto. O caso, que estava selado, foi aberto por decisão judicial. Se condenado, T.H. pode pegar prisão perpétua. A promotoria sustenta que ele agrediu sexualmente e matou Anna Kepner intencionalmente durante a viagem da família.
- T.H. usava tornozeleira eletrônica com GPS
- Ficava proibido de ficar sozinho com menores de 18 anos
- Morava na residência do tio Devon Ziske em Titusville, na Flórida
- Advogados pediram ajuste para supervisão da esposa do tio durante ausência
- Solicitaram ainda permissão para ir ao trabalho do pai em paisagismo
Detalhes da acusação federal
O indiciamento inclui homicídio em primeiro grau e abuso sexual agravado. Os fatos teriam ocorrido entre 6 e 7 de novembro de 2025, em águas internacionais. A família viajava no Carnival Horizon. Anna Kepner, aluna do último ano do ensino médio em Titusville, dividia a cabine com o meio-irmão e outro adolescente.
O corpo foi localizado por uma camareira, escondido sob a cama. A investigação federal assumiu o caso devido à localização em alto-mar. T.H. foi transferido para julgamento como adulto por decisão da Justiça. A promotoria argumenta que a gravidade dos crimes justifica o tratamento como maior de idade.
Repercussão na família
A mãe biológica de Anna Kepner, Heather Wright, manifestou alívio com o indiciamento como adulto. Ela disse que esperava justiça para a filha. Anna era animadora de torcida e descrita por colegas e professores como uma jovem alegre e dedicada aos estudos na Temple Christian School.
A família Kepner acompanhou o caso desde o início. Documentos de disputa de guarda envolvendo os pais de T.H. já mencionavam a investigação em novembro de 2025. O processo federal corre na Corte do Distrito Sul da Flórida.
Próximos passos judiciais
O juiz responsável ainda deve analisar o pedido de prisão preventiva apresentado em 13 de abril. A defesa de T.H. não se manifestou publicamente sobre a nova solicitação. O caso segue em andamento, com o indiciamento formalizado por um grande júri federal.
As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre as provas. O foco agora está na decisão sobre a liberdade do acusado até o julgamento.







