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George Russell e Oscar Piastri participaram do primeiro dia de testes de desenvolvimento da Pirelli nesta terça-feira, no circuito de Nurburgring, na Alemanha. A sessão marcou o retorno de carros atuais da Fórmula 1 ao traçado alemão para auxiliar a fornecedora oficial de pneus na evolução dos compostos para as próximas temporadas. Mercedes e McLaren foram as equipes responsáveis por colocar seus pilotos titulares na pista durante a atividade técnica.

O cronograma de trabalho começou com desafios climáticos devido à chuva que atingiu a região durante a madrugada, deixando o asfalto úmido nas primeiras horas da manhã. Russell e Piastri iniciaram os trabalhos utilizando pneus intermediários até que a abertura do sol permitisse a transição para os pneus de pista seca. A partir desse momento, o foco total da Pirelli se concentrou no composto C3, que é a base da gama média de pneus da categoria.

Desempenho e volume de voltas na pista alemã

George Russell foi o piloto mais produtivo ao longo de todo o dia em Nurburgring. O britânico da Mercedes percorreu um total de 654 quilômetros, completando 127 voltas no traçado que exige bastante da estrutura lateral dos pneus. Russell focou em stints curtos de oito voltas para comparar diferentes variações químicas do composto C3, permitindo que os engenheiros da Pirelli coletassem dados de degradação imediata sob condições térmicas específicas.

A Pirelli aproveitou a oscilação térmica para validar como o composto reage a diferentes temperaturas de asfalto. Enquanto a temperatura ambiente se manteve baixa, não ultrapassando os 15°C, o sol fez com que a pista atingisse 37°C em determinados pontos. Esse diferencial é considerado valioso para o desenvolvimento de pneus que precisam oferecer aderência em condições de clima frio, comuns em diversas etapas do calendário europeu e em corridas noturnas.

Dificuldades técnicas limitam quilometragem da McLaren

Oscar Piastri teve uma jornada menos linear do que seu colega da Mercedes. O piloto australiano registrou 65 voltas, totalizando 335 quilômetros percorridos, mas viu seu tempo de pista ser drasticamente reduzido por problemas mecânicos no MCL40. Logo após o intervalo do almoço, uma falha técnica obrigou a equipe de Woking a recolher o carro para os boxes, onde os mecânicos trabalharam durante quase toda a tarde.

O retorno de Piastri ao asfalto ocorreu apenas nos minutos finais da sessão, o que impediu a realização de simulações de longa duração. Apesar do contratempo, a McLaren conseguiu cumprir parte do programa matinal, entregando dados iniciais sobre a performance do pneu C3 em superfícies que ainda guardavam resquícios de umidade. A marca italiana de pneus priorizou a consistência dos dados em vez da busca por tempos de volta rápidos, embora Russell tenha registrado a melhor marca do dia com 01min33s899, contra 01min35s096 de Piastri.

Programação e trocas de pilotos para o segundo dia

O trabalho de desenvolvimento da Pirelli em solo alemão continua nesta quarta-feira com alterações nas escalações de ambas as equipes. A Mercedes terá em pista o atual líder do Mundial de Pilotos, Andrea Kimi Antonelli, que assume o cockpit do W17 para dar sequência às avaliações de durabilidade. Pelo lado da McLaren, Lando Norris será o responsável por conduzir o carro e tentar recuperar o tempo perdido com a falha técnica registrada nesta terça-feira.

A Pirelli utiliza essas sessões privadas para definir as construções finais que serão utilizadas na próxima temporada da Fórmula 1. Os dados coletados em Nurburgring são fundamentais por ser um circuito de alta carga aerodinâmica, onde o estresse sobre os pneus é constante:

  • Foco exclusivo no composto C3 (gama média).
  • Comparação entre stints curtos (8 voltas) e simulações de corrida.
  • Análise de comportamento térmico com asfalto a 37°C.
  • Teste de novos materiais na estrutura interna dos pneus slick.
  • Validação de compostos intermediários em pista secante.

No final da tarde desta terça-feira, Russell realizou uma simulação de corrida completa com as soluções que apresentaram melhor desempenho nos testes matinais. Essa etapa final serviu para confirmar se o comportamento observado nas séries curtas de oito voltas se mantém estável em distâncias mais representativas de um Grande Prêmio. A Pirelli ainda não divulgou os detalhes técnicos das variações testadas, mantendo o sigilo habitual sobre os componentes experimentais que ainda não foram homologados pela FIA.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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