Por que o Rio de Janeiro é um ‘alerta’ para o Brasil, segundo o The EconomistPor Jeronimo Santos
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A The Economist publicou reportagem sobre a situação do Rio de Janeiro. A revista britânica apresentou o estado como exemplo de contradição. De um lado, o turismo bate recordes e projeta imagem de cartão-postal. Do outro, crises políticas e de segurança se acumulam.
O artigo, disponível desde 16 de abril, traça paralelo entre o crescimento de visitantes estrangeiros e os problemas internos. A publicação menciona o avanço de facções e milícias em áreas da cidade. O texto trata o caso fluminense como sinal para o restante do país.
The Economist contrasta turismo em alta com instabilidade política
O Rio de Janeiro recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros em 2025. Esse número reflete o impulso do chamado Brazil Core. A revista registra o esforço de promoção internacional da cidade como destino de festas e belezas naturais.
Ao mesmo tempo, a matéria aponta desafios de governança. O estado enfrenta sequência de escândalos. Políticos locais aparecem com frequência associados a casos de corrupção. A publicação descreve ambiente em que poder paralelo ganha espaço com tolerância de parte da elite.

A análise ressalta que a violência custa ao Rio cerca de US$ 2 bilhões por ano. Esse valor equivale a aproximadamente 1% do PIB estadual. O texto usa imagem forte para ilustrar a outra face da cidade.
- Facções controlam territórios extensos em comunidades
- Milícias atuam com influência em diferentes regiões
- Corrupção aparece ligada a parcelas do poder público
- Instituições enfrentam questionamentos sobre infiltração
- Turismo cresce apesar do cenário de insegurança
Impasse sucessório deixa estado sem governador titular
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março. O Tribunal Superior Eleitoral declarou sua inelegibilidade por oito anos. A decisão, tomada por 5 votos a 2, refere-se a abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O vice-governador Thiago Pampolha já havia deixado o posto em 2025. Com a dupla vacância, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente. Ele não possui experiência prévia em gestão executiva.
O Supremo Tribunal Federal analisa o formato da sucessão. Ministros discutem se a escolha do novo governador ocorrerá por eleição direta ou indireta. O julgamento foi suspenso em 9 de abril após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Não há data definida para retomada.
Cassação de ex-presidente da Alerj agrava crise institucional
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa, teve o mandato cassado. Ele permanece preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida envolve suspeita de vazamento de informações sigilosas em inquérito da Polícia Federal.
O caso liga-se a investigações sobre TH Joias. Esse ex-deputado estadual responde por supostas conexões com o crime organizado. A sequência de afastamentos e prisões contribui para o vácuo de poder no estado.
Condenação no caso Marielle Franco é citada como exemplo
Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal condenou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a mais de 76 anos de prisão. A sentença refere-se ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.
A The Economist menciona o episódio para ilustrar episódios de violência política recente. A reportagem conecta o crime a questões mais amplas de poder paralelo. O texto não limita o problema a casos isolados.
Violência armada e tolerância institucional marcam o cenário
A publicação percorre áreas dominadas por grupos armados. Ela descreve ambiente em que o Estado perde controle em partes do território. A análise associa o fenômeno a infiltração sistêmica do crime em instituições.
Especialistas e autoridades acompanham o debate sobre possíveis intervenções na segurança pública. O Rio convive com esse padrão há anos. A revista britânica registra o contraste com a narrativa de recuperação turística.
O artigo não propõe soluções específicas. Ele limita-se a expor a tensão entre imagem internacional e realidade interna. O impasse político atual prolonga a incerteza sobre o comando do estado até o fim do mandato.







