Lutador jiu-jítsu Renê Roque Zago, de 38 anos, espancou esposa e também feriu a filha de 6 mesesPor Luís Henrique Costa
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O lutador de jiu-jítsu Renê Roque Zago, de 38 anos, foi preso na segunda-feira (20/4) em Piracicaba, interior de São Paulo, após espancar sua esposa e ferir a filha do casal, uma bebê de apenas seis meses de idade. A agressão ocorreu depois que o homem se irritou com o tom de voz da mulher durante uma ligação telefônica com a mãe dela. A vítima sofreu um grave ferimento na cabeça e precisou ser socorrida pelas autoridades locais. Um dos golpes desferidos pelo agressor atingiu diretamente a criança, que é fruto do relacionamento entre Renê e a mulher. A ocorrência trouxe à tona um histórico de violência doméstica já conhecido pelas autoridades locais.
Agressão violenta choca Piracicaba
O incidente desencadeou-se quando Renê Roque Zago, de 38 anos, acordou e demonstrou irritação com o volume da voz de sua companheira, que conversava ao telefone com a própria mãe. Segundo relatos da Guarda Civil Municipal (GCM) de Piracicaba, a discussão rapidamente escalou para agressões físicas. A mulher foi encontrada em estado de choque pelas equipes de resgate. Ela apresentava um grave ferimento na cabeça, necessitando de atendimento imediato.
A violência contra a vítima só não se tornou ainda mais grave devido à intervenção crucial da sogra do agressor, que é também a mãe do suspeito. A presença e a ação dela foram fundamentais para impedir que o lutador prosseguisse com os ataques, potencialmente evitando consequências mais drásticas para a mulher. O impacto da situação foi sentido por todos os envolvidos.
Bebê de 6 meses também foi ferida
A crueldade da agressão atingiu um patamar ainda mais alarmante com a constatação de que a própria filha do casal, uma bebê de apenas seis meses, foi ferida durante o episódio. De acordo com as informações apuradas, um dos golpes direcionados à mãe acabou acertando a criança. A fragilidade da idade da bebê agrava a gravidade do ferimento.
A inclusão da criança como vítima ressalta a natureza indiscriminada da violência perpetrada pelo lutador. O fato de um bebê ter sido atingido gera grande preocupação. As autoridades estão acompanhando o estado de saúde da criança.
Histórico de violência e revogação de medida protetiva
Em depoimento às autoridades, a esposa de Renê Roque Zago revelou que o episódio de violência dessa segunda-feira não foi um caso isolado. Ela informou que o lutador possui um histórico de agressões, com incidentes anteriores que já haviam sido registrados oficialmente. No passado, a vítima chegou a formalizar uma queixa contra o companheiro. Essa denúncia anterior resultou na concessão de uma medida protetiva em seu favor, visando garantir sua segurança e afastamento do agressor.
Contrariando a orientação de proteção judicial, a mulher tomou a decisão de solicitar a revogação da medida protetiva após o nascimento da filha. O objetivo, segundo seu depoimento, era tentar uma reconciliação e restabelecer a vida familiar. No entanto, mesmo após a revogação e a tentativa de reatar o relacionamento, a vítima afirmou que os episódios de agressão por parte de Renê eram frequentes, indicando um ciclo contínuo de violência doméstica.
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Zago será responsabilizado perante a justiça por uma série de crimes. As acusações formalizadas contra ele incluem:
- Ameaça
- Lesão corporal
- Injúria
Ocorrência e prisão do suspeito
Após o ataque em sua residência, Renê Roque Zago tentou fugir do local para evitar a prisão em flagrante. Os agentes da Guarda Civil Municipal de Piracicaba foram rapidamente acionados. Eles iniciaram uma busca imediata pelo agressor, mobilizando recursos para localizá-lo.
A agilidade da GCM foi determinante para o desfecho da situação. Os guardas municipais conseguiram identificar e interceptar o lutador. Ele foi detido e, em seguida, conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba, onde foi lavrado o boletim de ocorrência e iniciados os procedimentos legais cabíveis.
Desdobramentos legais e proteção à vítima
A prisão de Renê Roque Zago é um passo importante no processo de responsabilização pelos atos de violência. Na DDM de Piracicaba, o lutador foi autuado pelos crimes já mencionados, dando início à sua jornada legal. A delegacia especializada na defesa da mulher é responsável por garantir o acolhimento da vítima e a correta aplicação da lei.
O caso agora seguirá para as próximas etapas processuais. A Justiça avaliará as provas e depoimentos colhidos. As autoridades reforçam a importância de denunciar qualquer forma de violência doméstica. Medidas protetivas podem ser solicitadas novamente para a vítima e a criança, garantindo sua segurança futura.







