Padrasto confessa estrangulamento de menino de 11 anos em Nantan, no JapãoPor Janderson Luiz
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O padrasto de um menino de 11 anos disse à polícia que parou em um banheiro público depois de levar a criança para perto da escola. A declaração veio durante as buscas pelo garoto desaparecido em Nantan, na província de Kyoto. O corpo de Yuki Adachi foi encontrado semanas depois em uma floresta da cidade.
A polícia da província de Kyoto realizou perícia no local público em 18 de abril. O banheiro fica a cerca de 2 quilômetros da casa do suspeito e 9 quilômetros da Escola Primária Sonobe. Equipes passaram cerca de quatro horas no local e nos arredores.
Declarações iniciais do suspeito levantam suspeitas
Yuki Adachi, de 37 anos, foi preso em 16 de abril sob suspeita de abandono de cadáver. Ele admitiu a acusação durante o interrogatório. O homem contou que levou o menino de carro na manhã de 23 de março e depois parou sozinho no banheiro público.
Imagens de câmeras de segurança da escola mostram o carro do suspeito nas proximidades, mas o menino não aparece nelas. Yuki Adachi jantou em casa na noite anterior ao desaparecimento e estava vivo naquela ocasião.
- O suspeito afirmou ter levado o enteado até perto da escola
- Ele disse ter parado em banheiro público após o trajeto
- Câmeras registraram o veículo, mas não a criança
- Polícia verificou o banheiro como possível pista
Corpo foi descoberto após ampla busca
Mais de mil pessoas participaram das operações de localização. O corpo apareceu em 13 de abril em uma área arborizada de Nantan, entre a casa e a escola. Não havia sinais aparentes de ferimentos causados por objetos cortantes.
A polícia continua a apurar a causa da morte. O suspeito indicou ter estrangulado a vítima. Ele também pesquisou no smartphone maneiras de se desfazer de um corpo por volta da data do desaparecimento.
Movimentação do corpo chama atenção dos investigadores
Fontes das investigações apontam que o corpo pode ter sido levado a diferentes pontos antes de ficar na floresta. O banheiro público ganhou destaque porque fica na rota entre a residência e a unidade de ensino. Peritos analisaram o interior e o entorno do local.
O suspeito deletou parte das imagens da câmera do carro, segundo detalhes apurados. Ele casou com a mãe do menino há poucos meses e adotou o mesmo sobrenome da família. A viagem de lua de mel planejada para o dia seguinte ao desaparecimento foi cancelada.
Detalhes técnicos da perícia no banheiro
A verificação no banheiro ocorreu enquanto a busca ainda avançava em outras frentes. Equipes usaram técnicas forenses padrão para coletar possíveis vestígios. O local é de uso público e fica em área turística próxima ao parque Rurikei.
Investigadores cruzaram depoimentos, imagens e dados de celular. O menino não chegou à escola no dia 23 de março. A denúncia de desaparecimento partiu da família horas depois.
A polícia mantém o foco na sequência exata de eventos desde a manhã do dia 23 até a descoberta do corpo em 13 de abril. Vários aspectos, incluindo o motivo, seguem em apuração.







