Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Quarenta anos de carreira deixaram marcas profundas no corpo de Hulk Hogan. A dor constante marcou o período dele na TNA após o divórcio de Linda Hogan em 2009.

O ícone do wrestling abriu detalhes sobre o uso de fentanil em quantidades perigosas na série documental “Hulk Hogan: Real American”, da Netflix. O material traz a última entrevista gravada por ele antes da morte, em julho de 2025, por ataque cardíaco. Hogan assinou com a TNA em busca de estabilidade financeira depois de entregar grande parte dos bens na separação. Logo percebeu que o físico não acompanhava o ritmo exigido pelo ringue.

Ele descreveu a rotina diária com o opioide. Tomava dois comprimidos de 80 miligramas pela manhã, colocados sob a gengiva. Usava ainda dois adesivos de 300 miligramas nas pernas e recebia seis pirulitos de 1.500 miligramas para consumir ao longo do dia. Um farmacêutico teria alertado que nunca vira um ser humano ingerir tanto fentanil e que ele deveria estar morto.

Dores acumuladas de décadas no wrestling

Hogan enfrentou lesões constantes ao longo da trajetória. Movimentos repetitivos e impactos no ringue geraram problemas crônicos nas costas e em outras articulações. Depois do divórcio, a necessidade de voltar a lutar por dinheiro intensificou o quadro.

Ele relatou episódios em que a dor o impedia de deitar. Dormia sentado em uma cadeira. Qualquer movimento pequeno, como mexer um dedo, provocava espasmos que torciam toda a coluna. A TNA contratou Hogan como grande atração, mas a condição física dele logo se tornou evidente para a promoção e para o próprio lutador.

A dependência surgiu como forma de continuar no trabalho. Hogan admitiu que recorria ao fentanil para aguentar treinos e apresentações. O período na TNA durou até 2013, quando o contrato expirou. A última aparição dele no ringue aconteceu em 2012.

O que a série documental revela

“Hulk Hogan: Real American” estreou nesta semana na Netflix. A produção acompanha a vida dele desde os anos de ascensão na WWE até os momentos mais difíceis. A entrevista final foi gravada meses antes da morte aos 71 anos.

Produtores reuniram imagens de arquivo, depoimentos e trechos inéditos. O foco inclui os bastidores do divórcio, problemas financeiros e o impacto das lesões. Hogan aparece falando diretamente sobre como o fentanil se tornou parte da rotina diária na TNA.

  • Dois comprimidos de 80 mg sob a gengiva pela manhã
  • Dois adesivos de 300 mg nas pernas
  • Seis pirulitos de 1.500 mg ao longo do dia
  • Alerta do farmacêutico sobre dose letal
  • Dor que obrigava dormir sentado

A lista resume os pontos centrais contados por ele na gravação. A série não poupa detalhes sobre os riscos que o lutador assumiu para manter a carreira.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Hulk Hogan (@hulkhogan)

Contexto do divórcio e retorno ao ringue

O casamento com Linda Hogan terminou em 2009. Hogan afirmou ter dado “tudo” na separação para encerrar o processo. Sem reservas financeiras, ele aceitou a proposta da TNA para voltar ao circuito.

A promoção via nele um nome capaz de atrair público. No entanto, as dores acumuladas de anos de lutas limitavam o desempenho. Hogan usou o fentanil como suporte para honrar o compromisso. O relato dele na série destaca a pressão para entregar o que os fãs esperavam.

Amigos e pessoas próximas da época confirmam que o lutador escondia o grau de sofrimento. Ele seguia treinando e aparecendo em eventos, mas o corpo cobrava o preço. A saída da TNA em 2013 marcou o fim da fase ativa no ringue principal.

Legado e repercussão do documentário

A Netflix lançou o projeto como homenagem à carreira de Hulk Hogan. A produção ganhou atenção imediata por trazer revelações diretas do próprio ícone. Fãs e jornalistas especializados em wrestling comentam a coragem de expor problemas de saúde tão graves.

O wrestling profissional acumula casos de lutadores que lidam com dores crônicas. Muitos recorrem a medicamentos fortes para continuar. A história de Hogan coloca luz sobre esse lado pouco mostrado do esporte.

A série já está disponível na plataforma. Ela mistura momentos de glória com as dificuldades pessoais. Hogan aparece como um homem que deu tudo pelo ringue, inclusive arriscando a própria vida.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  2. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  3. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  4. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  5. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  6. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  7. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  8. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

  9. Benefícios

    13º salário 2026: empresas devem pagar 1ª parcela até 30 de novembro no Brasil com metade do rendimento sem desconto

  10. EUA

    Eleição para governador nos EUA: Keisha Lance Bottoms vence na Geórgia e Byron Donalds fatura a Flórida

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.