Ambev (ABEV3) alcança recorde de volume de cerveja no Brasil no 1º trimestre com marcas premiumPor Carolina Costa
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A Ambev divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 com destaque para o mercado brasileiro. A companhia vendeu 23,429 milhões de hectolitros de cerveja no país. O volume cresceu 1,2% na comparação com o mesmo período de 2025 e marcou recorde para um primeiro trimestre.
A performance veio impulsionada principalmente pelas marcas premium. A Heineken, principal concorrente, reportou queda de volume no Brasil no mesmo trimestre. O resultado reforça a posição da Ambev na disputa pelo mercado.
Marcas premium sustentam avanço no volume
O portfólio premium da empresa cresceu em ritmo mais forte. Marcas como Stella Artois, Corona e Original contribuíram para o desempenho. A companhia destacou que o mix de produtos ajudou a elevar a receita operacional líquida por hectolitro em 8,3%.
- Volume de cerveja no Brasil: 23,429 milhões de hectolitros (+1,2%)
- Receita operacional líquida por hectolitro (ROL/hl) da cerveja: +8,3%
- Custo de produtos vendidos por hectolitro (ex-depreciação, ex-marketplace): +14,6%
- Despesas SG&A (ex-depreciação, ex-marketplace): +3,4%
O crescimento ocorreu apesar de um cenário de consumo pressionado no início do ano. A Ambev ganhou participação de mercado em relação ao concorrente holandês.
Resultados financeiros consolidados da companhia
A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,885 bilhões no período. O número representa alta de 2,1% sobre o primeiro trimestre de 2025. A receita líquida totalizou R$ 22,464 bilhões, com crescimento orgânico de 8,1%.
O Ebitda ajustado consolidado ficou em torno de R$ 7,5 bilhões. O volume total da operação no Brasil, incluindo bebidas não alcoólicas, chegou a 32,013 milhões de hectolitros. Esse total caiu 0,2% na base anual.
O segmento de bebidas não alcoólicas registrou volume de 8,583 milhões de hectolitros. A queda foi de 3,9%, mas a empresa apontou melhora sequencial desde o segundo semestre de 2025. O portfólio sem açúcar cresceu na casa dos 15%.
Comparação com concorrente e dinâmica de mercado
A Heineken reportou redução de volume de cerveja no Brasil entre 1% e 3% no trimestre. Fatores como carnaval mais curto e enfraquecimento nas vendas influenciaram o desempenho do grupo holandês. A Ambev, por outro lado, avançou mesmo com base de comparação elevada.
O mercado brasileiro de cerveja continua concentrado. A Ambev lidera em volume e reforça presença no segmento premium. Analistas acompanham a disputa entre as duas principais players.
Custos e eficiência operacional
O custo de produtos vendidos por hectolitro subiu 14,6%, refletindo principalmente câmbio e commodities. A empresa citou impactos desses fatores nos números. Mesmo assim, as despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram apenas 3,4%, graças a ganhos de eficiência em distribuição.
A gestão de mix e preços ajudou a compensar pressões de custo. A receita por hectolitro avançou de forma relevante no Brasil. Esse movimento sustentou a rentabilidade no trimestre.
Perspectivas para o restante do ano
A Ambev mantém estimativas de alta de custo de produtos vendidos por hectolitro entre 4,5% e 7,5% para 2026, excluindo depreciação, amortização e marketplace. A companhia continua focada em inovação no portfólio e expansão de marcas premium.
O resultado do primeiro trimestre mostra resiliência no principal mercado. A operação brasileira representou motor importante para os números consolidados.







