Di María critica Milito e acusa Racing de não aceitar crescimento do interiorPor Jeronimo Santos
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Ángel Di María rebateu as críticas de Diego Milito, presidente do Racing Club, após a vitória do Rosario Central sobre a equipe de Avellaneda. O campeão da Copa do Mundo de 2022 publicou um desabafo em sua conta no Instagram na madrugada de quinta-feira, acusando Milito de não conseguir gerir o próprio clube enquanto critica a situação do futebol argentino.
A controvérsia começou quando surgiram boatos sobre tratamento preferencial ao Central na Liga Profissional de 2025. Milito manifestou-se veementemente contra Claudio Tapia e a direção da Associação do Futebol Argentino, alegando cenário “quebrado” no campeonato. Di María, então, respondeu com crítica incisiva ao dirigente do Racing.
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Resposta de Di María ataca gestão do Racing
“Como é irritante ver o Central brigando por tudo, como é irritante ver times do interior ganhando, ninguém assume a responsabilidade pelas derrotas, hoje é mais fácil criticar o Central do que admitir os próprios erros”, afirmou o atacante. Ele acusou setores do futebol portenho de resistir ao crescimento das equipes do interior argentino.
O jogador ampliou a crítica. Questionou decisões arbitrais anteriores contra o Rosario Central e defendeu a lisura das competições atuais. “Ninguém comentou sobre quantas vezes o Central foi prejudicado por decisões da arbitragem, mas hoje em dia as decisões estão sempre erradas, não é uma loucura?”
Crítica indireta a Milito sobre gestão
Di María dirigiu ataques velados ao presidente do Racing sem nomeá-lo. “Muitos daqueles que querem ‘mudar o futebol’ nem sequer conseguem gerir o próprio clube. A mídia mais poderosa está em Buenos Aires, por isso nós, do interior, sempre tivemos que ficar calados, mas não vamos mais ficar calados”, escreveu.
O campeão mundial ressaltou que o crescimento do interior provoca incômodo entre dirigentes tradicionais. Segundo Di María, essa reação vem de setores que historicamente dominavam o futebol argentino e agora enfrentam competição de times como Rosario Central, Unión e Atlético Tucumán.
Controvérsia sobre impedimento de Veliz
Di María entrou em detalhes sobre a polêmica que marcou o jogo entre Central e Racing nas quartas de final. Ele contestou a marcação de impedimento no gol de Veliz pelo Rosario Central. “O gol do Veliz não foi impedimento. Havia duas câmeras focadas na jogada, e encontraram a que flagrou o impedimento. Que coincidência, não é?”
O atacante questionou a integridade da análise de vídeo utilizada no futebol argentino:
- Suspeita de seleção de câmeras para confirmar impedimento
- Insinuação de conspiração contra times do interior
- Crítica à resistência de dirigentes portenhos ao crescimento competitivo
- Defesa da igualdade de condições entre todos os clubes
“Aí querem que os campeões mundiais venham jogar na Argentina. Pra quê? Só para dizerem que estão nos ajudando? Que o futebol está manchado?”, questionou Di María.
Contexto de tensão na Liga Profissional
A disputa reflete a polarização crescente no futebol argentino. Rumores sobre vantagens ao Rosario Central geraram reações de clubes tradicionais, incluindo o Racing, que venceu o Campeonato Profissional em 2023 e disputa relevância com equipas consolidadas historicamente.
Milito havia se posicionado criticamente contra a direção da AFA dias antes, acusando interferências na competição. Di María respondeu invertendo a acusação, apontando que a verdadeira resistência vem de dirigentes que não aceitam o fortalecimento de equipes do interior.
O comentário final de Di María sintetiza seu argumento: “O futebol não está manchado, agora somos todos iguais, e isso incomoda as pessoas”. A frase ressalta sua percepção de que o aumento da competitividade gera desconforto em setores tradicionalmente hegemônicos do futebol portenho.
A polêmica evidencia as fraturas internas da Liga Profissional argentina, onde questões de equidade competitiva, decisões arbitrais e poder de mídia convergem em confrontos públicos entre jogadores, dirigentes e administradores da competição.
















