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A ex-lutadora e atriz Gina Carano volta a lutar profissionalmente neste sábado (16) contra Ronda Rousey. O combate encerra a programação do card no Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia. Carano não competia desde agosto de 2009, quando perdeu para a brasileira Cris Cyborg. A norte-americana de 44 anos passou os últimos anos focada em sua carreira cinematográfica em Hollywood.

Este duelo coloca frente a frente duas das maiores responsáveis pela popularização do MMA feminino no mundo. Rousey, que estreou no UFC em 2013, já declarou publicamente que só se tornou atleta devido ao caminho aberto por Carano no Strikeforce. A expectativa de público para o evento em solo californiano é de casa cheia, consolidando o retorno da “face do MMA” ao esporte.

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Carreira de Gina Carano começou no basquete e muay thai

Nascida no Texas em 1982, Gina Joy Carano teve uma criação ligada aos esportes de alto rendimento. Ela é filha de Glenn Carano, antigo quarterback que atuou na NFL. Antes de descobrir as artes marciais, a atleta defendeu o time de basquete da Trinity Christian High School, em Las Vegas. A transição para o combate ocorreu por meio do muay thai, modalidade que serviu de base para sua entrada definitiva nas artes marciais mistas.

A trajetória profissional de Carano teve início em junho de 2006. Logo na estreia, ela superou Leiticia Pestova e, poucos meses depois, venceu Rosi Sexton. Ainda naquele ano, a lutadora debutou no Strikeforce com uma vitória por decisão unânime sobre Elaina Maxwell. O sucesso imediato transformou a norte-americana no primeiro grande símbolo midiático das lutas femininas.

Invicto terminou em combate histórico contra Cris Cyborg

Entre as temporadas de 2007 e 2008, Gina Carano acumulou resultados positivos no EliteXC. Ela venceu nomes como Julie Kedzie, Tonya Evinger e Kaitlin Young. O auge técnico daquela fase ocorreu na vitória sobre Kelly Kobold, que manteve sua invencibilidade. Em 2009, o retorno ao Strikeforce reservou o momento mais importante da categoria até então.

  • Gina Carano protagonizou o primeiro “main event” feminino em solo americano.
  • O combate contra Cris Cyborg ocorreu em agosto de 2009.
  • Carano sofreu sua única derrota na carreira por nocaute no primeiro round.
  • Após o revés, a lutadora decidiu interromper a trajetória no cage.
  • O cartel da norte-americana registra sete vitórias e apenas uma derrota.

Transição para o cinema incluiu franquias como Velozes e Furiosos

Longe das lutas, Gina Carano construiu uma filmografia consistente ao longo de quatorze anos. A estreia nos cinemas aconteceu com uma participação discreta em “Blood and Bone” no ano de 2009. Entretanto, o reconhecimento global veio em 2011, quando protagonizou o longa “A Toda Prova”, dirigido por Steven Soderbergh. Na obra, ela interpretou Mallory Kane, uma agente de espionagem em busca de vingança.

O currículo da atriz inclui papéis em grandes produções de ação. Em 2013, ela deu vida à personagem Riley Hicks no filme “Velozes e Furiosos 6”, onde contracenou com Dwayne Johnson. No ano seguinte, estrelou “Sangue na Veia”. Sua presença em produções de cultura pop também contou com a participação no filme “Deadpool”, de 2016, no papel de Pó de Anjo. O trabalho mais recente na indústria cinematográfica foi “Tensão em Montana”, lançado em 2022.

Respeito mútuo marca o encontro de gerações na Califórnia

O retorno de Gina Carano é celebrado por Ronda Rousey como um tributo à história do esporte. Em entrevistas anteriores, Rousey afirmou que a influência de Carano mudou radicalmente sua vida. Para a ex-campeã do UFC, o trabalho de Gina no cinema ajudou a trazer um público novo que não conhecia o MMA por completo. Agora, as duas pioneiras testam suas habilidades em um confronto que era esperado pelos fãs há mais de uma década.

A preparação de Carano para este sábado envolveu um longo período de treinamentos específicos para recuperar o ritmo de competição. Embora o tempo de inatividade seja um fator determinante, a experiência acumulada no início da década de 2000 é vista como um diferencial. O evento em Inglewood marca não apenas um retorno individual, mas a celebração de um legado que permitiu o crescimento das artes marciais femininas em escala global.

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