Verstappen corre 24h de Nurburgring com Mercedes e repete trajetória de Nelson PiquetPor Thiago Lemos
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Max Verstappen confirmou sua participação nas 24 Horas de Nurburgring, prova de resistência tradicional na Alemanha, entre os dias 14 e 16 de maio de 2026. O tetracampeão mundial de Fórmula 1 aproveita a pausa no calendário da categoria principal, antes do Grande Prêmio do Canadá, para realizar o desejo de competir no circuito de Nordschleife. Ele será o 34º piloto com passagem pela F1 a encarar o desafio no traçado conhecido como “Inferno Verde”.
A iniciativa coloca o holandês em uma seleta lista de competidores que buscaram o sucesso na resistência alemã. Entre os nomes que já passaram pela prova está o brasileiro Nelson Piquet, tricampeão da F1 e sogro de Verstappen. Piquet disputou a edição de 1994, três anos após se aposentar da categoria máxima do automobilismo mundial. Na ocasião, o brasileiro terminou na quarta colocação geral pilotando uma BMW.

Estrutura da equipe e parceiros de pista
Verstappen competirá pela Team Verstappen, em uma operação técnica realizada em parceria com a Mercedes. O piloto guiará um modelo Mercedes AMG GT3, dividindo as responsabilidades do volante com outros três nomes experientes no cenário de provas de longa duração. A estratégia visa aproveitar o conhecimento técnico de especialistas em GT para buscar um resultado expressivo na classificação geral da prova.
- Dani Juncadella: piloto espanhol com experiência no Mundial de Endurance da FIA.
- Jules Gounon: competidor francês vencedor de corridas no Campeonato GT.
- Lucas Auer: sobrinho do ex-piloto Gerhard Berger e destaque na categoria DTM.
- Max Verstappen: responsável por liderar o projeto da própria equipe na estreia.
O revezamento entre os competidores é um dos pilares da competição, que exige preparo físico e concentração extrema. Cada piloto pode conduzir o veículo por até três horas seguidas antes da troca obrigatória nos boxes. A largada está programada para as 15h de sábado, no horário local, com o encerramento exatamente 24 horas depois. O percurso total soma mais de 25 quilômetros de extensão, integrando o traçado moderno e a lendária porção norte da pista.
Trajetória de campeões da F1 na resistência alemã
A história da prova registra vitórias marcantes de pilotos que também brilharam na Fórmula 1 ao longo das décadas. Niki Lauda, por exemplo, conquistou o topo do pódio em Nurburgring no ano de 1973, apenas dois anos antes de garantir seu primeiro título mundial. Outro destaque histórico pertence a Keke Rosberg, que venceu a corrida alemã em 1982. Naquele mesmo ano, o finlandês se sagrou campeão mundial de pilotos na F1, um feito raro de ser repetido.
Diferente de Verstappen, que compete em meio à temporada regular da F1, muitos veteranos buscaram a prova após a aposentadoria. O grid de 2026 reforça a tendência de intercâmbio entre categorias, algo que o holandês sempre defendeu publicamente em suas entrevistas recentes. A participação de um tetracampeão em atividade atrai atenção global para o evento, aumentando a visibilidade das marcas envolvidas no projeto.
Desafios técnicos do circuito de Nordschleife
O circuito de Nurburgring-Nordschleife é considerado um dos mais perigosos e técnicos do mundo devido à sua configuração geográfica. São 170 curvas distribuídas em uma região de floresta com variações constantes de elevação e condições climáticas imprevisíveis. Erros mínimos podem resultar em abandonos imediatos, já que as áreas de escape são reduzidas em comparação aos circuitos modernos da FIA.
A preparação de Verstappen incluiu sessões de treinos específicos e corridas classificatórias para adaptação ao carro de Gran Turismo. Embora domine os monopostos, a dinâmica de um carro de GT3 exige uma pilotagem menos agressiva em certos setores para preservar os pneus e componentes mecânicos. O gerenciamento de tráfego também é crucial, dado que centenas de carros de diferentes categorias compartilham a pista simultaneamente.
Lista de pilotos que migraram da F1 para Nurburgring
O histórico de participações de ex-F1 na prova alemã é extenso e conta com brasileiros além de Piquet e Ingo Hoffmann. A relação oficial mostra que 26 pilotos disputaram a corrida após terem iniciado suas carreiras na categoria de elite. Alguns retornaram diversas vezes, transformando-se em especialistas no traçado de Eifel após deixarem os monopostos.
- Pedro Lamy: recordista entre ex-F1 com participações entre 2001 e 2016.
- Tiago Monteiro: competiu recentemente nas edições de 2019 a 2024.
- Ingo Hoffmann: representou o Brasil na década de 90 em parceria com Piquet.
- Timo Glock: integrou o grid na edição anterior da prova em 2024.
- Alexander Wurz: iniciou sua trajetória na resistência alemã ainda em 1992.
Além desses nomes, figuram na lista pilotos como Jack Brabham, Arturo Merzario e Nick Heidfeld. O movimento de Verstappen é visto por analistas como um marco para o automobilismo moderno, unindo o prestígio da F1 com a tradição do endurance. O resultado deste fim de semana servirá de base para futuras incursões do piloto em outras provas clássicas, como as 24 Horas de Le Mans.







