Morto a tiros em Divinópolis: homem usava plástico preto para burlar tornozeleira eletrônicaPor Carolina Costa
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Um homem de 34 anos foi morto a tiros no bairro Icaraí, em Divinópolis, na noite deste sábado (16). A vítima usava tornozeleira eletrônica envolta em plástico preto, o que levanta suspeita de tentativa de burlar o sistema de monitoramento. Dois suspeitos realizaram o crime.
A Polícia Militar identificou que o aparelho de rastreamento estava deliberadamente coberto com material opaco. Essa ocultação sugere que o monitorado buscava bloquear ou interferir no sinal transmitido pelo equipamento. O homem tinha antecedentes criminais registrados por lesão corporal.
Circunstâncias do crime e primeiras evidências
Conforme o relato policial, dois indivíduos perseguiram a vítima a pé pelo bairro Icaraí. Um deles disparou várias vezes usando arma de fogo calibre .380. Os tiros atingiram fatalmente o alvo.
No local do crime, as equipes militares recolheram material de investigação:
- Oito estojos deflagrados calibre .380
- Três munições intactas do mesmo calibre
- Uma pedra semelhante a crack junto ao corpo da vítima
- Tornozeleira eletrônica envolta em plástico preto
A quantidade de munições coletadas indica disparos contínuos e precisos. O calibre .380 é arma comum em crimes de execução na região. A presença de entorpecente junto ao corpo amplia o escopo investigativo sobre possíveis ligações com tráfico ou acertos de contas.
Histórico carcerário e antecedentes
O homicida tinha trajetória documentada no sistema prisional mineiro. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi libertada do presídio Floramar em março deste ano. Seu registro policial anterior indicava envolvimento em lesão corporal, crime contra a pessoa.
A saída da prisão há aproximadamente quatro meses sugere que o indivíduo retornou à liberdade recentemente e estava sob monitoramento eletrônico. O dispositivo de rastreamento, porém, fora objeto de tentativa de sabotagem com cobertura plástica.
Investigação e buscas em andamento
Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou apresentado à polícia. As equipes da Polícia Militar continuam em operações de rastreamento para identificar, localizar e capturar os autores. O trabalho investigativo segue padrões de crimes de homicídio qualificado com circunstâncias agravantes.
A perícia técnica recolheu evidências balísticas e forenses no local. Os estojos e munições serão submetidos a análise comparativa com banco de dados de armas utilizadas em outros crimes na região. A pedra de crack pode indicar contexto de disputa por território ou pontos de venda de drogas.







