Um conselheiro do Condado de Washington em Tennessee enfrenta acusação de crime sexual após comentário ofensivo e toque inapropriado contra uma estudante adolescente durante reunião pública transmitida ao vivo em abril. Keith Ervin, membro do conselho escolar, será processado pela conduta que ocorreu diante de testemunhas e câmeras de transmissão online.
A estudante alega que Ervin fez comentário depreciativo, tocou seu ombro de forma inapropriada e reiterou o gesto momentos depois. O episódio foi registrado pela transmissão ao vivo da reunião.
Incidente aconteceu durante sessão pública do conselho
Na reunião de abril, Ervin se inclinou para perto da menor sentada à mesa do conselho. Ele passou o braço em volta do ombro dela e fez comentário ofensivo. O conselheiro, então, perguntou à jovem em qual escola ela estudava, mantendo contato físico durante a interação.
Após ela se afastou, Ervin pareceu apertar o ombro da estudante uma segunda vez, conforme mostrou a gravação da transmissão ao vivo da sessão. O comportamento foi capturado integralmente pelas câmeras.
Imagens do episódio circularam na internet após a reunião. O caso ganhou repercussão pública e despertou questionamentos sobre os procedimentos de segurança e conduta do conselho escolar.
Estudante denuncia condutas em depoimento público
Semanas depois do incidente, durante nova reunião do conselho escolar, a estudante compareceu para fazer depoimento público sobre o episódio ocorrido em 2 de abril, conforme informou a emissora WSMV. Ela dirigiu-se diretamente ao conselheiro enquanto falava.
A jovem afirmou não perdoar Ervin e rejeitou as desculpas oferecidas por ele. Ela questionou se o educador merecia a paz de espírito que buscava após o incidente e pediu que ele se lembrasse de seu desconforto sempre que sentisse reação negativa do público por suas ações.
“Toda vez que você sentir um mínimo de desconforto por parte do público, quero que se lembre de que isso não é nem uma fração do que eu senti em 2 de abril”, disse a estudante no depoimento público transmitido.
Conselheiro nega intenção e tenta justificar comentário
Após as imagens viralizarem, Ervin tentou se retratar publicamente. O educador insistiu que pretendia dizer que a estudante “estava em ótima fase” e havia feito “excelente pergunta” durante a sessão.
Ervin alegou ser da “velha guarda” e “um caipira”, argumentando que não quis ofender a jovem com o comentário. Ele sustentou que apenas estava “orgulhoso dela” e que não houve intenção maliciosa por trás das palavras ou gestos.
A retratação ocorreu publicamente, mas a estudante mantém sua versão dos fatos e prossegue com as acusações contra o conselheiro.
Autoridades escolares reconhecem gravidade da conduta
O Distrito Escolar do Condado de Washington confirmou ter sido informado sobre a acusação de agressão sexual contra Ervin. A investigação institucional começou após denúncia inicial de assédio sexual, que posteriormente evoluiu para acusação de crime sexual mais grave.
Annette Buchannan, presidente do conselho escolar, fez pronunciamento público sobre o caso. Ela afirmou que os comentários e as ações de Ervin foram “chocantes” e que ele “objetificou e diminuiu uma jovem mulher” durante a reunião.
A posição oficial da administração escolar reconhece a conduta como inaceitável e contrária aos padrões esperados de membros do conselho. As autoridades escolares admitiram falha em proteger a estudante durante evento público:
- Comentário depreciativo foi feito em sessão transmitida ao vivo pela internet
- Contato físico inapropriado ocorreu diante de câmeras e testemunhas
- Gesto foi repetido quando a estudante tentou se afastar
- Resposta inicial da administração foi classificar como assédio, não crime sexual
- Presidente do conselho reconheceu “objetificação” de menor durante evento
A acusação formal de crime sexual substitui a acusação inicial de assédio sexual contra Ervin. O caso segue em processo judicial no condado de Tennessee.

