Estados Unidos revelam novos arquivos de OVNIs com descrições de esferas verdes e discos voadoresPor Luís Henrique Costa
5 min de leitura
![]() |
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (22) um novo conjunto de arquivos sobre supostos avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs). Os documentos contêm relatos de indivíduos que afirmam ter observado esferas verdes, discos e bolas de fogo misteriosas no território americano.
Esta é a segunda leva de documentos liberados pelo governo dos EUA, dando sequência a uma ordem executiva do presidente Donald Trump. A iniciativa se insere em um processo de desclassificação de registros governamentais sobre fenômenos anômalos não identificados (UAP, na sigla em inglês), iniciado ainda na década de 1970, buscando maior transparência para a população.
Conteúdo dos relatórios desclassificados
Um dos 222 arquivos liberados nesta leva detalha 116 páginas de documentação relacionada a uma série de avistamentos e investigações conduzidas em uma instalação ultrassecreta localizada em Sandia, no estado do Novo México. Os eventos ocorreram entre os anos de 1948 e 1950, um período de grande atividade em pesquisa e desenvolvimento militar pós-guerra. O Departamento de Defesa informou que este arquivo específico inclui 209 relatos consistentes de ‘orbes verdes’, ‘discos’ e ‘bolas de fogo’ observados nas proximidades dessa base militar.
Outro caso relevante descrito nos documentos envolveu a tripulação da missão espacial Apollo 12 Moon Landing. Durante uma avaliação médica após o retorno, o comandante Charles “Pete” Conrad, o piloto do módulo de comando Richard “Dick” Gordon e o piloto do módulo lunar Alan L. Bean reportaram ter visto flashes ou “rastros luminosos”. Esses fenômenos foram notados enquanto os astronautas tentavam dormir em um ambiente escuro, gerando discussões internas sobre sua natureza e origem.
Iniciativa de transparência do governo Trump
A divulgação destes documentos segue a linha de um pacote inicial de arquivos já liberado em 8 de maio, cumprindo uma ordem expressa do presidente dos EUA, Donald Trump. Naquela ocasião, os Estados Unidos também criaram um site dedicado, o WAR.GOV/UFO, que funciona como repositório para os “Fenômenos Anômalos Não Identificados”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu a iniciativa, afirmando que os documentos, fotografias e vídeos sobre o tema alimentaram especulações por demasiado tempo.
“Está na hora de o povo americano ver isso por si mesmo”, declarou Hegseth em um comunicado oficial. Em fevereiro, Donald Trump havia instruído seu governo a tornar públicos materiais referentes a “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”. O Departamento de Guerra aproveitou a oportunidade para ressaltar que a gestão Trump “promove uma transparência sem precedentes” sobre os UAP, criticando gestões anteriores por “buscarem descreditar e dissuadir o povo americano” em relação ao assunto.
Caracterização dos Fenômenos Anômalos Não Identificados
A nomenclatura “Fenômenos Anômalos Não Identificados” (UAP) é utilizada pelo governo americano para descrever observações que não podem ser imediatamente explicadas por dados convencionais. Isso significa que, embora a origem não tenha sido identificada, a presença de vida extraterrestre não é automaticamente inferida, apenas que não foi possível determinar uma explicação plausível para aquilo que foi observado. Os materiais arquivados, conforme o Departamento de Guerra, referem-se a casos “não resolvidos”, indicando que a natureza dos fenômenos observados não pôde ser definitivamente determinada.
O Departamento de Guerra dos EUA incentiva a aplicação de análises, informações e expertise do setor privado para auxiliar na compreensão desses fenômenos. Além disso, o órgão afirmou que continuará a produzir relatórios separados sobre os casos de UAP que forem resolvidos, aprimorando assim a compreensão pública sobre esses eventos.
-
Os documentos divulgados abrangem diferentes tipos de avistamentos e investigações, incluindo:
- Orbes verdes, discos e bolas de fogo: Relatados em 209 ocorrências na base militar de Sandia, Novo México, entre 1948 e 1950.
- Flashes ou rastros luminosos: Observados pelos astronautas da Apollo 12, Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean, durante a missão Moon Landing.
- Imagens de sensores infravermelhos: Capturadas por plataformas militares dos Estados Unidos em diversas operações.
Imagens de sensores infravermelhos reveladas
As imagens reveladas no segundo lote de arquivos foram provavelmente obtidas por sensores infravermelhos a bordo de plataformas militares dos Estados Unidos. Elas mostram fenômenos aéreos não identificados registrados em diferentes áreas de responsabilidade dos comandos militares. Um dos vídeos foi capturado em 2022, na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA.
Outra imagem data de 2021, também na área do Comando Central dos EUA, enquanto uma terceira foi registrada em 2023, sob a responsabilidade do Comando Norte dos EUA. Todos esses vídeos foram submetidos por usuários a uma rede sigilosa, em junho de 2024 para os primeiros e em fevereiro de 2023 para o último. A divulgação dessas imagens adiciona uma camada visual aos relatos documentados, contribuindo para o esforço de transparência do governo.







