A Polícia Civil investiga a morte de Isaac Alexandre da Silva, de 22 anos. O jovem passou mal ao entrar no compartimento de um caminhão-tanque para limpeza em Campos Elíseos, Duque de Caxias, e não resistiu. Dois colegas tentaram socorrê-lo e também apresentaram mal-estar. O caso ocorreu no início de junho.
O incidente mobilizou o Corpo de Bombeiros. Equipes usaram equipamentos especiais para acessar o interior do tanque. O corpo de Isaac foi removido após o resgate.
Espaço confinado apresenta riscos elevados
Compartimentos de caminhões-tanque exigem cuidados específicos. A falta de oxigênio e a presença de gases tóxicos ou inflamáveis podem causar perda de consciência rápida. O Corpo de Bombeiros alerta para esses perigos em atividades de limpeza. Normas técnicas regulamentam o trabalho em ambientes confinados. Elas preveem ventilação, monitoramento do ar e uso de proteção respiratória.
Isaac trabalhava como lavador de caminhões na empresa Brilha Tanque. Ele entrou no compartimento do veículo sem os equipamentos de proteção indicados para o tipo de serviço, segundo relatos da família. Os dois colegas que tentaram ajudar também sentiram os efeitos do ambiente interno.
- Espaços confinados demandam análise prévia do ar antes da entrada
- Equipamentos de proteção individual incluem respiradores e monitoramento contínuo
- Resgate em tanques exige equipes especializadas com aparelhos autônomos
- Normas de segurança preveem permissão de trabalho e supervisão
Família denuncia condições de trabalho
Os parentes de Isaac Alexandre da Silva afirmam que o jovem realizava a atividade sem os equipamentos necessários. Eles cobram esclarecimentos sobre as medidas de segurança adotadas pela empresa. O sepultamento aconteceu na última quinta-feira, 4 de junho, no Cemitério de Cordovil, na Zona Norte do Rio.
A família relatou ainda que o proprietário da Brilha Tanque, Alexsandro Mendonça Rosa, conhecido como Alex Rosa, não respondeu diretamente às mensagens enviadas após o acidente. Ele teria enviado apenas emojis de choro.
Empresa diz que cumpre normas de segurança
A Brilha Tanque emitiu nota sobre o caso. A companhia lamentou a morte do funcionário, informou que cumpre as normas de segurança e que colabora com as investigações. A empresa também presta apoio à família de Isaac.
A perícia técnica foi realizada no local do acidente. Agentes da 60ª DP, em Campos Elíseos, colhem depoimentos e analisam documentos para determinar as circunstâncias exatas da morte.
Investigação busca esclarecer responsabilidades
A Polícia Civil conduz diligências para apurar o caso. Peritos verificam se houve descumprimento de normas de segurança no trabalho em espaço confinado. O inquérito segue em andamento na 60ª DP. As autoridades ouvem testemunhas e analisam laudos técnicos.
O incidente reacende discussões sobre segurança em serviços de manutenção de tanques. Profissionais que atuam em lavagem de caminhões enfrentam exposições frequentes a resíduos químicos e gases acumulados.
Bombeiros atuam com equipamentos especiais
Militares do Corpo de Bombeiros foram acionados para o resgate. Eles utilizaram aparelhos de respiração autônoma para entrar no compartimento. A operação demandou cuidados para evitar novos acidentes durante a remoção da vítima.
Dois colegas de Isaac passaram mal ao tentar socorrê-lo. Eles receberam atendimento médico no local e não tiveram lesões graves, conforme informações iniciais.
Isaac Alexandre da Silva tinha 22 anos e trabalhava na limpeza de veículos. O caso ocorreu em um caminhão-tanque da empresa Brilha Tanque. A investigação agora busca detalhes sobre o treinamento recebido e os procedimentos de segurança adotados rotineiramente pela companhia.

